<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133</id><updated>2011-09-11T07:15:21.213-03:00</updated><category term='O Mundo dos Espíritos'/><category term='Citações'/><category term='Opinião'/><category term='Distributivismo'/><category term='Lumen et Dulcedo'/><category term='Doutrina'/><category term='Poesia'/><category term='Ladainha Lauretana'/><category term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>LUMEN et DULCEDO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>62</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-6677775810583596684</id><published>2010-01-15T09:19:00.001-03:00</published><updated>2010-01-15T09:22:32.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Mundo dos Espíritos'/><title type='text'>O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( IV )</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CAPÍTULO I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O MUNDO DOS ESPÍRITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S1BdwsYIe9I/AAAAAAAAAR4/qTz4ssHaoBM/s1600-h/adore3.sized.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 114px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S1BdwsYIe9I/AAAAAAAAAR4/qTz4ssHaoBM/s200/adore3.sized.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426940642108931026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III – As faculdades dos anjos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamamos de potências ou faculdades da alma à inteligência e a vontade. São, como se costuma dizer, as duas asas que levam à alma para o alto. O espírito angélico, da mesma forma, possui as duas asas, como de outra forma não poderia ser, pois são o complemento necessário de todo ser espiritual. Nele, elas são mais potentes e velozes, visto que um anjo é um espírito puro. Entre a inteligência e a vontade humana, e a inteligência e a vontade angélica, existe a mesma diferença que entre as asas de um inseto, e as asas de uma majestosa águia.&lt;br /&gt;Nosso conhecimento dos anjos não seria possível senão pela via de comparação com nós mesmos; ao estudarmos a inteligência humana reconheceremos suas imperfeições, e compreenderemos que nos são próprias, poderemos então afastar o pensamento de fazer em nós a inteligência angélica, e só assim conseguiremos com sucesso pensar com certa clarividência, segurança e profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito humano está como que adormecido durante a infância; ele se acorda impressionado com as imagens das coisas sensíveis; e, no começo, só lhe é acessível as impressões de prazer e dor. Então a razão desperta: o homem toma consciência de si mesmo, ele adquire a idéia de um bem que não prazer, de um mal que não é uma dor; ele passa ao estado de ser moral. Sua mente começa a se abrir gradualmente, e procura penetrar à verdade em todas as coisas; auxiliado pela aprendizagem social, ele enxerga claramente que, além do mundo material, há um mundo acessível apenas ao pensamento; esse mundo ele se esforça por adentrar, e ali fazer morada. Como esta formação é longa! Como estes questionamentos estão sujeitos ao erro! E mesmo nas concepções que ele laboriosamente adquire sobre as coisas espirituais, o homem acaba por deparar-se com obstáculos aparentemente intransponíveis. Unido a um corpo, seu pensamento necessita de um ponto de referência no mundo sensível para lançar-se no mundo intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais imperfeições não existem na inteligência angélica.&lt;br /&gt;Puro espírito, o anjo não conhece a letargia de um espírito no corpo. Sua inteligência nunca dormiu, nem dormirá: desde o primeiro momento de sua existência, ela produziu seu ato, ela se jogou no esplendor do mundo intelectual, que era seu próprio elemento.&lt;br /&gt;Não houve nos espíritos angélicos a formação intelectual. Deus os deu, juntamente com sua natureza, as idéias-mãe de todas as ciências. E bastava um piscar de olhos para os anjos tomarem posse por completo de um determinado campo da ciência que lhes fosse aberto ao aprofundamento, como basta ao homem um piscar de olhos para estar na eminência de abraçar um vasto horizonte.&lt;br /&gt;Isso não significa dizer que a ciência de um anjo não pode ser aumentada; mas ela se expande, sem esforços, nos objetos que lhe são apresentados, e que estão ao alcance de sua visão.  &lt;br /&gt;Santo Tomás não teme em afirmar que, compreendida em si mesma e em relação a seu objeto, esta ciência está imune a todo erro; porque de uma só vez ela vai ao íntimo do objeto, e o contempla em todas as suas qualidades. Ela não atua de fato por um raciocínio laborioso, mas sim por meio de uma intuição segura de si mesma. Onde pode errar o espírito angélico é apenas em relação às coisas sobrenaturais e divinas que não fazem parte de sua esfera.&lt;br /&gt;Enfim, a ciência dos anjos é uma ciência pura, ou seja, livre de qualquer imagem sensível que possa lhe enfraquecer a pureza e o vigor de seu intelecto. O anjo conhece a tudo espiritualmente; ao passo que o homem conhece a tudo materialmente, mesmo as coisas espirituais. A diferença é tremenda, como veremos.&lt;br /&gt;A diferença é tão grande que Santo Tomás diz existir uma distância maior entre o conhecimento de um anjo e a do homem mais sábio do mundo, que a distância que há entre o conhecimento do homem mais sábio do mundo e o do mais ignorante. Comparemos três exemplos: um anjo, Santo Tomás e um iletrado. O anjo estará num grau imensamente mais elevado em relação a Santo Tomás, que o próprio Santo em relação a o iletrado. Poderíamos dar um melhor exemplo da idéia da transcendência da ciência angélica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó Santos Anjos, águias sublimes das montanhas da eternidade, que se banham no esplendor que emana do Verbo, há, no entanto, um dom preferível à vossa ciência, e este dom cabe ao homem como a vós: é a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideremos agora à vontade angelical – A vontade segue à inteligência, e inclina o espírito ao objeto cuja beleza lhe é revelada. A inteligência é tateante, assim como a vontade humana é hesitante; a vemos agarrar-se a um objeto, para depois abandoná-lo; ela é livre, mas sua liberdade é limitada, diminuída pelo impulso das paixões, que nasce do apetite sensual.&lt;br /&gt;Se, como vimos, a inteligência angélica difere da inteligência humana pela prontidão e segurança de seus conceitos, a vontade dos anjos difere da nossa por sua energia e a inabalável tenacidade de suas resoluções.&lt;br /&gt;O anjo é incontestavelmente livre; e sua liberdade é mais clara que a nossa, estando acessível à atração apenas das coisas transcendentes. Ela não experimenta as questiúnculas, essas flutuações, que resultam das tendências opostas que nascem do espírito e da carne.&lt;br /&gt;Estando livre e superiormente livre, o anjo estabelece para si mesmo esta ou aquela meta. Mas ele se determina com uma tal força de vontade, tão absoluta, que sua determinação se torna irrevogável.&lt;br /&gt;Mas isso não faz do anjo impecável. É um privilégio da natureza divina o de não poder pecar. Todo ser criado pode distanciar-se de seu criador, assim como, pela graça, pode se aperfeiçoar aproximando-se dEle.&lt;br /&gt;Estes conceitos são necessários para esclarecer nosso assunto. Nós iremos em breve discutir o grande drama da queda dos anjos. Mas primeiramente contemplemos o esplendor de sua criação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-6677775810583596684?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/6677775810583596684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=6677775810583596684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6677775810583596684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6677775810583596684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/o-mundo-dos-espiritos-anjos-e-demonios_15.html' title='O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( IV )'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S1BdwsYIe9I/AAAAAAAAAR4/qTz4ssHaoBM/s72-c/adore3.sized.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4408378362764592179</id><published>2010-01-14T14:45:00.000-03:00</published><updated>2010-01-14T14:47:46.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Mundo dos Espíritos'/><title type='text'>O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( III )</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CAPÍTULO I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O MUNDO DOS ESPÍRITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II – A natureza angélica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peçamos aos anjos, essas criaturas mais inefáveis que o vento, mais fulgurantes que o relâmpago, que se ponham um instante diante de nós, para que possamos apreender algo de sua aparência deslumbrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três tipos de espírito: o espírito humano, o espírito angélico e o espírito divino criador de todas as coisas. Esses espíritos se movem em três esferas que podemos chamar concêntricas. A primeira esfera, cujo raio é o mais curto, é a da inteligência humana. A segunda, que envolve a primeira, incomparavelmente maior e mais elevada, é a aquela habita e preenchida pela natureza angélica. Por fim, a terceira, contendo as outras duas e de dimensão infinita, é a esfera de luminosidade inacessível, lugar próprio de Deus Criador, da Santíssima Trindade.&lt;br /&gt;O conhecimento do homem, por si mesmo, confinado na esfera em que habita. Tem por seu terreno próprio às coisas humanas. Não que não possa elevar-se além da razão; mas não possui a visão clara e nítida do mundo dos espíritos. Quando procura formular uma idéia, imagens de coisas sensíveis vêm interpor-se entre os olhos da alma e os objetos puramente espirituais; e os distinguem muito confusamente, como se visse um objeto distante através de uma barreira pouco translúcida. Em poucas palavras, para conhecer a Deus perfeitamente, seria preciso ser o próprio Deus; para conhecer aos anjos perfeitamente, seria preciso ser um anjo. O homem que desejar penetrar nos segredos da natureza angélica, ficará sempre aquém da verdade. Ele será como um astrônomo que explora os espaços de luz onde se movem os astros. Poderia orgulhar-se de ter um conhecimento absolutamente exato? De forma alguma. São tais contemplações estéreis, tais observações inúteis? Seria errado de assim o pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma, apesar da imperfeição que, a priori, nos detém na investigação a respeito dos anjos, elas não deixam de serem frutíferas e dulcíssimas.&lt;br /&gt;Ao reduzirmos o anjo a um tamanho quase humano, descobrimos nele o reflexo de uma beleza ideal, que vem diretamente de Deus, Daquele que São Gregório de Nazianzo de primeira Luz, de primeiro Esplendor: “Os anjos, disse o santo, são como um fluxo, um riacho da primeira Luz; são os segundos esplendores, ao serviço do primeiro Esplendor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anjo é um puro espírito, eis sua definição.&lt;br /&gt;Ele não é composto de duas substâncias associadas em uma unidade de natureza como nós. Deus não o fez, segundo a enfática expressão de São Gregório Magno, uma mistura inexplicável de espírito e lama: investigabili dispositione miscuit spiritum et lutum. Se ele não possui um corpo material e pesado, tem então um corpo sutil e etéreo, um corpo fluído e imponderável. É uma substância espiritual pura, que não admite mistura com elementos corporais, mesmo o mais intocável.&lt;br /&gt;Alguns Padres cogitaram que os anjos possuíam corpo, mas, de toda forma, um corpo fluído e luminoso. Talvez suas expressões tenham sido tomadas muito literalmente. Eles pareciam reservar a Deus, e a Deus somente, a qualificação de espírito puro. Para eles, tudo que é limitado é, por definição, corporal. Todavia, uma questão que Santo Agostinho com sua insigne modéstia havia contestado, teve sua definição como doutrina oficial da Igreja apenas com o passar dos séculos; hoje não há mais espaço para a dúvida: o anjo não possui nada de corporal, é um puro espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não o anjo não deixa de ser um espírito criado, infinitamente distante daquele puro Espírito que é o Espírito Criador. Espírito Criador, espírito criado, há entre essas duas expressões uma diferença tamanha que só podemos explicar comparando um ser vivente e uma imagem inanimada. Se por sua qualidade de espírito o anjo aproxima-se de Deus, por sua qualidade de espírito criado aproxima-se de nós, e ele está bem próximo de nós, de forma que a distância que o separa de Deus é incomensurável.&lt;br /&gt;Espírito puro, espírito criado, assim se nos apresenta a meditação da natureza angélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enquanto puro espírito, se oferece a nós num caráter de unidade, simplicidade, permanência, e, ao mesmo tempo, de perspicácia, de vigor e energia. A natureza angélica é como o diamante, permeável à luz, mas resistente ao aço e a todo solvente; porque onde não há uma substância composta, não há dissolução possível. Ela se compara adequadamente a uma luz sutil, que a tudo penetra, e a qual nada pode resistir. Ela é mais rápida que o espírito das tempestades, que a própria eletricidade, as distâncias não são nada para ela. Ela é toda olhos, como aqueles animais misteriosos sob os quais os símbolos o profeta Ezequiel nos representou os mensageiros divinos. Ela pode, num piscar de olhos, mover céus e terra, como por muitas vezes nos mostra o Apocalipse. Todas estas propriedades maravilhosas são conseqüências da espiritualidade dessa natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto espírito criado, ela se apresenta a nós como essencialmente restrita e limitada: restrita em sua própria essência, restrita em seu poder, restrita ao campo de suas operações. Vamos tentar, mais a frente, determinar quais são esses limites, nos quais se desenvolve o poder maravilhoso dos anjos. Por enquanto estudemos suas faculdades. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4408378362764592179?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4408378362764592179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4408378362764592179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4408378362764592179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4408378362764592179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/o-mundo-dos-espiritos-anjos-e-demonios_14.html' title='O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( III )'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-729235348803895918</id><published>2010-01-14T09:02:00.001-03:00</published><updated>2010-01-14T09:05:18.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>A Divindade de Cristo</title><content type='html'>Por Peter Kreeft&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S08IA0VH5VI/AAAAAAAAARw/hbis3BqBiiI/s1600-h/kreeft.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 174px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S08IA0VH5VI/AAAAAAAAARw/hbis3BqBiiI/s200/kreeft.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426564886145000786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dogma da divindade de Cristo é o principal dogma Cristão, pois é comparável a uma chave-mestra que nos abre todos os outros dogmas. Os cristãos não investigaram e testaram todos os ensinamentos, independentemente uns dos outros, recebidos via Bíblia e Igreja, mas acreditam em todos baseados na autoridade Dele. Pois se Cristo é divino, pode ser tido por infalível em tudo o que diz, mesmo nos ensinamentos duros como quando exalta o sofrimento e a pobreza, proíbe o divórcio, dá à Igreja a autoridade de ensinar e perdoar os pecados em Seu nome, adverte sobre o inferno (com freqüência e gravidade), institui o escandaloso sacramento de comer-Lhe a carne – por vezes até esquecemos quantas “palavras duras” nos dirigiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os primeiros apologetas cristãos começaram a explicar a Fé que tinham aos não crentes, a doutrina da divindade de Cristo naturalmente foi atacada, já que era quase tão incrível para os Gentios quanto escandalosa para os Judeus. Que um homem nascido do ventre de uma mulher e morto numa cruz, um homem que teve cansaço e fome e raiva e agitação e que chorou no túmulo de seu amigo, que esse homem com sujeira debaixo das unhas devesse ser Deus era, simplesmente, a idéia mais impressionante, inacreditável e louca que já povoou o pensamento humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento que os primeiros apologetas usavam para defender este dogma, aparentemente indefensável, tornou-se clássico. C. S. Lewis o usava com freqüência, em Cristianismo puro e simples, o livro que convenceu Chuck Colson (e muitos outros). Certa vez gastei metade de um livro (Between Heaven and Hell*) apenas neste argumento. É o argumento mais importante da apologética Cristã, pois se um incrédulo aceita à conclusão (de que Cristo é divino), tudo mais que é de Fé segue-se, não só intelectualmente (todos os ensinamentos de Cristo devem ser verdadeiros), mas também pessoalmente (se Cristo é Deus, Ele é também seu Senhor e Salvador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento, como todos os argumentos eficazes, é extremamente simples: Cristo ou era Deus ou um homem mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os incrédulos normalmente dizem que ele era um bom homem, não um homem mau; que ele era um grande mestre da moral, um sábio, um filósofo, um moralista, e um profeta, não um criminoso, não um homem que merecesse ser crucificado. Mas um bom homem é justamente o que ele não poderia ter sido por simples bom senso e lógica. Pois ele arrogava ser Deus. Ele disse “Antes que Abraão fosse, Eu Sou”, assim falando a palavra que nenhum judeu ousava pronunciar já que era o próprio nome de Deus, dita a Moisés pelo próprio Deus na sarça ardente. Jesus queria que todos cressem que ele era Deus. Queria que as pessoas o adorassem. Ele afirmava perdoar os pecados de todos contra todos. (Quem poderia fazer tal senão Deus, Aquele ofendido em cada pecado?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pensaríamos de uma pessoa que fizesse tais afirmações hoje? Certamente não pensaríamos que se tratasse de uma pessoa boa ou um sábio. Há apenas duas possibilidades: ou ele está falando a verdade ou não. Se ele falou a verdade, ele é Deus e ponto final. Nós devemos acreditar nele e adorá-lo. Se ele não falou a verdade, ele não é Deus, mas meramente um homem. Mas um mero homem que quer ser adorado como Deus não é um bom homem. Ele de fato é muito mau, seja moral ou intelectualmente. Se ele sabe que não é Deus, então é moralmente mau, um mentiroso tentando persuadi-lo deliberadamente a blasfemar. Se ele não que não é Deus, mas se sinceramente pensa que é Deus, então é intelectualmente mau – insano, na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida da insanidade é a diferença entre o que se pensa ser e o que se realmente é. Se penso que sou o maior filósofo da América, sou apenas um tolo arrogante; se penso que sou Napoleão, já adentrei o abismo; se penso que sou uma borboleta, há muito já dei adeus às terras ensolaradas da sanidade. Mas se penso que sou Deus, sou ainda mais insano, pois a distância que separa qualquer coisa finita do Deus infinito é muitíssimo maior que a distância entre duas coisas finitas, mesmo que seja entre um homem e uma borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josh McDowell resumiu o argumento de forma simples e memorável no trilema “Senhor, mentiroso ou lunático?”, estas são as únicas opções. Então, por que não mentiroso ou lunático? Ora, ninguém que lê os Evangelhos pode honesta e sinceramente considerar tal possibilidade. O conhecimento, a candura, a sabedoria, a atratividade de Jesus emergem dos Evangelhos para todos, mesmo para o leitor de coração mais duro e preconceituoso. Compare a Jesus com mentirosos como o Reverendo Sun Myung Moon ou lunáticos como o moribundo Nietzsche. Cristo possui àquelas três qualidade que mais claramente faltam aos mentirosos e lunáticos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Sua prática sapiente, sua habilidade de perscrutar os corações dos homens, e de compreender as pessoas e o sentido real por trás de suas palavras, sua habilidade de curar os espíritos das pessoas, assim como seus corpos.&lt;br /&gt;2. Seu profundo e conquistador amor, sua compaixão apaixonada, sua capacidade de atrair as pessoas e fazê-las sentirem-se perdoadas e em casa, sua autoridade, “não como a dos escribas”; e acima de tudo&lt;br /&gt;3. Sua habilidade de surpreender, sua imprevisibilidade, sua criatividade. Mentirosos e lunáticos são tão chatos e previsíveis! Ninguém que conheça aos Evangelhos e aos seres humanos pode seriamente acreditar na possibilidade de que Jesus fosse ou um mentiroso ou um lunático, um homem mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, os incrédulos costumam acreditar que Jesus foi um homem bom, um profeta, um sábio. Bem, se ele era um sábio então, podemos acreditar nas coisas essenciais que ele acreditou. E o ensinamento essencial dele é que ele é o divino Salvador do mundo e que você deve ir a ele para encontrar a salvação. Se ele é um sábio, você deve acreditar que seus ensinamentos essenciais são verdadeiros. Se seus ensinamentos são falsos, então ele não é um sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força desse argumento está em não ser meramente um argumento lógico a tratar de conceitos; trata do Cristo. Ele convida as pessoas a lerem os Evangelhos e conhecerem esse homem. A premissa do argumento é o caráter de Jesus, a natureza humana de Jesus. O argumento tem os pés no chão. Mas nos eleva ao céu, como a escada de Jacó (que Jesus disse significar ele mesmo: Gen 28, 12; Jo 1, 51). Um degrau sucede ao outro e todos sobem na mesma direção. Esse argumento é logicamente hermético; não há para onde fugir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas dizem, então, quando confrontadas com esse argumento? Com freqüência, simplesmente deixam transparecer seu preconceito: “Ah, eu simplesmente não posso acreditar nisso!” (Mas se foi provado ser verdade, você deve aceitar como verdade, se a busca).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, se afastam, como muitos dos contemporâneos de Jesus, imaginando e balançando as cabeças e pensando. Talvez seja o melhor resultado que se possa esperar. O terreno foi lavrado e preparado. A semente foi jogada. Deus a germinará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se eles conhecem a teologia moderna, têm uma ou duas escapatórias. Teologia tem escapatória; bom senso não. O bom senso é facilmente conversível. São os teólogos, como outrora, que são os endurecidos para a conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira escapatória é a dos “biblistas” de atacar a confiabilidade histórica dos Evangelhos. Talvez Jesus nunca tenha alegado ser Deus. Talvez todas as passagens problemáticas sejam invencionices da Igreja primitiva (diga “comunidade Cristã” – soa melhor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso quem inventou o Cristianismo tradicional se não Cristo? Uma mentira, assim como uma verdade, deve originar-se em algum lugar. Pedro? Os doze? A geração seguinte? Qual o motivo de quem quer que seja ter inventado esse mito (eufemismo para mentira)? O que tiraram desse elaborado embuste blasfemo? Pois deve ter sido uma mentira deliberada, não uma confusão sincera. Nenhum Judeu confunde Criador com criatura, Deus com homem. E nenhum homem confunde um defunto com uma pessoa ressuscitada, viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o que eles tiraram do embuste. Seus familiares e seus amigos escarneceram deles. Sua participação social e política, suas posses, lhe foram surrupiadas tanto pelos Judeus quanto pelos Romanos. Foram perseguidos, aprisionados, chicoteados, torturados, exilados, crucificados, devorados por leões, e cortados em pedaços por gladiadores. Então alguns Judeus apatetados inventaram toda elaborada e incrível mentira que é o Cristianismo sem razão alguma, e milhões de Gentios creram neles, devotaram sua vida a isso – também por razão alguma. Tudo não passou de uma fantástica pegadinha, um embuste. Sim, há um embuste de fato, mas seus perpetradores são os teólogos do século XX, e não os evangelistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda escapatória (veja como sempre estamos ansiosos para escapar dos braços de Deus como peixes escorregadios) é a de orientalizar Jesus, interpretando sua afirmação de ser o homem-Deus como um dos místicos ou dos muitos “adeptos” que percebiam sua própria divindade interior como um típico místico Hindu. Essa teoria simplesmente nega que Cristo tenha se arrogado o título de divindade, mas que em verdade tenha apenas percebido que somos todos divinos. O problema dessa teoria é simplesmente que Jesus não era Hindu, mas sim Judeu! Quando ele disse “Deus”, nem ele nem seus seguidores queria dizer Brahma, o impessoal, panteístico e imanente tudo; ele queria dizer Yahweh, o pessoal, teístico e transcendente Criador. É altamente inverossímil ver a Cristo como um como um guru Judeu. Ele ensinou a rezarmos como filhos de Deus, não a transcendermos esse estado pela meditação. Seu Deus é uma pessoa, não um pudim. Ele disse que era Deus, não que todos eram. Ele ensinou a respeito do pecado e do perdão, como nenhum guru fez. Ele nada disse a respeito da “ilusão” da individualidade, como fazem os místicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ataque todas as escapatórias – Jesus como um simples homem bom. Jesus como um lunático, Jesus como um mentiroso, Jesus como homem que nunca reivindicou ser divino, Jesus como místico – remova esses portos seguros, e haverá apenas um porto seguro para os incrédulos se refugiarem. E uma feliz núpcias será. Pois todo esse argumento não passa de um pedido de casamento.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Não publicado no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.peterkreeft.com/topics/christ-divinity.htm"&gt;link para o artigo original&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-729235348803895918?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/729235348803895918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=729235348803895918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/729235348803895918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/729235348803895918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/divindade-de-cristo.html' title='A Divindade de Cristo'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S08IA0VH5VI/AAAAAAAAARw/hbis3BqBiiI/s72-c/kreeft.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8573797207088482957</id><published>2010-01-11T13:15:00.000-03:00</published><updated>2010-01-11T13:17:08.124-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Mundo dos Espíritos'/><title type='text'>O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( II )</title><content type='html'>Por&lt;br /&gt;Dom Bernard-Marie MARÉCHAUX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CAPÍTULO I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O MUNDO DOS ESPÍRITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I – A existência do mundo dos espíritos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe um mundo invisível, composto por estes puros espíritos que chamamos de anjos? Santo Tomás de Aquino nos responde.&lt;br /&gt;Os anjos, diz o doutor angélico, não possuem a característica de serem necessários. Estritamente falando, Deus poderia criar o universo material; e o tendo criado, poderia governá-lo e administrá-lo por Si só, sem quaisquer intermediários. A criação dos anjos não era, portanto, necessária Àquele que de ninguém precisa e cuja virtude a tudo preenche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, a razão não pode demonstrar, por um argumento rigoroso, a existência do mundo angélico; mas ela pode chegar em certa medida ao conselho da sabedoria divina que, ao organizar o universo, determinou que o mundo angélico lhe formaria parte.&lt;br /&gt;Que o homem considere a si mesmo; reconhecerá então que é espírito e matéria, forjados conjuntamente em uma unidade de ser. Enquanto ser material não está sozinho; ocupa o grau mais elevado de uma cadeia que vai da matéria inanimada ao ser vivente. Por que estaria isolado enquanto ser espiritual? Por que não ocuparia ele o grau mais baixo de uma série ascendente de seres inteligentes e livres que, no limiar da criação material, gravita em direção à semelhança divina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o homem considerar em particular sua inteligência, constatará que é, de certa forma, embrionária. Sua ação ocorre dependentemente de sua imaginação e de seu cérebro; ela não brota com clareza de sua faculdade intelectual. Mas o que é imperfeito supõe o que é perfeito. Acima de nosso espírito obscuro e tateante, deve haver espíritos vivos em plena luz, totalmente livres das condições materiais, nos quais o ato intelectual se produza com toda a perfeição que lhes é cabida. É através desse argumento que Santo Tomás chega a estabelecer a suprema conveniência da criação de seres puramente imateriais na ordem geral do mundo. E ele não hesita em afirmar que a perfeição do universo requer tal criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a existência do mundo angélico nos aparece, se não como absolutamente necessária, ao menos, como enormemente conveniente e eminentemente harmônica.&lt;br /&gt;Mas tal existência pode ser constatada experimentalmente. Podemos ver as provas, historicamente incontestáveis, que em todas as épocas se produziu numerosos fatos de manifestações sensíveis de anjos e demônios. As páginas das vidas dos santos estão cheias; e as histórias profanas fornecem sua cota nesse tipo de fenômeno. Hoje mesmo o mundo dos espíritos a todo observador simplesmente imparcial; e, infelizmente, isso se faz notar muito mais pelo seu aspecto obscuro e maléfico, que por seu aspecto luminoso e saudável. A não ser por intervenção de seres inteligentes e invisíveis, como explicar os fenômenos perturbadores do espiritismo, como explicar as mesas de necromancia? Os espíritos envolvidos nesses experimentos são relatados como maliciosos e perversos; mas, se há maus espíritos, há necessariamente bons espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos ainda que a crença universal da humanidade vem para corroborar com estes fatos de comum. A existência de um mundo imaterial que cerca nosso mundo material por todos os lados, e que o permeia até suas nascentes interiores; a existência dos anjos, com a distinção entre espíritos bons e maus, é destas verdades que chamamos de tradicionais, porque a encontramos entre todos os povos, mesmo observando a mais remota antiguidade. Os gregos, sob os pórticos dos templos, acreditavam em semideuses, em espíritos, em demônios; os selvagens, mesmo em sua grosseria, acreditavam nos espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também crê o cristão; mas nele a crença universal, graças à fé, tornou-se certeza. A existência de anjos é afirmada em muitas passagens das Sagradas Escrituras; a todo o momento aparecem em cena como mensageiros de Deus. E se havia ainda qualquer dúvida a respeito dessa verdade o concílio de Latrão a declarou solenemente em sua profissão de fé: Deus fez, no começo, do nada, dois tipos de criatura; a espiritual e a corporal, então o homem é composto tanto de uma como da outra. O texto é claro. A existência do mundo dos espíritos é verdade entrevista pela razão, verdade experimental, verdade tradicional, e um dogma de fé.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8573797207088482957?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8573797207088482957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8573797207088482957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8573797207088482957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8573797207088482957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/o-mundo-dos-espiritos-anjos-e-demonios_11.html' title='O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( II )'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4920128077746342905</id><published>2010-01-09T09:15:00.002-03:00</published><updated>2010-01-09T09:18:25.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Mundo dos Espíritos'/><title type='text'>O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( I )</title><content type='html'>Por&lt;br /&gt;Dom Bernard-Marie MARÉCHAUX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0hzuKsvmvI/AAAAAAAAARo/TEPO75EptTg/s1600-h/angels.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0hzuKsvmvI/AAAAAAAAARo/TEPO75EptTg/s320/angels.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424712988150962930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;PREFÁCIO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje as questões do além, do mundo invisível, atiçam e estimulam grandemente a curiosidade.&lt;br /&gt;Já se passou o tempo em que o materialismo dominava nas escolas. Se ainda há partidários, seu número está em crescente declínio e seu tom já não é tão autoritário. Produziu-se uma reação no sentido espiritualista. A alma humana, por tanto tempo reprimida, reivindicou seus direitos. Ela despertou para tomar consciência de si mesma: o senso íntimo a proclama um espírito, sendo um ser pensante; há, portanto, algo mais no mundo além da matéria e suas energias cegas.&lt;br /&gt;Ela é um espírito; mas existem outros espíritos além da alma humana? Existem espíritos completamente independentes da matéria? Estes espíritos se relacionam conosco? De que natureza é esta relação? Tais são as complexas questões que nos são impostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isso responde a fé: sim, existe além do mundo material um mundo espiritual, e esse mundo é de uma magnificência inigualável, e há uma estreita relação entre os dois mundos. Não se arrisque em aventuras sem guia por essas regiões misteriosas; elas devoram os incautos e imprudentes que se expõem a uma curiosidade mórbida. Sigam a minha tocha; graças a sua luz vocês poderão explorar sem medo, com grande proveito e prazer verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomem a tocha, que se faz brilhante com o ensinamento dos mestres, em particular de Santo Tomás de Aquino; e adentremos no tema.&lt;br /&gt;É importante, no entanto, traçar às linhas-guia. Examinemos o mundo angélico em sua constituição, na criação, na profunda divisão que se produziu nele. Estudemos em seguida qual a sua influência e o modo de ação dos espíritos sobre os corpos. Por fim, partamos para definir as características da ação própria dos anjos bons e dos demônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo:&lt;br /&gt;O mundo dos espíritos;&lt;br /&gt;O modo de ação dos espíritos;&lt;br /&gt;A ação angélica e a ação demoníaca;&lt;br /&gt;Assim se dividirá nosso trabalho, antes de qualquer dogmática.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4920128077746342905?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4920128077746342905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4920128077746342905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4920128077746342905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4920128077746342905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/o-mundo-dos-espiritos-anjos-e-demonios_09.html' title='O MUNDO DOS ESPÍRITOS - Anjos e Demônios ( I )'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0hzuKsvmvI/AAAAAAAAARo/TEPO75EptTg/s72-c/angels.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-611279982464221343</id><published>2010-01-08T20:21:00.002-03:00</published><updated>2010-01-08T20:24:21.569-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Mãe Intacta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0e-V5PocqI/AAAAAAAAARg/nL_bnFFTACo/s1600-h/012-Mater+intemerata.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 198px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0e-V5PocqI/AAAAAAAAARg/nL_bnFFTACo/s320/012-Mater+intemerata.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424513559543968418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Maria é Mãe Intacta, pois em sua maternidade não experimentou nenhum dos tristes efeitos do pecado original. Nunca sofreu das enfermidades do corpo e da alma, que marcam a raça humana. Seu entendimento era claro, seu julgamento correto, e sua ciência era como a de nossos primeiros pais antes da queda. Gozou da mais completa liberdade, escapando dos maus desejos da servidão ao pecado. Concebeu do Espírito Santo, sem sacrificar sua virgindade e deu a luz ao Filho de Deus sem as dores do parto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Até mesmo na morte Maria foi Mãe Intacta. Não morreu de doença alguma, nem mesmo de velhice. Morreu de um ardente desejo de reencontrar seu Filho amado; sua morte foi doce e calma, como se adormecesse, por isso chamamos tal acontecimento de Dormição. Seu corpo não chegou a corromper-se após a morte, novamente unindo-se a alma, foi assunta ao Céu; onde recebeu sua coroa de Glória e assumiu seu lugar de rainha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; Em sua incorruptibilidade espelhamos nossos esforços em buscar a pureza de corpo e alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-611279982464221343?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/611279982464221343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=611279982464221343&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/611279982464221343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/611279982464221343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/ladainha-lauretana-mae-intacta.html' title='LADAINHA LAURETANA - Mãe Intacta'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0e-V5PocqI/AAAAAAAAARg/nL_bnFFTACo/s72-c/012-Mater+intemerata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-5283364609711510488</id><published>2010-01-08T08:35:00.002-03:00</published><updated>2010-01-08T08:39:00.979-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>Las Ensaladas de Mateo Flecha: La bomba</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5tN-b87AeS4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/5tN-b87AeS4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande, pues, nuestro apellido,&lt;br /&gt;el tañer con el cantar&lt;br /&gt;concordes en alabar&lt;br /&gt;a Jesús rezién nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bendito el que ha venido&lt;br /&gt;a librarnos de agonía.&lt;br /&gt;Bendito sea este día&lt;br /&gt;que nasció el contentamiento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remedió su advenimiento mil enojos,&lt;br /&gt;Benditos sean los ojos&lt;br /&gt;que con piedad nos miraron&lt;br /&gt;y benditos que ansí amansaron tal fortuna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-5283364609711510488?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/5283364609711510488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=5283364609711510488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/5283364609711510488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/5283364609711510488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/las-ensaladas-de-mateo-flecha-la-bomba.html' title='Las Ensaladas de Mateo Flecha: La bomba'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8082460024435153160</id><published>2010-01-06T22:36:00.004-03:00</published><updated>2010-01-06T22:42:30.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doutrina'/><title type='text'>Sobre a pronúncia do latim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bem conhecido no meio católico tradicional o esforço feito pelos papas do início do século XX para que em toda a parte o latim usado em celebrações litúrgicas fosse pronunciado ao modo de Roma. Já no seu Motu Proprio Tra Le Sollecitudine, no qual procurava restaurar o uso do canto gregoriano, que fazia algum tempo vinha sendo largamente substituído por composições polifônicas renascentistas, o Papa São Pio X escrevia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;"O texto litúrgico tem de ser cantado como se encontra nos livros aprovados, sem posposição ou alteração das palavras, sem repetições indevidas, sem deslocar as sílabas, sempre de modo inteligível"&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O recado parecia dirigir-se especialmente aos franceses, que por causa das peculiaridades da pronúncia do seu idioma nativo, quando estas eram aplicadas ao latim acabavam prejudicando o ritmo e a melodia dos cantos gregorianos e eram necessárias certas adaptações para corrigir esses desvios. É claro que a França, sempre orgulhosa das suas coisas, não se rendeu fácil, e vários movimentos em defesa da pronúnica francesa do latim se ergueram no país. Entre os personagens fiéis ao desejo do papa, se destacou a figura do então Arcebispo de Bourges, Louis Dubois, depois promovido a Cardeal-Arcebispo de Paris, a quem São Pio X escreveu uma carta em 1912, reconhecendo o seu esforço e justificando mais uma vez a sua vontade de que a pronúnica romana fosse usada em todo lugar. Diz o papa na carta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Sua carta de 21 de junho passado, como também aquelas que Nós recebemos de um grande número de piedosos e distintos católicos franceses, Nos tem mostrado, para Nossa grande satisfação, que desde a promulgação do Nosso Motu Proprio de 22 de novembro de 1903, sobre a música sacra, um grande zelo tem sido demonstrado nas diversas dioceses francesas para fazer com que a pronúnica da língua latina se aproxime cada vez mais daquela usada em Roma e que, em conseqüência, seja mais perfeita, de acordo com as melhores regras da arte, a execução das melodias gregorianas, trazidas outra vez por Nós à sua antiga forma tradicional. Vossa Excelência mesma, quando ocupava a Sé de Verdun, se engajou nesta reforma e fez algumas proveitosas e importantes regulações para assegurar o seu sucesso. Nós soubemos igualmente, com real satisfação, que esta reforma já está se propagando para muitos lugares e foi introduzida com sucesso em muitas catedrais, seminários, universidades e até mesmo em simples Igrejas rurais. A questão da pronúncia do latim está intimamente ligada à restauração do Canto Gregoriano, sempre presente nos Nosso pensamentos e recomendações desde o início do Nosso pontíficado. O acento e a pronúnica do latim tiveram grande influência na formação rítmica e melódica da frase gregoriana e portanto é importante que essas melodias sejam reproduzidas da forma como elas forma concebidas artisticamente na sua origem. E, por fim, a difusão da pronúncia romana terá a vantagem adicional, como Vossa Excelência bem lembrou, de consolidar cada vez mais o esforço de unidade litúrgica na França, uma unidade a ser realizada pelo feliz retorno à liturgia romana e ao canto gregoriano. Por essa razão, Nós desejamos que o movimento de retorno à pronúncia romana do latim continue com o mesmo zelo e sucesso consolador que marcou o seu progresso até então"&lt;/blockquote&gt;Dezesseis anos mais tarde, foi a vez do Papa Pio XI escrever ao agora Cardeal Dubois de Paris:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Nós também muito estimamos o seu plano de impelir a todos os que ficam sob a sua jurisdição a pronunciar o latim mais ao estilo romano. E não satisfeitos, como os Nossos predecessores de feliz memória Pio X e Bento XV, em simplesmente aprovar essa pronúncia do latim, Nós expressamos o mais forte desejo de que todos os bispos de todas as nações a adotem nas celebrações litúrgicas"&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Diante dessa vontade claramente expressa pelos papas de que nas cerimônias litúrgicas se adote a pronúnica romana, torna-se interessante que todos os fiéis tradicionais a conheçam. Especialmente no Brasil, que possui o costume largamente difundido das Missas dialogadas, quase excluindo as Missas simplesmente rezadas, os fiéis precisam lidar, a cada Missa, com a pronúncia do latim. Portanto, para a utilidade dos leitores deste blog, passaremos a descrever a seguir como pronunciá-lo de acordo com o jeito romano:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. AS VOGAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- As vogais /a/, /i/ e /u/ não oferecem nenhuma dificuldade, pronunciam-se como no português.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Já as vogais /e/ e /o/ necessitam de alguma atenção, pois elas devem ser pronunciadas sempre abertas. Assim, por exemplo, a palavra “Domine” se diz /&lt;strong&gt;Dó&lt;/strong&gt;-mi-né/ e não /&lt;strong&gt;Dô&lt;/strong&gt;-mi-nê/, e a palavra “Deus” se fala /&lt;strong&gt;Dé&lt;/strong&gt;-us/ e não /&lt;strong&gt;Dê&lt;/strong&gt;-us/ como no português.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- No latim não existe nasalização de vogais, portanto este é outro cuidado que devemos observar. Por exemplo, “campus” se diz /&lt;strong&gt;ká&lt;/strong&gt;-m-pus/ e não /&lt;strong&gt;kã&lt;/strong&gt;-pus/. Para quem tem o português como língua nativa, evitar as nasalizações talvez seja uma das poucas grandes dificuldades que o latim oferece.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- /ae/ e /oe/ se pronunciam também como um /e/ aberto, exceto quando o acento tônico recair sobre o /e/, como na palavra “poeta”, onde a letra /o/ também precisa ser dita.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Devemos tomar cuidado também com as vogais fantasmas, que são muito comuns na pronúncia do português. Todas as consoantes precisam ser pronunciadas, sem que se enfie uma vogal inexistente na palavra. “Spiritus” não é a mesma coisa que “espiritus” ou “ispiritus”, e “omnes homines” é uma expressão que contém duas palavras que deveriam ser pronunciadas de maneira levemente diferente, já que em “omnes” não existe nenhuma vogal entre o /m/ e o /n/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. AS CONSOANTES&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- As consoantes /b/, /f/, /m/, /n/, /p/, /q/ e /v/ pronunciam-se como no português.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- A letra /q/ merece apenas uma pequena observação pois ela sempre vem seguida da vogal /u/, e este /u/ pronuncia-se sempre, mesmo nas sílabas /que/ e /qui/, que se dizem /kué/ e /kui/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Já vimos que no latim não existem vogais nasalizadas, portanto o /m/ e o /n/ devem ser bem pronunciados. Expressões como, por exemplo, “ad Dominum Deum Nostrum” devem ter o /m/ final de cada palavra bem claro, sem que a vogal que o antecede seja nasalizada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /p/ seguido de /h/ tem som de /f/, como em “philosophia”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- /ca/, /co/, /cu/, /ga/, /go/ e /gu/ se falam como no português. Já /ce/, /ci/, /ge/ e /gi/ se dizem /tché/, /tchi/, /djé/ e /dji/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /ch/ tem sempre som de /k/. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;- /gn/ tem som de /nh/. “Agnus” = /&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;-nhus/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Sobre o /d/ e o /t/, primeiramente devemos notar que a maioria dos brasileiros pronuncia as sílabas /ti/ e /di/ como /tchi/ e /dji/. Isso naturalmente precisa ser eliminado da pronúncia latina. Em latim /ti/ e /di/ é /ti/ e /di/, sem nenhum som de espirro. Até porque, como nós vimos, os sons /tchi/ e /dji/, no latim, se escrevem /ci/ e /gi/, e portanto o /t/ e o /d/ não podem ser pronunciados da mesma maneira, sob o risco de causar alguma confusão.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- A sílaba /ti/ também tem uma outra peculiaridade. Quando ela vier seguida de uma vogal e não for antecedida por um /s/, ela se pronuncia /tsi/. Como exemplo, “gratia” se diz /&lt;strong&gt;gra&lt;/strong&gt;-tsia/, enquanto “hostia”, se fala /&lt;strong&gt;hos&lt;/strong&gt;-tia/ mesmo. A palavra “laetitia” seria portanto pronunciada como /lé-&lt;strong&gt;ti&lt;/strong&gt;-tsia/ – lembre-se que /lé-&lt;strong&gt;ti&lt;/strong&gt;-tsia/ não é a mesma coisa que /lé-&lt;strong&gt;tchi&lt;/strong&gt;-tsia/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /h/ é mudo, exceto quando vier entre dois /i/, quando ele adquire o som de /k/. “Mihi” se lê /&lt;strong&gt;mi&lt;/strong&gt;-ki/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /j/ tem som de /i/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /l/ é sempre pronunciado, mesmo que ele não tenha nenhuma vogal depois de si. No português, quando isso acontece, o /l/ vira um /u/. Mas não pode acontecer o mesmo no latim.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /r/ não pode ser nunca aquele /r/ aspirado “carioca”, como é na maior parte do Brasil. A pronúncia do /r/ deve se fazer sempre vibrando a ponta da língua atrás dos dentes. O /rr/ também se fala vibrando a língua, só que de forma mais forte e prolongada. Acredito que o /r/ deve ser a maior dificuldade na pronúncia do latim para os brasileiros, pelo menos para aqueles que estão acostumados com o /r/ aspirado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- A letra /s/ se pronuncia como no português. Isso vale inclusive para o fato de que quando esta letra estiver entre vogais, ela também tem som de /z/, como acontece na nossa língua. Dessa forma, por exemplo, a palavra “miserere” se diz /mi-zé-&lt;strong&gt;ré&lt;/strong&gt;-ré/ – recorde-se que o /e/ é aberto, não fique dizendo /mi-zê-&lt;strong&gt;rê&lt;/strong&gt;-rê/. Mas o /s/ não pode ser “chiado”, como é na maior parte do Brasil, deve ser sempre o /s/ sibilado, /s/ de cobra, /s/ paulista, ou seja lá como você conhece este /s/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- /sce/ e /sci/ tem som de /ché/ e /chi/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- O /x/ tem sempre o som de /ks/. Mas o /xc/ se pronuncia /kch/, como, por exemplo, em “excelsis”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- A consoante /y/, que aparece em algumas palavras de origem grega, se pronuncia como um /i/.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;- Por fim, a letra /z/ pode soar como /dz/ quando inicia uma palavra ou /ts/ quando se encontra no meio dela.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8082460024435153160?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8082460024435153160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8082460024435153160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8082460024435153160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8082460024435153160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/sobre-pronuncia-do-latim.html' title='Sobre a pronúncia do latim'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-2583338476144486386</id><published>2010-01-06T22:31:00.002-03:00</published><updated>2010-01-06T22:35:35.786-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doutrina'/><title type='text'>Quais as posições devemos adotar durante a Missa Tradicional?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/DOCUME%7E1/GUGA%7E1.GUS/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Missa Dialogada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: solid solid solid none; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: 0.5pt 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Missa Cantada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: solid solid solid none; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: 0.5pt 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Missa Rezada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Asperges Me&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Orações ao pé do Altar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Introito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Kyrie Eleison&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Glória&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(0)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Coleta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Epístola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Gradual/Aleluia/Tracto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Evangelho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Credo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(4)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(3)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Antífona do Ofertório&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(5)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Ofertório&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(6)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Orate Fratres&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(7)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Secreta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(7)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Sentados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Prefácio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Sanctus&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(8)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="height: 14.2pt;"&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt; height: 14.2pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Canon&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt; height: 14.2pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt; height: 14.2pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt; height: 14.2pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Do Pater Noster ao Haec Commixtio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Do Agnus Dei à Comunhão dos Fiéis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Abluções&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(9)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(9)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos &lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(9)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Antífona de Comunhão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Post-Communio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Ite Missa Est&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Placeat Tibi e Benção Final&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Evangelho Final&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;Em Pé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-width: medium 0.5pt 0.5pt; padding: 0cm 5.4pt; width: 132.15pt;" valign="top" width="176"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;Orações Finais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 111.3pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 110.7pt;" valign="top" width="148"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;-&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-width: medium 0.5pt 0.5pt medium; padding: 0cm 5.4pt; width: 83.15pt;" valign="top" width="111"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;De Joelhos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Notas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(0) Os fiéis sentam-se quando o padre o fizer, e levantam-se junto com ele ao final do canto do Gloria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(1&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;) Nas Missas de roxo e de preto, onde não há Gloria, e portanto a Coleta sucede imediatamente ao Kyrie Eleison, os fiéis devem permanecer ajoelhados até a Epistola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(2) Os fiéis se sentam logo após a Coleta também nas Missas Cantadas, onde a Epistola é entoada em latim e depois repetida em vernáculo. Não se deve esperar o fim do canto da Epistola em latim para poder se sentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(3) No Credo os fiéis devem genuflectir durante o &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;ET INCARNATUS EST&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(4) Nas Missas Cantadas os fiéis devem genuflectir enquanto o coro canta o &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;ET INCARNATUS EST&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt; e, depois disso, devem se sentar quando o padre se sentar e se levantar junto com o padre ao fim do canto do Credo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(5) Os fiéis sentam-se imediatamente após o padre entoar o &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Oremus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(6) Quando houver o ritual de incensação, os fiéis devem se levantar para as incensações do sacerdote e da própria assistência, sentando-se logo em seguida para o &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Lavabo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(7) Em algumas Igrejas há o costume de, nas Missas Cantadas, os fiéis também responderem em voz alta junto com os acólitos. Nesses casos, os fiéis devem se levantar quando o padre pronunciar o &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Orate Fratres&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;, e respondê-lo em pé, permanecendo assim até o &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sanctus, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;como se faz nas Missas Dialogadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(8) Nas Missas Cantadas os fiéis se ajoelham ao toque da sineta, não devem esperar o fim do canto do &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Sanctus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:10;" &gt;(9) Durante a distribuição da Comunhão os fiéis devem permanecer ajoelhados até que as espécies sagradas sejam guardadas no Tabernáculo, e este seja fechado. Depois disso, durante as abluções, os fiéis &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;podem, se assim desejarem, sentar-se até o fim das abluções.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-2583338476144486386?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/2583338476144486386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=2583338476144486386&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2583338476144486386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2583338476144486386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/quais-as-posicoes-devemos-adotar.html' title='Quais as posições devemos adotar durante a Missa Tradicional?'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4040968324925074882</id><published>2010-01-06T10:12:00.007-03:00</published><updated>2010-01-06T22:43:12.714-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Interpretações enganosas do Motu Proprio Summorum Pontificum</title><content type='html'>Por Mons. Ignácio Barreiro Carámbula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0SNoZxbOGI/AAAAAAAAAPM/0vzUPygN1BI/s1600-h/MGR+BARREIRO+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0SNoZxbOGI/AAAAAAAAAPM/0vzUPygN1BI/s200/MGR+BARREIRO+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423615576513394786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nos últimos tempos temos vistos crescerem os ataques e as más interpretações do Motu Próprio Summorum Pontificum. O objetivo de tais críticas é o de impedir ou ao menos restringir a aplicação desta lei, para depois poder ser afirmado que os fiéis não estão interessados no rito extraordinário da liturgia. Esta atitude demonstra um espírito de desobediência que foi denunciado abertamente por S. Em.ª Revm.ª Mons. Albert Malcom Ranjith, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Tendo em conta a difusão destas críticas, creio que é útil analisa-las brevemente. &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Alguns argumentaram que o Motu proprio enfraquece a autoridade do Concílio Vaticano II, e tem propostas para recuperar o seu espírito e não se separar dos textos aprovados. Isto produz riscos de graves distorções da doutrina da Igreja. Ao contrário, a interpretação do Concílio deve ser feita seguindo o critério da Hermenêutica da Continuidade indicada pelo Santo Padre. A proposta leva a uns e outros a concluir que seria difícil conciliar o rito extraordinário da liturgia com a visão eclesiológica do Vaticano II. Mas estes autores não estão em condições de demonstrar que o Vaticano II introduziu uma nova eclesiologia na Igreja. Afirmar que a eclesiologia do Vaticano II não é compatível com a precedente teologia da Igreja significaria cair em uma forma de Hermenêutica da descontinuidade e da ruptura, que Bento XVI denunciou como errônea em seu discurso à Cúria Romana em 22 de dezembro de 2005. Neste discurso demonstra também que a constituição da Igreja não poderia ser alterada pelo Concílio Vaticano II “&lt;em&gt;porque não pode ser mudada, já que a constituição essencial da Igreja vem do Senhor e nos foi dada para que pudéssemos alcançar a vida eterna&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não se pode afirmar que a liturgia promulgada por Paulo VI seja a liturgia querida pelos padres conciliares. Esta é uma asserção de natureza histórica que pode se demonstrar com facilidade. Ao mesmo tempo tal afirmação não implica a negação da validez jurídica das reformas. Por tanto é legítimo discutir se a reforma paulina foi além do pedido na constituição conciliar Sacrosanctum Concilium. Daí que as discussões sobre os problemas da reforma não podem ser consideradas um ataque ao Concílio em si. Recentemente o Arcebispo Albert Malcom Ranjith, revelava como “&lt;em&gt;…em matéria litúrgica, em várias inovações introduzidas se podem (…) encontrar diferenças substanciais entre o texto da constituição Sacrosanctum Concilium e a reforma pós-conciliar feita depois. É verdade que o documento deixava espaços abertos à interpretação e à investigação, mas isso não significa um convite a fazer uma renovação litúrgica entendida como algo feito ex novo; ao contrário, se inseria plenamente na tradição da Igreja&lt;/em&gt;”. Pode-se dizer que a eliminação do latim foi feita contra o estabelecido no Concílio; o mesmo se poderia dizer em relação aos sagrados silêncios. A constituição Sacrosanctum Concilium estabelece: “&lt;em&gt;Por último não se introduzam inovações se não exige uma utilidade verdadeira e certa da Igreja, e só depois de ter a precaução de que as novas formas de desenvolvam, por assim dizer, organicamente a partir das existentes&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esta norma abre um amplo campo de reflexão e discussão sobre a maior e a menor prudência com que muitas mudanças foram introduzidas na liturgia, como a recepção da Comunhão na mão e a mudança na orientação dos altares; alterações introduzidas sem nenhum mandato do Concílio e sem estar organicamente ancorados na liturgia tradicional da Igreja. Há autores que falam de pontos de “&lt;em&gt;fadiga e limites do chamado ritus antiquor&lt;/em&gt;”, mas se poderia dizer o mesmo e mais do Novus Ordo, que por certo não cumpriu as esperanças pastorais de seus promotores. As estatísticas da Igreja são uma prova palpável.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As pessoas que põem objeções ao Motu Próprio falam do risco de se ver reduzida a unidade ritual da Igreja Latina. Com a criação desta lei – dizem – estaríamos caminhando para a criação de fato de duas igrejas paralelas. Aqui devemos recordar que S. Pio V ao promulgar o Missal Romano com a Bula Quo primum tempore estabelecendo a obrigação de seu uso, estabeleceu também, como exceção, que as Igrejas que puderem demonstrar um rito próprio ininterruptamente usado durante mais de duzentos anos, o poderiam conservar. Depois do Concílio de Trento, que não obstante manifestou a vontade de unificar o rito latino, se manteve a pluralidade de ritos. O Cardeal Raztinger em 2001 afirmava: “&lt;em&gt;Parece-me essencial reconhecer que ambos os missais são missais da Igreja, e pertencem a Igreja que permanece sempre a mesma&lt;/em&gt;”. Mais adiante o Cardeal acrescentava, para sublinhar que não há ruptura essencial, que a continuidade e a identidade da Igreja existem: “&lt;em&gt;parece-me indispensável manter a possibilidade de celebrar segundo o antigo Missal, como sinal da identidade permanente da Igreja&lt;/em&gt;”. Em verdade se deve afirma que em nossos tempos esta unidade foi vilipendiada pelos abusos e interpretações excessivamente reformistas que sofreu a liturgia da Igreja após o Concílio. Pode-se afirmar também que a unidade ritual da Igreja Latina não é reforçada pelas formas de celebrar que adota a forma ordinária, e que a causa de tantas adaptações, intentos de inculturação, e diversos estilos, se apresentam como uma pluralidade de formas litúrgicas muito diversas entre elas. Recordo que faz alguns anos, uma professora de História, depois de participar em quatro missas diferentes em uma cidade da América do Norte, me disse que tinha a impressão de haver visitado quatro religiões diferentes. Quando nós apreciamos a forma extraordinária da liturgia falamos, falamos de um verdadeiro pluralismo; não creio que ajude a um sereno diálogo que um autor nos recorde que na época do Concílio de Trento “&lt;em&gt;a Santa Sé quis privilegiar, mediante o rito romano, uma linha de rígida uniformidade&lt;/em&gt;”; isso é não historicamente correto. Talvez, o que o autor queira dizer é que ele, por razões de oposição ao Motu Próprio, é a favor de uma rígida uniformidade na celebração litúrgica segundo a forma ordinária; o que, de certa forma, é uma contradição, posto que a celebração deste rito não é particularmente uniforme.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não se pode afirmar que o Motu Próprio seja puramente pastoral, porque tem como finalidade a proteção do tesouro litúrgico e da Santa Missa, que é o maior presente que a Igreja recebeu de Jesus Cristo. Por isso trata-se de uma visão reducionista afirmar que o Motu Próprio foi promulgado apenas para re-introduzir na unidade da Igreja os membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Devemos nos antecipar aos problemas com a comprovação da qual fala o Santo Padre em sua carta que acompanha o documento: se aceitarmos essa visão redutiva e se em três anos os membros da Fraternidade não voltarem à unidade canônica, os inimigos da liturgia tradicional poderiam dizer que o Motu Próprio não obteve os resultados para os quais foi promulgado. Diferentemente, esta nova lei da Igreja tem um claro objetivo dogmático e disciplinar, que é preservar a natureza sagrada da liturgia frente aos abusos. O Santo Padre, em sua carta que acompanha o Motu Próprio, chama a atenção sobre como “&lt;em&gt;em muitos lugares&lt;/em&gt;”, a infidelidade na celebração do Novo Missal “&lt;em&gt;levou freqüentemente a deformações da liturgia no limite do suportável&lt;/em&gt;”. Como destaca o Santo Padre no preâmbulo desta lei, a correta celebração da liturgia serve “&lt;em&gt;não só para evitar erros, senão também para transmitir a integridade da fé, porque a lei da oração da Igreja corresponde a sua lei de fé&lt;/em&gt;”. Para ele a declaração legal do pleno valor do rito extraordinário serve como testemunho da sacralidade da liturgia e como meio para limitar os abusos litúrgicos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As pessoas que põem objeção à aplicação deste Motu Próprio, argumentam também que o rito extraordinário não favorece a participação dos fiéis e que, conseqüentemente, vai contra o disposto na constituição Sacrosanctum Concilium: “&lt;em&gt;Portanto, a Igreja, com grande cuidado, busca que os cristãos não assistam a este mistério de fé como estranhos e mudos espectadores, senão que compreendendo-o bem através dos ritos e das orações, participem conscientes, piedosa e ativamente na ação sagrada,…&lt;/em&gt;”. No rito tradicional se destaca, sobretudo, a participação interior ou espiritual dos fiéis, que é verdadeiramente a mais importante forma de participação. Para favorecer o recolhimento interior esta Missa tem muitos momentos de silêncio, ainda mais quando é rezada em sua forma solene ou rezada. A piedade, o culto a Deus, adquire seu sentido místico e cheio de humildade intelectual quando se fundamenta no silêncio. São Tomás de Aquino nos diz: “Deus é honrado no silêncio”. A participação interior se exercita com a atenção do ânimo e do coração, e se faz mais eficaz se se une à participação externa com gestos e de modo especial, respondendo com as orações e os cantos. Seguindo estas normas, muitos sacerdotes que celebram segundo o rito extraordinário busca favorecer a participação dos fiéis instruindo-os, por exemplo, a respeito de que atitude devem assumir (quando devem estar de joelhos, em pé ou sentados, exortando-os a responder às orações ou a unir suas vozes à do celebrante quando pedem ou consentem as rubricas, e exortando-os a cantar). Em conformidade com o artigo 6 do Motu Próprio, as leituras, depois de serem proclamadas em latim, são lidas em vernáculo. Quando a forma extraordinária da liturgia se generalize, estou seguro de que muitos sacerdotes buscarão o modo pelo qual a Instrução da Sagrada Congregação de Ritos sobre a Música Sacra e a Sagrada Liturgia seja plenamente aplicada.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há autores que criticam o lecionário do rito extraordinário e o acusam de ser muito limitado em comparação com o que se utiliza quando se segue o Missal de Paulo VI. Aqui devemos fazer uma só pergunta: o aumento do número de textos bíblicos por acaso causa um maior conhecimento da doutrina por parte dos fiéis?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estão em andamento variadas tentativas de impor uma aplicação restritiva do Motu Próprio. Quem agita o espantalho está dizendo que o pedido pela Missa tradicional pode “&lt;em&gt;ser determinada pela curiosidade pelo diferente e pela busca de um folclore religioso&lt;/em&gt;”. O senso comum mostra que nenhum grupo pede a celebração desta forma litúrgica pelas ditas razões, ou outras superficiais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há outro autor que propõe uma verdadeira inquisição para determinar os motivos daqueles que, não tendo crescido com este rito, pedem agora o seu uso. Esta inquisição não está prevista no Motu Próprio, e, portanto, viola frontalmente os direitos dos fiéis. Muito mais grave é outra coisa que sugere este mesmo autor, que a decisão de celebrar a Missa tradicional por um sacerdote jovem, seria a indicação de uma possível fragilidade, dificuldade, cansaço, uma necessidade de instrumentos para compreender sua própria presença e identidade, não somente no mundo, senão dentro da Igreja que está em transição. Em outras palavras, o que afirma este autor é que os jovens sacerdotes são uns deslocados. O mais grave é que ele também sustenta que as mudanças sugeridas por ele são algo seguro, quase “&lt;em&gt;predeterminadas pela história&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não é verdade o que se diz no editorial do &lt;em&gt;La Civiltá Cattolica&lt;/em&gt;, isso é, que posto que no Motu Próprio “&lt;em&gt;nada se fala sobre o sacramento da Ordem, que o único ritual para as ordenações é o da reforma litúrgica&lt;/em&gt;”. Aqui é preciso explicar, primeiramente que o fato deste sacramento não ser mencionado pelo legislador não significa sua interdição, pela própria natureza desta lei, que não é uma norma jurídica que crie direitos, mas que os reconhece. Como expliquei, esta norma não é constitutiva, senão declarativa. Em segundo lugar, tanto a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney como diversas ordens religiosas, tem como direito próprio o ritual para ordenação que existia antes das reformas pós-conciliares. Um princípio geral de interpretação da lei indica que uma norma geral não derroga direitos particulares, e isto seria aplicável no caso que se pretendesse afirmar que o Motu Próprio não reconhece a validez do rito da Ordem existente antes do Concílio.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se tanto os que celebram a Santa Liturgia na forma ordinária como os que, como nós, celebram utilizando a forma extraordinária, tem o mesmo espírito de fé e de autêntica caridade, possam ter a esperança de que esta diversidade, prevista pelo Motu Próprio, não acabará de maneira alguma com a unidade da Igreja Latina, antes, porém, enriquecerá e fortificará a Igreja. Se todos atuam de boa fé, sem necessidade de restringir a legítima liberdade dos outros na escolha de liturgias aprovadas pelo Supremo Legislador, a unidade da Igreja sairá reforçada. Se esta nova lei é aceita e devidamente acolhida, teremos uma via de saída para a crise que há muitos anos está minando a Igreja, e encontraremos o dinamismo necessário para retomar o caminho evangelizador ao qual nos chama o Senhor.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://santa-maria-reina.blogspot.com/2008/06/interesantsimos-artculos-sobre-el-motu.html"&gt;Link para o artigo original&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4040968324925074882?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4040968324925074882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4040968324925074882&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4040968324925074882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4040968324925074882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/interpretacoes-enganosas-do-motu.html' title='Interpretações enganosas do Motu Proprio Summorum Pontificum'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/S0SNoZxbOGI/AAAAAAAAAPM/0vzUPygN1BI/s72-c/MGR+BARREIRO+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4598147858513874426</id><published>2010-01-06T10:09:00.003-03:00</published><updated>2010-01-06T10:41:05.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doutrina'/><title type='text'>Primeiro Mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus acima de todas as coisas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Alfa e o Omega. O Princípio e o Fim. Assim tratamos da eternidade de Deus, com sua perenidade proclamada de forma magistral por seu próprio nome, “Eu Sou” (Yahweh).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus é também o Princípio e o Fim moral, mais estritamente falando, o Princípio e o Fim do homem. Princípio porque Deus é “ser absoluto ou existente a se, infinito, eterno, princípio supremo, do qual trazem sua origem e dependem todas as coisas por meio da criação e da conservação, e, entre outras coisas, especialmente, o homem, sua imagem e semelhança”, assim fala o Cardeal Zeferino González na sua obra “Filosofia Elemental”. E é Fim porque temos a necessidade de “reconhecer e confessar que Deus é o sumo Bem, término final de nossos desejos, esperanças e aspirações, perfeição e felicidade suprema do homem”, também de acordo com o Cardeal González.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa realidade de Deus como Princípio e Fim se expressam claramente, como não poderia deixar de ser, na humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois, segundo o então Cardeal Joseph Ratzinger, Cristo é o primeiro homem, novo Adão, que resgatou à humanidade e a reconciliou com Deus abrindo o caminho para uma nova humanidade, bem como também o último homem, aquele ao qual devemos aspirar como exemplo, já que, como bem expressa o título da famosa obra de Thomas de Kempis, devemos praticar a “Imitação de Cristo”. Ou como fala o Servo de Deus o Papa João Paulo II a respeito da completude da devoção do Santo Rosário, em sua carta apostólica “Rosarium Virginis Mariae”, “o terço converge para o Crucificado, que desta forma abre e fecha o próprio itinerário da oração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse direcionamento do homem, de Deus para Deus, foi, no entanto, interrompido pelo pecado original, mas que, como dito acima, Jesus nos restabeleceu. E a religião nada mais é que essa relação moral do homem para com Deus, como nos é mais comumente dado o sentido etimológico latino de “religare”, ou seja, religar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é uma necessidade intrínseca à natureza do homem, pois se cremos na possibilidade do homem por empresa de sua própria razão chegar ao conhecimento de que Deus existe, devemos também, como Lactâncio proclamar que: “Non potest religio a sapientia separari, nec sapientia a religione; quia idem Deus est quem scire oportet, quod est sapientiae, et idem quem colere, quod est religionis” (Nem a religião pode separar-se da sabedoria, nem a sabedoria da religião, sendo um mesmo Deus ao qual devemos conhecer e ao qual devemos prestar culto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem necessita de uma “estância” superior individual, ao qual obedeça sua consciência, pois se tal não existe, não existe uma verdadeira moral, levando toda à ordem pública e mesmo privada a sujeição positiva das vontades humanas. A sociedade privada da verdadeira religião ou se submete à tirania, ou se verá destroçada por convulsões anárquicas, que é a tirania de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como a razão humana não é por si mesma capaz de criar uma religião perfeita e digna de Deus, e do próprio homem, existe uma real necessidade da Revelação. A ojeriza que a Religião Revelada normalmente causa aos deístas e racionalistas não é tanto relacionada ao entendimento, mas se sim relativa à vontade. E como atesta S.Tomás de Aquino, se de alguma forma é devido o conhecimento e uma certa relação moral do homem para com Deus, a “ignorância da maior parte dos homens, afastados das especulações científicas por preguiça, impotência, e sobretudo pelas necessidades e atenções da vida material”, como diz o Cardeal González, seria suficiente para provar a necessidade de uma Religião Revelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem possui então certos deveres para com Deus, que poderíamos chamar deveres da religião. Em primeiro lugar de buscar e investigar qual seria a religião verdadeira. O segundo de abraçar tal religião assim que a encontrar, o que significa não só a sua adesão no que alcança-lhe a razão, mas em sua inteireza, mesmo o que está além da compreensão intelectual. O que podemos estender ao terceiro ponto que é o de professar a religião, pois se existe a Revelação, existe também uma relação de busca pela perfeição por parte do homem, já que o direcionamento do homem a Deus é o direcionamento do mesmo à própria Perfeição. Em quarto lugar prestar culto religioso a Deus, interno, externo, e público, não a depender de nossas vontades, mas da própria fonte de Revelação, ou, melhor dizendo, da própria dignidade divina. E por último o dever de conservar, defender e propagar a verdadeira religião, uma vez conhecida e abraçada, pelo bem das almas dos próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então ao assunto do qual trata diretamente o Primeiro Mandamento, como diz o Catecismo Maior de S. Pio X “cumpre-se o primeiro Mandamento com o exercício do culto interno e externo” e segundo o Catecismo da Igreja Católica “o homem tem a vocação de manifestar Deus agindo em conformidade com a sua criação ‘à imagem e semelhança de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a criação do homem é a prova maior do Amor de Deus para conosco é justamente porque nos deu a possibilidade de adorar, e amar ao sumo Bem que é Ele mesmo. Vejamos de que forma Deus criou ao homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Disse também Deus: Produzam as águas répteis animados e viventes, e aves que voem sobre a terra debaixo do firmamento do céu. (…) Disse também Deus: Produza a terra animais viventes segundo a sua espécie, animais domésticos, e répteis, e animais selvagens segundo a sua espécie. E assim se fez. (…) e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e presida aos peixes do mar, e às aves do céu, e aos animais selvagens, e a toda a terra, e a todos os répteis, que se movem sobre a terra” (Gen. I, 20-26) e ainda “O Senhor Deus formou, pois o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma (pessoa) vivente” (Gen. II, 7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma clara e evidente distinção da criação do homem para a criação de todos os outros animais: o sopro. Todos os animais e plantas não deixam de ter alma, não deixam de ser seres “viventes”, mas sua vida é formada a partir da água e da terra, enquanto no homem existe uma infusão superior. Não quer dizer que não tenha sido Deus o criador da vida dos animais e das plantas, mas essa é uma vida meramente natural, enquanto a alma do homem participa também de uma realidade sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etimologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “alma” vem do latim anima, que é aquilo que dá ânimo, que dá movimento, ou seja, todo ser que tem vida, tem alma, pois a vida é identificada com esse movimento. A palavra “espírito” vem do latim spiritus, que por sua vez vem de spirare, que significa respirar, soprar. Logo “espírito” significa respiração, sopro (justamente a distinção existente na criação do homem). O homem possui, portanto, uma alma espiritual, ou simplesmente, um espírito, que se identifica com o sopro que não é simplesmente ar, mas uma realidade invisível e interior que causa movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso espírito é, logo, a fonte de nosso movimento em direção a Deus, cujo Espírito Santo é tido por “alma de nossa alma”. A base então do amor para com Deus é o culto interno que O prestamos. A tal culto somos todos que admitimos sua existência obrigados, pois a reta compreensão do que é sequer a criação (mesmo aos que não tem conhecimento da redenção operada por Nosso Senhor Jesus Cristo) seria motivo suficiente para render-Lhe graças. Se exercita tal culto praticando a adoração, que é a contemplação das maravilhas obradas por Deus, como fez a Santíssima Virgem no Magnificat; praticando a oração, que é a elevação do espírito em direção a Deus, ou seja, completando-se perfeitamente com a adoração da Criação que nos cerca; fazendo ainda sacrifícios, pois como diz Santo Agostinho “é verdadeiro sacrifício toda ação feita para se unir a Deus em santa comunhão e poder ser feliz” e como diz também Santa Teresinha do Menino Jesus “o amor alimenta-se de sacrifícios”; e por fim fazendo também promessas e votos, as promessas todos as fazemos, mesmo nos sacramentos como Batismo, Confirmação, Matrimônio e Ordenação, e, como diz o Catecismo da Igreja Católica “o voto, isto é, a promessa deliberada e livre de um bem possível e melhor feita a Deus, deve ser cumprido a título de virtude e religião”. Poderíamos simplificar dizendo que a promessa é o compromisso da prática ou vivência de um bem, enquanto que o voto é o sacrifício de um bem, como a geração de filhos (voto de castidade), por uma maior prática de um Bem superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a necessidade do culto externo é exigida pela natureza complexa do homem, ou seja, não só a alma deve mostrar agradecimento pela criação, mas também o corpo. E concorre também para a necessidade do culto externo, que a ordem sensível é caminho natural e direto para alcançar a ordem inteligível, como bem explica Aristóteles. O culto externo é como a lenha que alimenta o fogo do espírito, pois que o culto interno se fortalece por tal prática, sendo ele, sem dúvida, superior e mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim como o culto interno exige e chama ao culto externo, também o culto externo exige e chama em seu auxílio ao culto público. É inegável a força exercida sobre o homem pelo princípio da imitação e do exemplo, e do poder da reunião e da associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando desse assunto, não poderíamos deixar de falar da controvertida “liberdade religiosa”. Hoje tão mal compreendida como sendo o direito afirmativo de professar o que se bem quer. O mais correto doutrinariamente seria tratarmos apenas da liberdade de consciência, ou seja, a liberdade que cada um tem de responder às necessidades e fatos de suas próprias consciências. Como fala o Cardeal Zeferino González “o homem não tem o direito de professar qualquer religião, mas sim tem o direito e o dever de professar a religião verdadeira”. Ao falar então de liberdade religiosa, o correto seria falarmos da liberdade de não coerção, de não violação da consciência alheia, já que mesmo no nosso direito positivo temos que apesar de quase todo ser humano ter a liberdade (capacidade) física de cometer um homicídio, não somos levados a dizer que o mesmo tenha o direito a tal. Se reconhecemos algo como Verdade não podemos dar à mentira o mesmo valor “jurídico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos então de que maneira se dá o culto devido a Deus. O primeiro mandamento contém como preceitos afirmativos às três virtudes teologais, a Fé, a Esperança e a Caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fé porque submetemos nossa inteligência a Deus crendo no que Ele nos revela, pois a mais imediata prática da obediência é a “obediência da Fé”, segundo S.Paulo. As formas de pecar contra tal virtude aplicada ao primeiro mandamento são: a dúvida voluntária, quando por pertinácia e má-vontade se quer questionar as Verdades Reveladas, ou a dúvida involuntária, quando levado por questionamentos naturais o homem se deixa afastar da retidão doutrinal. Tais pecados levam à incredulidade que se mostra pela heresia, rejeição a um ponto específico da Sã Doutrina, pela apostasia que é o abandono mesmo da Fé, e por último o cisma que é o abandono da unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esperança se revela neste mandamento porque esperamos dEle tudo quanto necessitamos, o sustento nas adversidades e o filial temor de desagradá-Lo. As formas de pecar contra a Esperança são pelo desespero, quando não se crê nem confia mais na Providência divina, pelas falsas esperanças, como nossas próprias forças, o dinheiro e tantas outras, e a presunção, seja de alcançar a Salvação por mérito próprio ou crer que não dependemos de nossa colaboração para a Salvação, mas apenas da misericórdia de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos dizer haver motivo algum superior para se fazer algo senão por amor, e significando amor “querer bem”, tampouco podemos dizer que a Bem maior para se querer que Deus mesmo. As formas de pecar tal preceito é não rendendo as graças devidas a Deus por indiferença, por ingratidão, por tibieza, por acídia (preguiça) e por ódio. E o amor, que é a virtude da Caridade, é a mais excelente e maior das virtudes; assim como é o Batismo o mais necessário dos Sacramentos, sem deixar a Santíssima Eucaristia de ser o mais excelso deles, a Fé também é a mais básica das virtudes, sem deixar de ser a Caridade a maior delas, e o verdadeiro significado do 1o mandamento da Lei de Deus. Tal se dá porque a Fé e a Esperança não mais existirão quando tivermos a posse da visão beatífica, pois já estaremos com Deus, só nos restando então a Caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como todos os mandamentos da Lei de Deus, o primeiro mandamento possui dois preceitos: um afirmativo e um negativo. Se como preceito afirmativo poderíamos citar as palavras de Nosso Senhor “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento” (Mt 22, 37), como preceito negativo poderíamos citar as palavras de que “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20, 3). Tal preceito negativo se dá pela proibição da prática da superstição, que podemos chamar de uma perversão da religião, quando não se pensa mais na interferência divina como causadora dos fatos, mas sim que os fatos por si mesmos têm um poder superior a eles mesmos, como crer que passar por debaixo de uma escada poderia acarretar em um revés maior à frente; proibi-nos tal preceito negativo também a praticar a idolatria, adorando coisas inferiores no lugar de Deus; a adivinhação e a magia; a irreligião, que é o inverso da superstição, sendo a prática de ter por menor as realidades da religião, tentando a Deus, praticando sacrilégios e a simonia; e por fim proibi-nos também o primeiro mandamento de sermos ateus ou agnósticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não farás para ti imagem esculpida de nada” (Ex 20, 4), muitos imbuídos na lógica protestante poderiam objetar tal como sendo parte constitutiva do preceito negativo do primeiro mandamento, mas precisamos então clarificar a que se nos proíbe este preceito. Nunca é demais recordar que tal interpretação se faz necessária a princípio já quando vemos no Antigo Testamento a feitura de serpentes de bronze, da Arca da Aliança e de querubins ordenada por Deus. Não levaria a interpretação da passagem citada diante dos fatos a uma contradição? Não, contanto que compreendamos que tais imagens são simbólicas e não designações diretas dos seres celestes, ou qualquer outra forma; é preciso também explicar que a Encarnação do Verbo inaugurou o que podemos chamar uma nova “economia” das imagens. Já que o próprio Deus tomou uma forma, as conjecturas artísticas perigosas para as almas da Antiga Aliança, dão lugar a uma certeza quanto às representações possíveis. Não se haverá de ouvir que qualquer cristão, caso houvesse existido na época, não gostaria de ter para si, para sempre que possível olhar, uma fotografia de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao culto dos santos e de Nossa Senhora? Ora, os santos são partes legítimas e constituintes do Corpo Místico de Cristo. “Seus corpos foram membros vivos de Jesus Cristo e templos do Espírito Santo”, como diz o Catecismo Maior de S.Pio X. Não se verá dizer que é o mesmo dar culto a um santo ou a Deus ele mesmo, o culto dos santos chamamos de dulia, o da Santíssima Virgem de hiperdulia, que são formas de veneração, e apenas o culto prestado a Deus Ele mesmo chamamos de latria, ou adoração. A dignidade de todos os santos é apenas partícipe da infinita dignidade que pertence a Deus somente. Mas a intercessão dos santos é algo querido por Deus, como bem vemos no caso do centurião que vai a Nosso Senhor pedindo “dizei uma só palavra”, isso não em proveito próprio, mas para salvar um servo seu, e Cristo assim o consentiu, pela santidade do centurião. Podemos ainda lembrar o escrito de S.Luís Maria Grignion de Montfort que diz que “foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que ele deve reinar no mundo”, já que Deus é Perfeitíssimo o caminho escolhido por ele para vir ao mundo só poderia ser perfeito, e esse caminho foi Maria; se foi, pois, caminho perfeito e sadio para Deus, haverá de ser para nós; e também os santos foram todos em suas épocas e lugares caminhos da graça de Deus para muitos que os conheceram, são também caminhos, menores, mas caminhos, a nos levar a Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4598147858513874426?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4598147858513874426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4598147858513874426&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4598147858513874426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4598147858513874426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/o-alfa-e-o-omega.html' title='Primeiro Mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus acima de todas as coisas'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-6806721895759311245</id><published>2010-01-06T10:06:00.001-03:00</published><updated>2010-01-06T22:43:45.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lumen et Dulcedo'/><title type='text'>Resurrexit</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 9"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:/DOCUME%7E1/GUGA%7E1.GUS/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoBodyText"&gt;O “Lumen et Dulcedo” vai ser restaurado; passadas algumas dificuldades na manutenção do blog do “Apostolado N. Sra. do Bom Conselho”, as principais postagens serão trazidas para cá, onde todas minhas atividades se concentrarão, obviamente, sempre com a abertura à contribuição dos amigos.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoBodyText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Gustavo V. Andrade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-6806721895759311245?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/6806721895759311245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=6806721895759311245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6806721895759311245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6806721895759311245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2010/01/resurrexit.html' title='Resurrexit'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3045117199351068468</id><published>2009-03-21T11:54:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T11:57:15.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Coisas da Razão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315654969140379954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/ScUAB-gnATI/AAAAAAAAAO0/WpRc07edako/s320/des__jpgcorrup.jpg" border="0" /&gt;Corrupção é uma palavra bem familiar na boca de qualquer brasileiro que use o mínimo da razão. Vem acompanhada de outro termo carregado de significados e adjetivos não tão gloriosos, político. Político, corrupção, Brasília, lavagem de divisas, tráfico de influência, ignorância, pirataria, pobreza; palavras que bem desenhadas sintetizam um pouco nosso país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao andar pelo centro da cidade do Recife e em alguns bairros periféricos assistimos indiferentes e coniventes um amontoado de suportes que vendem produtos piratas. À vista da polícia, eles vendem; à vista da justiça eles vendem. É uma multidão de múltiplos produtos, que se vendem ao arrepio das leis. A ilegalidade estrita comprada e vendida sob o nosso consentimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A corrupção, prostituta íntima de Brasília, lança seus tentáculos em todo Brasil. Falta dinheiro para se investir em áreas essenciais para nosso desenvolvimento e sobram os desqualificados para o mercado de trabalho. Resultado, pobre, desqualificado e obrigado a trabalhar para não mendigar. Muitos enveredam pela via mais fácil, pirataria, ilegalidade, corrupção. E quem fornece a pirataria? Quem tem dinheiro para bancar o produto e quem tem arma para garantir a segurança do produto até o consumidor. Se a polícia ostensiva deveria coibir o roubo e o furto que ostensivamente poderemos ser vítimas, certamente gente “armada” ganha com tudo isso. A equação é simples e dinheiro extra é sempre bem vindo. Pega-se a massa desqualificada e sem princípios, como as maiorias das pessoas são e põem a vender produtos que vêm das máfias do mundo inteiro. A polícia tem as armas e os políticos têm o interesse da proteção e da perpetuação desse crime. Resultado é direto, dinheiro fácil e voto fácil e todo mundo que é envolvido ganha de alguma forma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estes sub-militares ganham com a mensalidade dos vendedores, quando não são empregados diretos, os agentes sociais são pagos pelos militares e aliciam os eleitores que garantem as vitórias eleitorais. Nunca é uma questão de ideologia, é uma questão de quem paga mais. E todo mundo é culpado e corrupto, do rico ao pobre. Eles se entendem muito bem, pois o espírito que os anima é o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Coisas da razão é só parar e pensar. E todos entram na indústria do entretenimento regada a pornografia, violência e morte. E ainda surgem as pessoas que aos montes caem das nuvens e não entendem porque a sociedade está de cabeça para baixo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é possível, pois vivem numa sociedade sem Deus, sem nobreza, sem espírito de sacrifício. Os maiores criminosos e piratas foram os que lançaram os princípios desse mundo que vive etsi Deuns non daretur (como se Deus não existisse). Mas o que era oculto sempre se revelará... Todo crime se revelará.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antônio Manuel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3045117199351068468?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3045117199351068468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3045117199351068468&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3045117199351068468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3045117199351068468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/coisas-da-razao.html' title='Coisas da Razão'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/ScUAB-gnATI/AAAAAAAAAO0/WpRc07edako/s72-c/des__jpgcorrup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4359110676349354801</id><published>2009-03-13T09:05:00.005-03:00</published><updated>2010-08-22T09:10:05.812-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distributivismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Uma Introdução ao Distributivismo - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por John C. Médaille&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbpMfsMWQ-I/AAAAAAAAAOs/F1sDi7sJrX8/s1600-h/distributism2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312642817759527906" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 283px; height: 320px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbpMfsMWQ-I/AAAAAAAAAOs/F1sDi7sJrX8/s320/distributism2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Keynesianismo foi adotado por quase todos os regimes modernos, seja de direita ou esquerda, porque parecia funcionar. Como resultado, as instabilidades inerentes ao Capitalismo se tornaram menos extremadas, com depressões muito mais leves do que a convulsão que abalou o país na década de 1920. Mas o Keynesianismo aumenta o poder estatal, os impostos, e o tamanho do governo para níveis antes inimagináveis. Nós passamos a nos acostumar ao governo resolvendo todos os problemas, mesmo os de mais altos níveis. Até mesmo administrações de direita abandonaram todas as pretensões de “federalismo” e buscaram interferir cada dia mais em nosso dia-a-dia; o professor na sala de aula, o policial em sua ronda, o comerciante em sua loja são cada vez mais objetos de interesse federal ao invés de regulação local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje o futuro da organização Keynesiana parece duvidoso. Tanto na Europa quanto na América, os custos de manutenção do governo parecem estar a ponto de superar a capacidade da sociedade de suportá-los. E ainda mais, o interesse corporativo de manter tal organização vem diminuindo; investiram grandes quantias e muita energia na busca por um fim para o sistema e sua busca tem dado resultado. As corporações têm tentado externar os custos que fazem parte do sistema remuneratório, tais como seguro médico, pensões, e seguro desemprego. No entanto, é pouco provável que a mudança dessas responsabilidades possam ser mudadas sem que sejam re-introduzidas as inseguranças que acarretaram em tal arranjo em primeiro lugar. Assim o Keynesianismo chega a uma encruzilhada, a mesma apontada por Belloc. A barganha Keynesiana não pode continuar (especialmente diante da competição global), e não pode parar por conta dos riscos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria econômica do Distributivismo é baseada na distinção existente entre justiça distributiva e justiça corretiva encontrada em Aristóteles. Justiça Distributiva lida com o modo como a sociedade distribui seus “bens comuns”. Aristóteles define isso como “coisas que acabam por ser divididas entre aqueles que participam na constituição” (Nicomachean&lt;br /&gt;Ethics, 1130b, 31-33). Isso se refere aos bens comuns de um estado, parceria, corporação, ou empreendimento cooperativo. Para Aristóteles, essas coisas deveriam ser divididas por “mérito” baseado em contribuições, mas tal mérito seria essencialmente determinado culturalmente, “os democratas identificam-no com o status de ser livre, os partidários da oligarquia com a riqueza (ou com nobre nascimento), e os apoiadores da aristocracia com a excelência” (Ethics, 1131a, 25-29). Justiça Corretiva, por outro lado, lida com “justiça em transação”; que significa transação entre indivíduos. Nesse caso a justiça significa a troca de iguais valores, em “ter uma quantia igual antes e após a transação” (Ethics, 1132b, 19-21). Justiça Corretiva é o núcleo da ciência social per se, enquanto a justiça distributiva é irredutivelmente cultural e envolve decisões a respeito do que de fato constitui uma justa distribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia moderna tende a tratar a justiça distributiva de duas formas distintas. Para os socialistas ou keynesianos, é primeiramente uma questão política e necessita do controle da economia pelo estado. Para o ortodoxo economista neoclássico, a justiça distributiva será o resultado da conquista do equilíbrio sob condições de perfeita competição (cf. John Bates&lt;br /&gt;Clark, The Distribution of Wealth); em outras palavras, equidade seria um resultado necessário do equilíbrio. Daí a justiça distributiva é incorporada pela justiça corretiva sem a necessidade de tal intenção de qualquer parte, a real essência da teoria da “mão invisível”. No entanto, isso nunca aconteceu e provavelmente nunca irá acontecer. Não é o caso que as condições necessárias (competição “perfeita”) nunca possam ser satisfeitas, nem que a justiça, uma virtude, não possa ser separada da intencionalidade humana. Em verdade, o problema é com a própria natureza da justiça corretiva, que é “equidade na transação”. Já que a justiça corretiva tende a perpetuar qualquer que seja a divisão existente antes da troca; a equidade distributiva, portanto, não pode resultar de transação (Cf. Pareto optimality). Mas para o Distributivista, a justiça distributiva precede à justiça corretiva (como era para Aristóteles e Tomás de Aquino), assim como a produção precede à transação. Assim equidade precede equilíbrio, e equidade dependerá da distribuição dos meios de produção. Equidade não é o resultado do equilíbrio, mas sua causa; na verdade, equidade e equilíbrio são praticamente palavras sinônimas e praticamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distributivismo é normalmente visto como um movimento romântico de “volta ao campo”, ou ainda um desejo de voltar à Idade Média. Mas essas críticas são injustificadas. De fato, a boa divisão da propriedade tem tanto uma longa história quanto uma presença corrente. Dois exemplos devem bastar: os programas “terra ao agricultor” da Coréia e de Taiwan, e a Corporação Cooperativa Mondragón. Na Coréia e em Taiwan após a II Guerra Mundial os estados estavam quebrados e venderam aos camponeses por preços bem abaixo dos valores de mercado. O resultado foi que o crescimento do poder aquisitivo de antes pés-rapados camponeses patrocinou o desenvolvimento dos negócios e indústrias, e levou essas nações de sociedades opressivas a modernos países industriais em apenas uma geração. Na Cooperativa Mondragón, 77.000 trabalhadores-proprietários fazem $16 bilhões por ano em vendas, fazendo de tudo desde bocais de armas de caça até fábricas pré-moldadas. Eles também operam uma extensiva rede de programas sociais, escolas, faculdades, institutos de treinamento e centros de pesquisa. Podemos citar um grande número de ESOP´s (Plano de Propriedade Acionária de Empregados) e outras empresas geridas por empregados. Assim o Distributivismo parece ser perfeitamente adaptável ao mundo moderno e ainda confere vantagens competitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leão XIII na Rerum Novarum o salário justo como meio de distribuir à propriedade; Belloc reverteu isso ao crer que espalhar a propriedade era o meio para chegar-se a uma justa recompensa. Nisso Belloc parece estar correto, assim como reconheceu João Paulo II ao clamar para que se associasse o trabalhador à propriedade do local onde ele trabalha. Deve ficar claro que o único jeito de reduzir o tamanho do governo e aumentar o alcance da liberdade e da justiça é eliminando a necessidade de um grande governo. Mas enquanto existem diferenças abismais entre pobres e ricos, haverá uma grande burocracia em governo e indústrias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.medaille.com/distributivism.html"&gt;http://www.medaille.com/distributivism.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*Para mais informações confira também o blog "The ChesterBelloc Mandate" nos links.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4359110676349354801?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4359110676349354801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4359110676349354801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4359110676349354801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4359110676349354801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/uma-introducao-ao-distributivismo-parte_13.html' title='Uma Introdução ao Distributivismo - Parte II'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbpMfsMWQ-I/AAAAAAAAAOs/F1sDi7sJrX8/s72-c/distributism2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4547116030319709450</id><published>2009-03-11T20:50:00.007-03:00</published><updated>2010-01-14T09:06:45.968-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Distributivismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Uma Introdução ao Distributivismo - Parte I</title><content type='html'>Por John C. Médaille&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbhTGq7wTaI/AAAAAAAAAOk/KWuphd0rx1E/s1600-h/Hilaire_Belloc_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312087134552739234" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 257px; height: 320px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbhTGq7wTaI/AAAAAAAAAOk/KWuphd0rx1E/s320/Hilaire_Belloc_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Distributivismo&lt;/strong&gt;, também conhecido como Distributismo, é uma teoria econômica formulada por Hilaire Belloc e G. K. Chesterton em grande parte em resposta aos princípios de Justiça Social assentados por Leão XIII com sua encíclica &lt;em&gt;Rerum Novarum&lt;/em&gt;. Seu ponto chave é que a posse dos meios de produção deve estar espalhada o máximo possível ao invés de concentrada nas mãos de poucos (Capitalismo) ou, do outro lado, nas mãos de burocratas estatais (Socialismo). Belloc não achava estar desenvolvendo uma nova teoria econômica, mas em verdade estar expondo uma velha e conhecida, em oposição às novidades do Capitalismo e do Socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belloc acreditava que o Capitalismo não podia por si próprio chegar a um equilíbrio econômico. É um sistema instável por duas razões: divergências de sua própria teoria moral e por dois tipos de insegurança*. A teoria moral do Capitalismo é baseada na liberdade, mas tende a acumular propriedade na mão de poucos proprietários; enquanto a propriedade fica cada vez mais limitada, mais e mais poder passa para as mãos de uma pequena classe capitalista. O estado passa a ser uma ferramenta para proteger os “acordos salariais” que se tornam cada vez mais vorazes, ou seja, baseados em desigualdades**. Um lado pode recusar o contrato (o empregador), mas o outro lado, o trabalhador, geralmente não tem escolha senão de aceitá-lo, pois a alternativa é a fome. O estado já não pode mais ser um árbitro neutro entre classes, e passa a favorecer a classe da qual depende todo o trabalho e crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desse problema moral, o Capitalismo também acarreta dois tipos de insegurança: insegurança para os trabalhadores e mesmo insegurança para os capitalistas. Para os trabalhadores, pois o salário é menor para os mais velhos, e ausente para doentes, e o trabalho propriamente dito fica a critério dos capitalistas*** (“terceirização”). Mas o Capitalismo também produz insegurança para os capitalistas. A anarquia competitiva faz o sistema tão instável para os proprietários quanto é para os trabalhadores, resultando em excessos e escassezes. Capitalismo responde tornando-se menos “capitalístico”; levanta barreiras legais para a competição e limita o endividamento (aumento do crédito ou capital passivo); a corporação é em si mesma uma adaptação à instabilidade inerente ao Capitalismo que permite aos investidores limitar os riscos****. O socialista não teme o Capitalismo puro quanto o teme o capitalista fervoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido às suas instabilidade o Capitalismo necessita encontrar um modo de se estabilizar. Belloc dizia só haver três soluções possíveis: escravidão, socialismo ou a propriedade dos meios de produção o máximo espalhado possível, (ou alguma mistura dos três). “Para ajeitar o Capitalismo você deve se livrar da propriedade restrita, ou da liberdade, ou de ambos”5. Das três soluções, as sociedades escravocratas se mostraram instáveis por longos períodos de tempo, e ainda mais essa solução foi ex&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbhSGbTTOOI/AAAAAAAAAOc/SRn3HmkyN5Y/s1600-h/25178-004-B340C9D6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312086030844901602" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 232px; height: 300px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbhSGbTTOOI/AAAAAAAAAOc/SRn3HmkyN5Y/s320/25178-004-B340C9D6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;cluída por nossa herança Cristã. Mas a terceira solução, o que Belloc chama de “estado proprietário”, é visto como indesejável pelos intelectuais e elites políticas, restando apenas a segunda opção, algum tipo de Socialismo. Apesar de na &lt;em&gt;prática&lt;/em&gt; o Capitalismo gerar uma teoria coletivista que leva a um &lt;em&gt;estado servil&lt;/em&gt;******. O caminho para o Socialismo segue a linha de menor resistência porque nada muda de fato quando o governo compra os sistemas hidráulicos ou as linhas de ferro*******. Mas a prática socialista não quer realmente dizer Socialismo. Na prática, o Socialismo significa apenas um aumento da regulação, uma solução que agrada tanto aos interesses corporativos e aos “reformadores” socialistas. Apesar da retórica diferente o resultado é semelhante. O reformador “socialista” passa a empilhar regulamentações sobre os grandes negócios, uma situação que os grandes negócios estão felizes por ver, pois como resultado essas regulamentações servem como barreiras de entrada para competidores e, portanto, garantem uma maior segurança na competição e uma maior segurança nos lucros. Em resposta, o capitalista deve ter um maior cuidado de seus trabalhadores para alcançar maiores lucros. No fim, não se tem nem Socialismo nem Capitalismo, mas servilismo, o estado servil********. O resultado prático disso tudo é que o trabalhador acaba cada vez mais dependente do governo e das soluções corporativas. Seguro de saúde, seguro desemprego, e os benefícios da aposentadoria passam do controle do indivíduo para o controle do estado corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema servil já começou. Na verdade já está entre nós. As diferenças entre uma Europa “socialista” e uma América “capitalista” são mais diferenças de gradação do que de espécie. Ambos dependem das mesmas organizações e sistemas de bem-estar social. Esse estado das coisas não aconteceu por meio de conspiração, mas por meio de necessidade; Belloc parecia estar realmente certo em suas previsões. Até a década de 1940, o Capitalismo era um sistema altamente instável sofrendo crescentes ciclos de euforia econômica e de depressão, culminando na Grande Depressão de 1930. O sistema precisava de ajuda para se estabilizar, justamente como havia dito Belloc. A real mudança veio com a implementação da economia Keynesiana, que tornou o governo não apenas responsável por esse ou aquele programa de bem-estar social, mas por inventar baixas procuras pela redistribuição de impostos. Em outras palavras, o Keynesianismo é ele mesmo “distributista”, ou melhor “redistributista”; mas ele distribui renda ao invés de propriedade. Logo, o debate não é entre Distributivismo e seu oposto, mas entre tipos de Distributivismo, entre redistribuição de renda e distribuição de propriedade. Mas de um jeito ou de outro, o liberalismo econômico não pode prover estabilidade por si mesmo; precisa da ajuda de distributistas de um tipo ou de outro. Redistribuição de renda, sendo um processo constante, sempre carecerá de um vasto aparato estatal para regular os fundos de um lado e determinar a elegibilidade do outro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Hilaire Belloc, The Servile State (Indianapolis, Indiana: Liberty Classics, 1977; reprint, 1913), 108.&lt;br /&gt;** Ibid., 111.&lt;br /&gt;*** Ibid., 113.&lt;br /&gt;**** Ibid., 115-19.&lt;br /&gt;***** Ibid., 122.&lt;br /&gt;****** Ibid., 125.&lt;br /&gt;******* Ibid., 129-30.Ibid., 146.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;******** Ibid., 146.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte (em inglês): &lt;a href="http://www.medaille.com/distributivism.html"&gt;http://www.medaille.com/distributivism.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4547116030319709450?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4547116030319709450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4547116030319709450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4547116030319709450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4547116030319709450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/uma-introducao-ao-distributivismo-parte.html' title='Uma Introdução ao Distributivismo - Parte I'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SbhTGq7wTaI/AAAAAAAAAOk/KWuphd0rx1E/s72-c/Hilaire_Belloc_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-6190992288947295674</id><published>2009-03-05T13:11:00.005-03:00</published><updated>2009-03-05T13:46:03.039-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>O aborto e seus sofismas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Umas das medidas atuais para se conhecer a fidelidade de um prelado da Igreja à Ortodoxia tem sido o quão mal falam dele na imprensa. Nesse sentido Dom José Cardoso Sobrinho tem se mostrado irredutível às vontades e opiniões da mídia, mesmo quando a verdade é tão impunemente falsificada basta ver o recente caso da garota de 9 anos que foi levada a abortar. As &lt;a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/nota.asp?materia=20090304173725"&gt;notícias&lt;/a&gt; tem sido de que Dom José decidiu excomungar os responsáveis, como se fosse um mero desejo dele, as excomunhões em caso de aborto, no entanto, ocorrem “latae sententiae”, expressão latina que significa “sentença oculta”, tal sentença não depende de julgamento algum, é acarretada pelo ato em si, ou seja, não só nesse caso em particular, mas em todos os casos de aborto, aqueles que o praticarem conscientes das restrições incorrem automaticamente na sentença. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para melhor ilustrar o debate sobre o aborto (não desse caso específico, mas como tema recorrente) trago um texto de Percival Puggina a tratar do assunto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O aborto e seus sofismas&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Percival Puggina&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dezenas de debates e de artigos, ao longo de mais de duas décadas, me permitem assegurar algo talvez surpreendente, mas comprovadamente verdadeiro: os defensores do aborto não têm um único argumento válido. Tudo de que dispõem são motivos e sofismas.&lt;br /&gt;Os abortistas alinham, por exemplo, situações que podem levar uma mulher a querer abortar (estupro, dificuldades financeiras, problemas familiares, traumas e por aí afora). No entanto, descrições de motivos não são argumentos. E estão muito longe de constituírem razões para sustentar a idéia de que o ato de abortar constitui direito natural da mulher. O fato de que praticamente todos os crimes sejam praticados com algum motivo mais ou menos grave não os descaracteriza como crimes em si mesmos. Os motivos servem, se tanto, como atenuantes do dolo ou da culpa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também os sofismas dos abortistas são incontáveis. Vestem sistematicamente a roupagem ilusória do raciocínio correto, concebido e organizado para induzir ao erro. É o que ocorre, por exemplo, quando dizem que o Brasil é um estado laico, e que, portanto, a posição religiosa contrária ao aborto não pode ser aceita. A afirmação inicial está correta - o Brasil é um Estado laico - mas a conclusão é absurda porque, se válida fosse, tampouco a tortura deveria ser proibida pelas mesmas razões (a Igreja é contra a tortura). É o que fazem, também, quando alegam que as mulheres ricas praticam aborto em clínicas luxuosas ao passo que as mulheres pobres, etc. etc. etc. Isso é verdadeiro, mas o aborto é proibido para ricos e pobres. Vale o mesmo para a afirmação de que a mulher é dona do próprio corpo (o que já meia verdade porque nenhum médico realizará procedimentos mutiladores), frase que em nada serve para justificar o desejo de dispor do corpo de outro ser humano, vivo e diferente do corpo da mãe. E vale, por fim, para o mantra de que nossa legislação “é hipócrita porque se praticam milhões de abortos no país”. Se tal argumento fosse aceitável, toda a legislação penal, os códigos de posturas e o código de trânsito deveriam ser revogados pela mesma razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Constituição Federal está eivada de dispositivos que conferem ao Estado o dever de assegurar direitos individuais. No fundo, o que os abortistas pretendem é estabelecer que o aborto é direito da mulher e dever do Estado. E defendem essa tese sem o menor constrangimento! Não apenas apresentam motivos como se fossem razões, não apenas esgotam as artimanhas sofísticas, não apenas exibem como argumento a própria tese que pretendem demonstrar. Não, tudo isso é pouco perante a monstruosidade que realmente desejam como produto de todas essas mistificações: fazer com que os filhos das aventuras, das imprudências e dos desatinos sejam executados pelos carrascos do Estado. Ora vão criar vergonha!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.midiasemmascara.org/"&gt;http://www.midiasemmascara.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-6190992288947295674?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/6190992288947295674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=6190992288947295674&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6190992288947295674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6190992288947295674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/o-aborto-e-seus-sofismas.html' title='O aborto e seus sofismas'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-7532708027838095194</id><published>2009-03-05T10:09:00.003-03:00</published><updated>2009-03-05T10:13:01.743-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>"Gabriel´s Oboe" por Ennio Morricone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eis um vídeo do maestro e compositor Ennio Morricone conduzindo "Gabriel´s Oboe", trilha sonora do filme "A Missão". Segue a sugestão do filme, para quem ainda não viu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XvBT9sqXnew&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XvBT9sqXnew&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-7532708027838095194?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/7532708027838095194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=7532708027838095194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7532708027838095194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7532708027838095194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/gabriels-oboe-por-ennio-morricone.html' title='&quot;Gabriel´s Oboe&quot; por Ennio Morricone'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-2105002490688487716</id><published>2009-03-05T10:01:00.004-03:00</published><updated>2009-03-05T10:09:12.999-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>A moral e o tênis</title><content type='html'>Por J. J. Grinda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou quase convencido de que os partidários da moral subjetiva* não são fãs do tênis, nem de jogar nem de assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta afirmação – que estou disposto a provar cientificamente, com estatísticas, percentagens e o resto – tem mais importância do que parece. Não vou arrasar o leitor – aqui e agora – com núme&amp;shy;ros, índices e gráficos, mas pode tomar esta opinião como praticamente certa. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/Sa_OpG1E7DI/AAAAAAAAAOM/M78UwS7nAcA/s1600-h/7128tenis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309689691296295986" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/Sa_OpG1E7DI/AAAAAAAAAOM/M78UwS7nAcA/s320/7128tenis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as grandes descobertas, tive a primeira intuição do assunto de um modo casual. Sim, estava precisamente debaixo de uma ár&amp;shy;vore; mas não se alarme ninguém porque não me caiu maçã nenhuma. Estava debaixo de uma árvore e acima de um campo de tênis. A direita, um joga&amp;shy;dor; à esquerda, outro. Eu como único espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O da direita lançou um saque terrível, que entrou perfeitamente no espaço regulamentar. O da esquerda nem teve tempo de entrar com a raquete, mas teve tempo de dizer: “Fora! Foi fora!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O da direita voltou a sacar – um pouco abes&amp;shy;pinhado –, mas com muito menos força. O da esquerda respondeu-lhe com um golpe fortíssimo, cruzado, mas que lamentavelmente caiu um pouco fora da quadra. “Dentro!”, gritou imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior do caso é que o da esquerda era meu amigo. O da direita veio até mim em busca de ajuda, como se eu fosse o próprio Salomão. Lembrei-me daquilo de que “amigo de Platão, mas mais amigo da verdade” e, quase sem olhar para o meu amigo, disse-lhe: “Quando você disse «fora» foi dentro, e quando você disse «dentro» foi fora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Impossível – gritou o meu amigo.&lt;br /&gt;― Por que impossível? – respondi-lhe.&lt;br /&gt;― Porque eu vi que o saque da direita foi fora e vi que a minha devolução foi dentro. Foi dentro! – repetiu.&lt;br /&gt;― Você viu completamente fora o que foi completamente dentro e viu dentro o que foi com&amp;shy;pletamente fora?&lt;br /&gt;― Sim! – repetiu com total convicção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINCERAMENTE ENGANADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grave não era que o meu amigo estivesse mentindo ou pretendesse enganar-nos. O grave era que o meu amigo era sincero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os tenistas são sinceros quando dizem “dentro!”, ainda que tenha sido fora (ao menos, vá lá, em 87,5% das vezes), e o mesmo quando dizem “fora!” (outros 87,5% das vezes). O mau é que a sua sinceridade os engana e, curiosamente, vêem as bolas dentro ou fora conforme lhes convém vê-las dentro ou fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa própria consciência, sozinha, pode enganar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas morais e éticas subjetivistas parecem fazer esforços quase titânicos – como os que fazia o meu amigo – para nos convencerem de que o que está fora (por exemplo, da lei de Deus e da Igreja) está dentro, e o que está dentro, fora. Um exemplo: ante as trapaças na vida conjugal, a lei de Deus e da Igreja dizem: “Fora!”, e alguns subje&amp;shy;tivistas não fazem mais do que gritar freneticamente: “Dentro!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caem na conta de que podem enganar-se, como o meu amigo tenista. Talvez valesse a pena que os partidários da consciência como único juiz da ordem moral dessem uma volta pelos campos de tênis ou, até melhor, que eles mesmos empunhas&amp;shy;sem uma raquete. Aposto seja o que for que mais de uma vez diriam “Fora!”, naturalmente à bola do adversário, e aposto igualmente que, havendo espec&amp;shy;tadores e juiz, teriam que escutar uma multidão de vezes: “Não, amigo; a bola foi dentro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogo de tênis baseado unicamente na apre&amp;shy;ciação subjetiva dos jogadores poderia ser ocasião de revelar ou atingir uma grande maturidade e um alto ideal. No entanto, a realidade – triste por um lado, mas alegre por outro – nos diz que seria um jogo com muita trapaça. Trapaças cheias de boa vontade e auto-convicção sinceríssima, o que seria justamente o pior do assunto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;----------------------------------------------------&lt;br /&gt;(*) O autor refere-se à idéia, hoje espalhada em certos meios, de que a bondade ou maldade dos atos hu&amp;shy;manos deve ser julgada, não em função dos critérios obje&amp;shy;tivos de moralidade – lei de Deus e lei natural –, mas por cada pessoa de acordo com as suas próprias opiniões ou sentimentos (N. do T.).&lt;br /&gt;----------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;fonte: &lt;a href="http://www.quadrante.com.br/"&gt;http://www.quadrante.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-2105002490688487716?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/2105002490688487716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=2105002490688487716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2105002490688487716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2105002490688487716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/moral-e-o-tenis.html' title='A moral e o tênis'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/Sa_OpG1E7DI/AAAAAAAAAOM/M78UwS7nAcA/s72-c/7128tenis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-6226767030908281808</id><published>2009-03-04T10:59:00.005-03:00</published><updated>2009-03-04T11:05:19.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Estrangeiro na floresta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As densas gotas da chuva tropical pesam sobre as folhas das árvores e caem se juntando em poças na terra. O som das gotas de chuva é monótono. Monótono e grandioso. Elas caem sozinhas e isoladas, sem serem vistas por olhos humanos. Respingam nos galhos, nos troncos, nas flores e folhas, na terra, nas pedras, na própria lama, mas juntas fazem um só som. Um som monótono e grandioso.&lt;br /&gt;Mas em meio à floresta há um estrangeiro, enrolado em panos delicados, e encharcados pela chuva. Na terra jaz o estrangeiro, com seus pequenos olhos fechados, e seus pequenos braços e pernas agitados. Ele gritava chorando, mas a chuva gritava mais alto e suas lágrimas eram nada perto das densas gotas. E ele gritava mostrando a boca faltando os dentes. Era um bebê o estrangeiro, e era estrangeiro, pois ali, sozinho, não pertencia. Fora entregue à própria sorte. E todos sabem que a sorte de um bebê entregue à própria sorte é uma só, e é a pior delas. Largado só, na selva; não há forças no infante para sequer saber como lutar pela própria vida. Eis a sorte do estrangeiro.&lt;br /&gt;É estranho que tal cena nos cause o senso de injustiça no abandono da criança, mas não creiamos ser injusto que ela precise não ser abandonada; não nos passa à mente que seja injusta a fragilidade do bebê, mas apenas o abandono dele à sua própria fragilidade.&lt;br /&gt;É triste ver o orgulho dos tempos, dos nossos tempos, em que se aceita à necessidade da nutrição da carne, do ensino da sobrevivência e do teste das forças do corpo, mas se crê na absoluta independência do homem de qualquer realidade externa que o venha formar espiritualmente. Não falo da crença em si, que pode ser variada e por vezes até bem próxima do ideal, mas da descrença na necessidade do ensino da realidade espiritual. Os ateus são em menor número, isso é fato, mas aqueles que dizem crer em Deus, em sua maioria, já não buscam por uma Verdade que os transcenda, mas apenas uma “verdade” que os satisfaça. Esses são como crianças chorando abandonadas na selva.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/Sa6J4FVuTDI/AAAAAAAAAN0/LQExaGpWIF0/s1600-h/20071202RomoloRemo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309332607315364914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/Sa6J4FVuTDI/AAAAAAAAAN0/LQExaGpWIF0/s320/20071202RomoloRemo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Situação hipotética: a criança consegue sobreviver, bebendo nos primeiros anos água da chuva e seiva das árvores, e comendo insetos, sem que seja preza de predador algum. Mas cresce fraco pela comida que não é sua própria, e não cresce para andar de pé. Faz-se todo homem, mas não vive como tal.&lt;br /&gt;Ou se sua sorte for de grande acaso, é criado por macacos, tal qual Tarzan. Ou bebe leite das tetas de uma loba tal qual Rômulo e Remo. Anda como macaco, ou ainda quase como lobo, come o que come o macaco, e mal conseguiria caçar como caça um lobo, mas faria isso tudo ainda com a aparência de um homem.&lt;br /&gt;Nas duas situações, no entanto, apesar de ter forma de homem, falta-lhe humanidade. E essa, se é própria do ensino de pais para filhos, essa se é tão vital para a vida da carne sem que nos questionemos que seja injusta, por que não haveria justiça na transmissão dos conhecimentos de sobrevivência espiritual? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-6226767030908281808?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/6226767030908281808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=6226767030908281808&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6226767030908281808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6226767030908281808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/estrangeiro-na-floresta.html' title='Estrangeiro na floresta'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/Sa6J4FVuTDI/AAAAAAAAAN0/LQExaGpWIF0/s72-c/20071202RomoloRemo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8498362678765330801</id><published>2009-03-02T15:48:00.001-03:00</published><updated>2009-03-02T15:52:33.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>Iesu Dulcis Memoria</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q7fhC70sr5o&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q7fhC70sr5o&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8498362678765330801?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8498362678765330801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8498362678765330801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8498362678765330801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8498362678765330801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/iesu-dulcis-memoria.html' title='Iesu Dulcis Memoria'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-2456494141954308043</id><published>2009-03-02T15:20:00.002-03:00</published><updated>2009-03-02T15:23:26.274-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Mãe Imaculada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SawkAPVfA-I/AAAAAAAAANs/jAAzN9Y28a8/s1600-h/011-Mater+inviolata.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308657647298216930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SawkAPVfA-I/AAAAAAAAANs/jAAzN9Y28a8/s320/011-Mater+inviolata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como em pré-figura falou Isaías “o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele se chamará Emanuel (Deus conosco)”. E assim Deus não desamparou-nos na esperança da profecia e fez a Maria, de pureza imaculada.&lt;br /&gt;Imaculada Conceição, assim ela mesmo, Mãe de todos os homens apresentou-se à pequena Bernadete em Lourdes, sem que essa em sua inocência nem mesmo se desse conta das palavras que ouvia. Tão ornada de glórias foi a Bem-aventurada que a ela coube o duplo privilégio da maternidade e da virgindade.&lt;br /&gt;Pura de toda mancha desde o nascimento deu à luz ao menino Jesus, ainda preservando sua pureza, pois a criança, Filho de Deus, era como a luz que atravessa os vitrais, e que ao invés de rompê-los os embeleza e engrandece. E por toda a vida depois nada vez para violar a solene promessa que havia feito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Concede-nos, ó Mãe, teu auxílio na luta contra a tentação, para que vençamos na graça de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-2456494141954308043?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/2456494141954308043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=2456494141954308043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2456494141954308043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2456494141954308043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/03/ladainha-lauretana-mae-imaculada.html' title='LADAINHA LAURETANA - Mãe Imaculada'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SawkAPVfA-I/AAAAAAAAANs/jAAzN9Y28a8/s72-c/011-Mater+inviolata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-6606709605481259638</id><published>2009-01-31T14:10:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T16:05:23.159-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>A chama do Papa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SYSGgI-Fy8I/AAAAAAAAANU/MHXZAzC0TW4/s1600-h/r136170_461321.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297506948416392130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SYSGgI-Fy8I/AAAAAAAAANU/MHXZAzC0TW4/s400/r136170_461321.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A recente decisão do Papa Bento XVI de retirar as excomunhões que pesavam sobre os quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X está causando um verdadeiro furor vulcânico no frio inverno romano. Aqui e acolá se assiste a amplos debates acerca do real significado deste histórico decreto que readmite na grei católica, também agora juridicamente, os quatro sacerdotes sagrados pelo então Arcebispo D. Lefebvre, co-assistido pelo não menos heróico bispo brasileiro D. Antônio Mayer.  Como um Nero às avessas, desde o início do pontificado do Papa atual, Roma pega fogo por suas declarações e decisões, em destaque a ampla liberação da Missa Antiga, através do &lt;em&gt;Motu Próprio Summorum Pontificum&lt;/em&gt;. Com uma sensível diferença: Nero fundamentou a destruição, pelo fogo, para &lt;em&gt;modernizar a parte antiga da cidade&lt;/em&gt;. O que se viu foi o choro e ranger de dentes das pobres almas, e ainda os inocentes, os católicos, foram acusados de serem os responsáveis pelo incêndio criminoso. Parece que sempre se pretende modernizar em Roma quem sofre são os católicos. Por outro lado, o fogo que o Papa está causando é o que purifica e eleva as almas para o céu. É o fogo que ensina o caminho do paraíso e sempre aponta para o alto. O fogo que traz vida e não a morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o assunto não é propriamente sobre fogo, mas sobre o decreto que retira as excomunhões dos quatro bispos, D. Fellay, D. Tissier, D. Williamson e D. Galarreta. Após esta decisão de reparar um ato do passado, os meios católicos e não católicos reagiram de plurívocas maneiras. Devido a uma opinião de D. Williamson, veiculada através de entrevista concedida a uma TV sueca em novembro do ano passado, sobre o morticínio de judeus durante o nazismo, a imprensa mundial, em sua maioria patentemente anticatólica, tomou as dores dos eternos judeus perseguidos e encetaram a acusação de que o Papa reabilitara bispo “negacionista”, induzindo a opinião pública a acreditar que o Vigário de Cristo fosse ocultamente um nazista, sem direito às eloqüentes e teatrais paradas militares que ficaram conhecidas universalmente. Sazonalmente é comum fazer a absurda acusação que o Papa foi nazista ou que governa a Igreja como um hitlerista de branco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por óbvio, da polêmica declaração do bispo, não se esperava nada diferente dessa reação desmesurada. Essa crítica veio a calhar muito bem para os que não são católicos e não estão muito preocupados com a posição do Papa e da Igreja, pois já superaram a limitação das visões religiosas e vivem seu agnosticismo superficial e festivo. A opinião veiculada pela mídia servirá para que reproduzam suas posições pessoais com mais um enfeite de crítica contra a Igreja: &lt;em&gt;Este Papa é mesmo um truculento nazistóide, autocrático, fundamentalista e etc, etc e etc&lt;/em&gt;. Servirá também para que os protestantes fiquem mais protestantes, que os judeus não tão judeus permaneçam na mesma, enfim, a irresponsável e demasiada propagação dessa confusa entrevista, unida a opiniões insensatas, não trouxeram nem farão um bom serviço às almas. Mas respeitemos, todos têm direito à informação assegurado constitucionalmente. Brindemos, pois, as conquistas destes direitos em outra ocasião, o momento é por demais sério para massagearmos o espírito com algum vinho. Ah! Lembrei de um ditado romano, dos antigos romanos, “in vino veritas”, mas o que é a verdade? Pergunta o jornalista e o estudante sabido. Deixemos o vinho, o jornalista e o estudante sabido de vez, voltemos ao assunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que mais chama a atenção, por outro lado, não é o foco gerado pelo bispo Williamson que já escreveu ao Vaticano pedindo desculpas sobre a entrevista, é o efeito dentro da Igreja e a emissão de entrevistas e artigos de sabidos e não sabidos que vicejam no redil católico. Percebem-se opiniões díspares e muitas vezes contraditórias. Se não, vejamos alguns que destaco. O L´OSSERVATORE ROMANO do dia 25 de janeiro de 2009, na pressa de ver conexão entre o espírito do Concílio Vaticano II e a decisão do Papa, em seu editorial diz que o Papa usou “&lt;em&gt;do gesto de misericórdia que deve alentar aos membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X a &lt;strong&gt;acatar o Concílio Vaticano II&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (eles não estão obrigados a acatar o CVII) &lt;em&gt;que após meio século de seu anúncio está vivo na Igreja&lt;/em&gt;".&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;*&lt;/a&gt;(destaque meu) Ademais, o editorial ainda afirma que esse gesto de misericórdia estaria de acordo com a intenção dos predecessores do Papa Bento, assim como o bondoso João XXIII. Ora, e a decisão de excomungar os quatro sacerdotes na época e também os bispos consagrantes? Essa decisão, em 1988, estava em conformidade com o espírito do Concílio? A confusão do editorial é ridícula... Ou provocadamente desonesta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pelo caminho inverso o modernista site francês, Golias, anuncia que “&lt;em&gt;colocando &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;UM CISMA&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;no coração da Igreja Católica, o Papa Bento XVI assumiu uma pesada responsabilidade: a de querer consertar um cisma integrista provocando um outro&lt;/em&gt;". A ousadia não pára por aí e ainda sentenciam, “&lt;em&gt;esta decisão constitui um &lt;strong&gt;ponto sem retorno na confiança que alguns&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (quem são esses alguns?) &lt;em&gt;&lt;strong&gt;ainda mantinham nos responsáveis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (ou no RESPONSÁVEL?) &lt;em&gt;&lt;strong&gt;da Igreja&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Nesse sentido, Bento XVI, cedendo às pressões dos integristas, engaja de agora em diante a Igreja em uma via de divisão&lt;/em&gt;.”&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;**&lt;/a&gt; (destaque meu) Como se pode concluir, fica cada vez mais cristalina o ataque dos modernistas à autoridade do atual Papa já antecipando um possível cisma. A informação é preocupante e quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Neste momento não há como esquecer da homilia de Sua Santidade após a sua escolha como timoneiro da Barca de São Pedro. É importante salientar o trecho em que pediu aos fiéis que rezassem para que ele não viesse a fugir das suas responsabilidades, “&lt;em&gt;por receio, diante dos lobos&lt;/em&gt;”.   Quem são esses lobos que causam tantos receios? O que eles são capazes de fazer contra o Sumo Pontífice? O certo é que Bento vem causando perplexidade nos modernistas de plantão e esses já estão com garras e dentes de fora, prontos para o ataque.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao jornal La Reppublica de 27-01-2009, o teólogo herege, Hans Küng, entende que “&lt;em&gt;os últimos acontecimentos são um sinal do &lt;strong&gt;contínuo enrijecimento do Vaticano, a contínua marcha para trás&lt;/strong&gt;, a contínua seqüência de passo após passo para trás&lt;/em&gt;”.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;***&lt;/a&gt; (destaque meu) Não é difícil deduzir que fazendo o passo para trás, cheguemos à missa tridentina, tão odiada pela heresia modernista, e que fora praticamente banida após o CVII e gradativamente readmitida pelo Papa nestes últimos dias. A conclusão é lógica, e subtilmente Roma vai refazendo o caminho ao altar supremo, de costas para os urros do povo, ou dos lobos?, e de frente para Deus, como sempre foi. Mesmo com sensíveis mudanças, com posicionamentos simbólicos a reação já é avassaladora e violenta. Entende-se a diplomacia cambaleante que o Papa exprime em relação ao Concílio. Quem tem olhos para ver, veja. O Concílio está sendo bombardeado a conta-gotas. Só uma mente encastelada em si mesmo e orgulhosa não percebe a história que estamos assistindo, suave como a rede de São Pedro, porém forte e resoluta. Seria insano o Papa criticar com veemência o Concílio. Ele o ataca diplomaticamente e o defende protocolarmente, utilizando a letra do Concílio para reconstruir o que fora perdido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, rezemos pelo heróico e cambaleante Papa Bento XVI. As reações dos lobos já se fazem violentíssimas. Através do verdadeiro culto, sem máculas nem criatividades, é que Cristo vai reinar. A história indica o “passo para trás”, e sabemos que a Igreja é sempre nova. O passado é tão jovem como o futuro. Nesse momento de penumbras lembremos das palavras do Santo Padre: “&lt;em&gt;O amor é mais forte que o ódio e que o egoísmo mesmo em nosso mundo contemporâneo dirigido pela ideologia materialista do consumo e do divertimento&lt;/em&gt;”. Que Nossa Senhora proteja o bispo vestido de branco nesse embate que ganha contornos cada vez mais dramáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o Papa Bento XVI! Salve D. Marcel Lefebvre e D. Mayer!           &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antônio Manuel da S. Filho.&lt;br /&gt;Recife-PE. Dia 29/01/2009&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;*&lt;/a&gt; http://www.acidigital.com/noticia.php?id=15157&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;**&lt;/a&gt; http://golias-editions.fr/spip.php?article2618&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;***&lt;/a&gt; http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&amp;amp;subsecao=igreja&amp;amp;artigo=hans-kung-contra-papa&amp;amp;lang=bra&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-6606709605481259638?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/6606709605481259638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=6606709605481259638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6606709605481259638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6606709605481259638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/01/chama-do-papa.html' title='A chama do Papa'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SYSGgI-Fy8I/AAAAAAAAANU/MHXZAzC0TW4/s72-c/r136170_461321.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3778036304347910012</id><published>2009-01-27T21:37:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T16:07:11.761-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Casa de Manolete</title><content type='html'>Para ler enquanto se faz silêncio aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://casademanolete.blogspot.com/"&gt;http://casademanolete.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olé!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3778036304347910012?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3778036304347910012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3778036304347910012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3778036304347910012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3778036304347910012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2009/01/casa-de-manolete.html' title='Casa de Manolete'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3581788349706691005</id><published>2008-11-27T10:36:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T16:06:16.194-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>UNUM EST NECESSARIUM (Parte 2 - final)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Th. Vallgornera O.P. divide seu tratado Mystica Theologia divi Thomae, escrito para as almas contemplativas em 1662, em três partes : &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1º) Da via purgativa, própria aos iniciantes, onde trata da purificação ativa dos sentidos externos e internos, das paixões, da inteligência e da vontade, pela mortificação, meditação, oração, e, no fim, da purificação passiva dos sentidos, que é como uma segunda conversão, onde começa a contemplação infusa; é a transição para a via iluminativa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este último ponto é capital nessa divisão, e está bem de acordo com dois dos mais importantes textos de São João da Cruz: (Noite Escura, 1, I, cap. VIII): “A purificação passiva dos sentidos é comum, ela se produz na maioria dos iniciantes”; (Noite Escura, 1. I, cap. XIV): “Os que progridem, ou avançados, se encontram na via iluminativa, é aí que Deus alimenta e fortifica a alma pela contemplação infusa”. Esta última começa, segundo S. João da Cruz, com a purificação passiva dos sentidos, que marca assim a transição da via dos iniciantes para a dos avançados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vallgornera conserva aqui essa doutrina, como no que se segue.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2º) Da via iluminativa, própria aos que progridem, onde, depois de um capítulo preliminar sobre as divisões da contemplação, fala dos dons do Espírito Santo, da contemplação infusa, que procede sobretudo dos dons da inteligência e da sabedoria. Ele declara que esta contemplação é desejável por todas as almas interiores por ser moralmente necessária para a plena perfeição da vida cristã. Esta segunda parte da obra, depois de alguns artigos relativos às graças extraordinárias (visões, revelações, palavras interiores), finaliza por um capítulo de nove artigos sobre a purificação passiva do espírito, que marca a passagem à via unitiva. É ainda o que tinha dito S. João da Cruz (Noite Escura, 1. II, cap. II, XI). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3º) Da via unitiva, própria dos perfeitos, onde a questão é a íntima união da alma contemplativa com Deus e seus graus até a união transformante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vallgornera considera essa divisão como tradicional, verdadeiramente conforme à doutrina dos Santos Padres, aos princípios de Sto. Tomás e ao ensino dos maiores místicos, que escreveram sobre as três idades da vida espiritual, mostrando como se faz geralmente a transição de uma à outra. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;* * * &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa primeira parte, depois de termos falado das fontes da vida interior, trataremos de seu fim, isto é, da perfeição cristã à qual está ordenada, e da obrigação de tendermos a ela, cada um segundo sua condição. Em todas as coisas, é necessário considerar de início o fim, porque ele é o primeiro na ordem da intenção, embora seja o último na ordem da execução. De início, queremos o fim, se bem que só o obtenhamos em último lugar. É por isso que Nosso Senhor começou sua pregação falando das beatitudes, e é por isso que a teologia moral também começa pelo tratado do fim último, ao qual todos os nossos atos devem estar ordenados.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;A VIDA DA GRAÇA É O COMEÇO DA VIDA ETERNA&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida interior do cristão supõe o estado de graça, que é contrário ao estado de pecado mortal. E, no plano atual da Providência, toda alma se encontra ou em estado de graça, ou em estado de pecado mortal; em outros termos, ela está ou voltada para Deus, fim último sobrenatural, ou desviada d’Ele. Nenhum homem se acha em estado puramente natural, porque todos são chamados ao fim sobrenatural, que consiste na visão imediata de Deus e no amor que disso resulta. É para este fim supremo que a humanidade foi ordenada desde o dia da criação, e, depois da queda, é em direção a este fim que nos conduz o Salvador, que se ofereceu como vítima para a salvação de todos os homens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não basta, sem dúvida, para ter uma verdadeira vida interior, estar em estado de graça, como uma criança após o batismo, ou todo penitente após a absolvição de suas faltas. A vida interior pede, além disso, uma luta contra tudo o que nos leva a recair no pecado, e uma séria tendência da alma para Deus. Mas, se tivéssemos um profundo conhecimento do que é o estado de graça, veríamos que ele não é somente o princípio de uma verdadeira vida interior muito santa, mas o germe da vida eterna. Importa insistir nisso desde o começo, lembrando as palavras de Sto. Tomás: “Bonum gratiae unius majus est quam bonum naturae totius universi”: o menor grau de graça santificante vale mais do que o bem natural de todo o universo (1ª IIae., q. 113, a. 9, ad 2); porque a graça é o germe da vida eterna, incomparavelmente superior à vida natural da nossa alma ou à dos anjos.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mais claramente ainda, antes da Paixão, Jesus disse, como está relatado em S. João, XVII, 3: “Pai, é chegada a hora, glorifica teu Filho, para que teu Filho te glorifique a ti. Pois lhe deste poder sobre toda a criatura, para que ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe deste. Ora, a vida eterna consiste em que te conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, que enviaste”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O próprio S. João Evangelista nos explica essas palavras do Salvador, quando escreve: “Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é” (I Jo III, 2). Nós o veremos tal como Ele é, e já não apenas pelo reflexo de suas perfeições nas criaturas, na natureza sensível ou nas almas dos santos, que transparece em suas palavras e em seus atos; nós o veremos imediatamente, tal como Ele é em si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São Paulo acrescenta: “Hoje vemos (Deus) como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como sou conhecido eu mesmo” (I Cor XIII, 12).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Note-se que S. Paulo não diz: eu o conhecerei como eu próprio me conheço, como conheço o interior de minha consciência. Certamente conheço esse interior de minha alma melhor do que os outros homens, mas ele guarda segredos para mim, não posso medir toda a gravidade de minhas faltas, direta ou indiretamente voluntárias. Só Deus me conhece a fundo; os segredos de meu coração só são perfeitamente descobertos sob seu olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, diz São Paulo, então eu O conhecerei como sou conhecido por Ele. Assim como Deus conhece a essência de minha alma e minha vida íntima sem intermediário, eu O verei sem o intermédio de nenhuma criatura, e até, acrescenta a teologia[2], sem intermédio de nenhuma idéia criada. Nenhuma idéia criada, com efeito, pode representar, tal como ele é em si, o puro clarão intelectual eternamente subsistente que é Deus e sua verdade infinita. Toda idéia criada é finita, ela é um conceito de tal ou tal perfeição de Deus, de seu ser, de sua Verdade ou de sua bondade, de sua sabedoria ou de seu amor, de sua misericórdia ou de sua justiça. Mas esses diversos conceitos das perfeições divinas são incapazes de nos fazer conhecer, tal como é em si, a essência divina soberanamente simples, a Deidade ou a vida íntima de Deus. Esses conceitos múltiplos são, em relação à vida íntima de Deus, à simplicidade divina, um pouco do que são as sete cores do arco-íris em relação à luz branca de que procedem. Aqui em baixo, somos como homens que só teriam visto as sete cores e que desejariam ver a luz pura, que é sua fonte eminente. E, enquanto não virmos a Deidade tal como é em si, não chegaremos a ver a íntima conciliação das perfeições divinas, em particular da infinita Misericórdia e da infinita Justiça. Nossas idéias criadas a respeito dos atributos divinos são como pequenas peças de mosaico que endurecem um pouco a fisionomia espiritual de Deus. Quando pensamos em sua justiça, ela pode nos parecer rígida demais, e, quando pensamos nas predileções gratuitas de sua misericórdia, elas podem nos parecer arbitrárias. Refletindo sobre isso, dizemo-nos: mas, em Deus, justiça e misericórdia estão fundidas, não há nenhuma distinção real entre elas. É verdade, nós o afirmamos com certeza, mas não vemos ainda a íntima harmonia dessas perfeições divinas. Para vê-Ia, seria necessário ver imediatamente, sem a intermediação de nenhuma idéia criada, a essência divina tal como ela é em si mesma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa visão constituirá a vida eterna. Ninguém pode exprimir que alegria e que amor resultarão dela em nós : amor de Deus tão forte, tão absoluto, que nada poderá daí em diante, não somente destruí-lo, mas diminuí-lo; amor pelo qual nós nos regozijaremos, sobretudo de que Deus seja Deus, infinitamente santo, justo, misericordioso; nós adoraremos todos os decretos de sua Providência em vista da manifestação de sua bondade. Teremos entrado em sua beatitude segundo a própria expressão do Salvador: “Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te em teu senhor”, “intra in gaudium Domini tui”. Nós veremos a Deus como Ele próprio se vê imediatamente, sem, entretanto, esgotar a profundidade de seu ser, de seu amor e de seu poder, e nós O amaremos como Ele se ama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Veremos também nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tal é, essencialmente, a bem-aventurança eterna, sem falar na alegria acidental que teremos ao ver e amar à Virgem Maria e a todos os santos, mais particularmente as almas que tivermos conhecido durante nossa viagem sobre a terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[2] Conf. S. Tomás — Ia., q.12, a.2.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Excertos da obra Les trois ages de la vie interieure — Les Éditions du Cerf — Paris — 1951 — Trad. de Maria Teresa Hernandez. Fonte:  &lt;a href="http://www.permanencia.org.br/"&gt;www.permanencia.org.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3581788349706691005?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3581788349706691005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3581788349706691005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3581788349706691005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3581788349706691005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/11/unum-est-necessarium-parte-2-final.html' title='UNUM EST NECESSARIUM (Parte 2 - final)'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1590345782109822732</id><published>2008-11-25T18:14:00.007-03:00</published><updated>2009-01-31T16:06:32.586-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>UNUM EST NECESSARIUM (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por R. Garrigou-Lagrange, O. P. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SSxrULcVw8I/AAAAAAAAANI/v5iXZ2TnC7w/s1600-h/garrigoulagrangeei1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272707258157220802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SSxrULcVw8I/AAAAAAAAANI/v5iXZ2TnC7w/s320/garrigoulagrangeei1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida interior, todos o podem facilmente conceber, é uma forma elevada da conversa íntima que cada um tem consigo mesmo, desde que se encontre só, mesmo no tumulto das ruas de uma grande cidade. Quando deixa de conversar com seus semelhantes, o homem conversa interiormente consigo mesmo sobre aquilo que o preocupa mais. Essa conversa varia muito de acordo com as diversas idades da vida, a do velho não é a mesma do jovem; e também varia muito se o homem é bom ou mau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde que procure seriamente a verdade e o bem, essa conversa íntima consigo mesmo tende a tornar-se conversa com Deus, e pouco a pouco, em vez de procurar a si mesmo em tudo, em vez de tender de modo mais ou menos consciente a fazer de si o centro de tudo, o homem tende a buscar Deus em tudo, e a substituir o egoísmo pelo amor de Deus e das almas n’Ele. Eis aí a vida interior; nenhum homem sincero porá dificuldades em reconhecê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O único necessário de que falava Jesus a Marta (Lc X, 42) e a Maria consiste em escutar a palavra de Deus e viver dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida interior assim concebida é em nós algo muito mais profundo e mais necessário do que a vida intelectual ou o cultivo das ciências; do que a vida artística e literária, do que a vida social ou política. Encontram-se grandes sábios, matemáticos, físicos, astrônomos, que não têm, por assim dizer, nenhuma vida interior, que se dedicam ao estudo de suas ciências como se Deus não existisse. Eles não têm, nos momentos de solidão, nenhuma conversa íntima com Ele. Suas vidas parecem, sob certos aspectos, ser a procura da verdade e do bem em certo domínio mais ou menos restrito, mas elas são tão mescladas de amor-próprio e de orgulho intelectual, que nos perguntamos se darão frutos para a eternidade. Muitos artistas, literatos e políticos não ultrapassam esse nível de atividade puramente humana que é, em suma, exterior. O fundo de suas almas vive de um bem superior a eles mesmos, vive de Deus? Não parece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Isso mostra que a vida interior, ou vida da alma com Deus, bem merece ser chamada o único necessário, pois é através dela que tendemos para o nosso fim último e nos é assegurada nossa salvação, a qual não se deve separar muito da santificação progressiva, porque esta é a própria via da salvação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos parecem pensar: afinal, é suficiente que eu seja salvo; não é necessário ser um santo. Não é necessário ser um santo que faça milagres e que tenha a santidade oficialmente reconhecida pela Igreja, é bem evidente; mas, para ser salvo, é necessário tomar o caminho da salvação, e este é ao mesmo tempo o da santidade: Só haverá santos no céu, tenham eles lá entrado imediatamente após a morte ou tenham tido necessidade de ser purificados no purgatório. Ninguém entra no céu sem essa santidade que consiste em estar puro de toda falta; toda falta, mesmo venial, deve ser apagada, e a pena devida ao pecado deve ser suportada ou remitida, para que uma alma goze para sempre da visão de Deus, O veja como Ele se vê e O ame como Ele se ama. Se uma alma entrasse no céu antes da remissão total de suas faltas, não poderia ficar lá, e ela mesma se precipitaria no purgatório para ser purificada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida interior do justo que tende para Deus, e que já vive d’Ele, é o único necessário; para ser um santo, não é, evidentemente, indispensável ter recebido uma cultura intelectual ou ter grande atividade exterior; basta viver profundamente de Deus. É o que vemos nos santos da Igreja primitiva, entre os quais muitos eram pobres, e até escravos; é o que vemos num São Francisco, num São Bento José Labre, num Cura d'Ars e em tantos outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos compreenderam profundamente esta palavra do Salvador: “De que serve ao homem ganhar o universo se ele vem a perder sua alma?” (Mt XVI, 26). Se se sacrificam tantas coisas para salvar a vida do corpo, que no final deve morrer, que não deveríamos sacrificar para salvar a vida da alma, que deve durar eternamente? O homem não deve amar mais a alma do que o corpo? “Que dará um homem em troca de sua alma?”, acrescenta o Salvador (ibid.). — Unum est necessarium, diz ainda Jesus (Lc X, 42): uma só coisa é necessária, escutar a palavra de Deus e viver dela para salvar a alma. Está aí a melhor parte, que não poderia ser tirada da alma fiel, ainda que ela perdesse todo o resto. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando os homens querem passar sem Deus, o importante da vida se desloca. Se a religião já não é coisa séria e grave, mas uma coisa de que sorriem, eles vão buscar o importante noutro lugar. Colocam-no ou pretendem colocá-lo na ciência, ou na atividade social; querem trabalhar religiosamente na procura da verdade cientifica, ou no restabelecimento da justiça entre as classes e os povos. E depois de algum tempo são obrigados a reconhecer que chegaram a uma grande confusão, e que as relações entre os indivíduos e os povos se tornam mais e mais difíceis, se não impossíveis. É claro, como disseram Sto. Agostinho e Sto. Tomás[1], que os mesmos bens materiais, ao contrário dos espirituais, não podem pertencer ao mesmo tempo integralmente a muitos. A mesma casa, a mesma terra não podem simultaneamente pertencer totalmente a muitos homens, nem o mesmo território a muitos povos. Donde o terrível conflito de interesses, quando os homens febrilmente põem seu fim último nesses bens inferiores. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, e Sto. Agostinho gosta de insistir nisso, os mesmos bens espirituais podem pertencer simultaneamente e integralmente a todos e a cada um. Sem que um incomode o outro, podemos possuir plenamente a mesma verdade, a mesma virtude, o mesmo Deus. É por isso que Nosso Senhor nos diz: Procurai o reino de Deus, e todo o resto vos será dado por acréscimo (Mt VI, 33). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não escutar essa lição é trabalhar para a ruína.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim se verifica ainda uma vez a palavra do Salmo CXXVI, 1: “Nisi Dominus aedificaverit domum, in vanum laboraverunt qui aedificant eam, nisi Dominus custodierit civitatem, frustra vigilat qui custodit eam — Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se o importante da vida se desloca, se já não são nossos deveres para com Deus, mas sim a atividade científica ou social do homem; se o homem busca constantemente a si mesmo, em lugar de buscar a Deus, seu fim último, os fatos não tardam a mostrar-lhe que ele se embrenha por uma via impossível, que conduz não somente ao nada, mas à desordem insuportável e à miséria. É necessário voltar a esta palavra do Salvador: Aquele que não é por mim é contra mim; e quem não junta comigo dispersa (Mt XII, 30). Os fatos o confirmam. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segue-se dai que a religião só pode dar uma resposta eficaz, verdadeiramente realista, aos grandes problemas atuais se ela é uma religião profundamente vivida; não somente uma religião superficial, barata, que consistiria em algumas orações vocais, e algumas cerimônias onde a arte religiosa teria mais lugar do que a verdadeira piedade. Não há religião profundamente vivida sem vida interior, sem essa conversa íntima e freqüente de cada um de nós não apenas consigo mesmo, mas com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[1] Cf. S. Tomás — 1, IIe., q. 28, a. 4, ad. 2; III, q. 23, a. 1, ad. 3.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Excertos da obra Les trois ages de la vie interieure — Les Éditions du Cerf — Paris — 1951 — Trad. de Maria Teresa Hernandez. Fonte: www.permanencia.org.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=1848011429330610133#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1590345782109822732?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1590345782109822732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1590345782109822732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1590345782109822732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1590345782109822732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/11/unum-est-necessarium-parte-1.html' title='UNUM EST NECESSARIUM (Parte 1)'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SSxrULcVw8I/AAAAAAAAANI/v5iXZ2TnC7w/s72-c/garrigoulagrangeei1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4934099916476409688</id><published>2008-10-03T08:38:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T15:51:16.805-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Mãe Castíssima</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252891598899760546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOYFFAQNzaI/AAAAAAAAAKc/4OoSqaaE5e4/s320/010-Mater+castissima.jpg" border="0" /&gt;Nunca houve alguém que amasse a castidade como ela. Seguindo os costumes da Antiga Aliança as mulheres judias tinham muito maior estima pelo privilégio da maternidade, do que o comprometimento com a virgindade. Mas assim não foi com Maria, pois que a partir dela nasceria Aquele que veio para selar a Nova Aliança. E ainda jovem comprometeu-se a esse elevado estado de pureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos perceber esse seu amor pela castidade quando lhe aparece o anjo para dizer que seria mãe do Filho de Deus, e, em espanto, pergunta “Como vai acontecer isso se não conheço varão?”. Nem por um instante pensou em sacrificar sua virgindade, mesmo por tão grande honra, até que o anjo explicou-lhe que sobre ela desceria o Espírito Santo. Sua reação é de se estranhar estando ela prometida em casamento a São José, pois diante de tão sublime aviso, pensou primeiramente em como haveria assim de suceder querendo ela preservar sua castidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas razões é tão louvável também o papel do casto esposo de Maria Santíssima. São José como o provedor da Sagrada Família, pois foi também o responsável por proteger a castidade de N.Sra.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4934099916476409688?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4934099916476409688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4934099916476409688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4934099916476409688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4934099916476409688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/10/ladainha-lauretana-me-castssima.html' title='LADAINHA LAURETANA - Mãe Castíssima'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOYFFAQNzaI/AAAAAAAAAKc/4OoSqaaE5e4/s72-c/010-Mater+castissima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-712539123001135227</id><published>2008-10-02T21:52:00.005-03:00</published><updated>2009-01-31T16:02:31.657-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>Óró 'sé do bheatha 'bhaile - Mary Black</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cantora irlandesa Mary Black canta uma música tradicional de seu país, que trata da ocupação inglesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6VqEtpOdhTE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6VqEtpOdhTE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-712539123001135227?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/712539123001135227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=712539123001135227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/712539123001135227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/712539123001135227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/10/r-s-do-bheatha-bhaile-mary-black.html' title='Óró &apos;sé do bheatha &apos;bhaile - Mary Black'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3240477691863686136</id><published>2008-10-02T13:06:00.005-03:00</published><updated>2009-01-31T16:06:53.022-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Em tempos de eleição - "Carta aos Governantes dos Povos"</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252589323987859202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOTyKSdONwI/AAAAAAAAAKU/XHXbBmSCP-Q/s320/Francisbyelgreco.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;Carta aos Governantes do&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOTx1wqNSuI/AAAAAAAAAKM/mCMCN72KUE8/s1600-h/Francisbyelgreco.jpg"&gt;&lt;/a&gt;s Povos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por&lt;br /&gt;São Francisco de Assis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os podestás, cônsules, juizes e regentes no mundo inteiro, e a todos quantos receberem esta carta, Frei Francisco, mísero e pequenino servo no Senhor, deseja saúde e paz.&lt;br /&gt;Considerai e vede que "se aproxima o dia da morte"(Gn 47,29). Peço-vos, pois, com todo o respeito de que sou capaz que, no meio dos cuidados e solicitudes que tendes neste século, não esqueçais o Senhor nem vos afasteis dos seus mandamentos. Pois todos aqueles que o deixam cair no esquecimento e "se afastam dos seus mandamentos" são amaldiçoados (Sl 118,21) e serão por Ele "entregues ao esquecimento" (Ez 33,13). E quando chegar o dia da morte, "tudo o que entendiam possuir ser-lhe-á tirado" (Lc 8,18). E quanto mais sábios e poderosos houverem sido neste mundo, tanto maiopulta "tormentos padecerão no inferno" (Sb 6,7).&lt;br /&gt;Por isso aconselho-vos encarecidamente, meus senhores, que deixeis de lado todos os cuidados e solicitudes e recebais com amor o santíssimo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, por ocasião de sua santa memória. Diante do povo que vos foi confiado, prestai ao Senhor este testemunho público de veneração: todas as tardes mandai proclamar por um pregoeiro, ou anunciai por algum sinal, que todo povo deverá render graças e louvores ao Senhor Deus Todo-Poderoso. E se não o fizerdes, sabei que havei de dar conta perante vosso Senhor Jesus Cristo no dia do juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que levarem consigo este escrito e o observarem saibam que serão abençoados por Deus nosso Senhor. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3240477691863686136?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3240477691863686136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3240477691863686136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3240477691863686136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3240477691863686136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/10/em-tempos-de-eleio-carta-aos.html' title='Em tempos de eleição - &quot;Carta aos Governantes dos Povos&quot;'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOTyKSdONwI/AAAAAAAAAKU/XHXbBmSCP-Q/s72-c/Francisbyelgreco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3066280957109530602</id><published>2008-10-01T15:05:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T15:52:03.284-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Mãe Puríssima</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOO8S4F-HkI/AAAAAAAAAKE/dOjNc52FEtI/s1600-h/009-Mater+purissima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252248622925225538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOO8S4F-HkI/AAAAAAAAAKE/dOjNc52FEtI/s320/009-Mater+purissima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Você é bela, minha amada, e não tem um só defeito!” (Ct 4,7). Não poderia sequer por um momento aquela que veio para esmagar a cabeça da serpente sob seus pés ter sido escrava do demônio. Todos os maiores santos nasceram com a nefasta mancha do pecado original, mas não Maria. Deus distribui graças de maneira desigual, concedeu assim graças em muito maior número a Maria, para que pudesse ela ser mãe de seu Filho. E desse grandioso número de graças foi ela merecedora, sendo pura em seu leito derradeiro de igual forma como no momento de sua concepção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3066280957109530602?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3066280957109530602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3066280957109530602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3066280957109530602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3066280957109530602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/10/ladainha-lauretana-me-purssima.html' title='LADAINHA LAURETANA - Mãe Puríssima'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOO8S4F-HkI/AAAAAAAAAKE/dOjNc52FEtI/s72-c/009-Mater+purissima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4724576055814557902</id><published>2008-09-30T12:51:00.005-03:00</published><updated>2009-01-31T15:56:06.439-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Menos de mil e mal pagos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOJMTP5XLlI/AAAAAAAAAJ8/XOjP5jzooQk/s1600-h/monumento4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251844009035771474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOJMTP5XLlI/AAAAAAAAAJ8/XOjP5jzooQk/s320/monumento4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eram menos de mil e mal pagos&lt;br /&gt;Os que acima ao centro pisaram,&lt;br /&gt;As terras de um Novo Mundo amado,&lt;br /&gt;Protegidos por ferro, fogo e cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas escadarias jorrava sangue e descia,&lt;br /&gt;Rolava mais um corpo de guerreiro que perdia&lt;br /&gt;Seu coração ofertado ao sol&lt;br /&gt;E sua vida contra noite dada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a noite não descansa,&lt;br /&gt;Vinha sempre, e sempre escura,&lt;br /&gt;Só por lua e estrelas respingadas&lt;br /&gt;Iluminando tão maldita bravura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cem mil eram os grandes,&lt;br /&gt;Os que ao sol adoravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos de mil e mal pagos&lt;br /&gt;Os que acima ao centro pisaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numerosos, mas dispares,&lt;br /&gt;Os que um a um o coração perdiam.&lt;br /&gt;Infelizes com os grandes ficaram,&lt;br /&gt;E nessa luta, forças aos de corpo férreo juntaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi de fogo a vitória,&lt;br /&gt;Nem de ferro a defesa,&lt;br /&gt;Bastou estratégia,&lt;br /&gt;E o rancor de um povo massacrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem desprezar,&lt;br /&gt;A bravura d’o mar cortar,&lt;br /&gt;E não temer peleja sob olhar,&lt;br /&gt;De tão doce Grand Guadalupana!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Por&lt;br /&gt;Gustavo V. Andrade&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4724576055814557902?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4724576055814557902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4724576055814557902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4724576055814557902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4724576055814557902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/09/menos-de-mil-e-mal-pagos.html' title='Menos de mil e mal pagos'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOJMTP5XLlI/AAAAAAAAAJ8/XOjP5jzooQk/s72-c/monumento4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3169744843588473070</id><published>2008-09-29T17:26:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T15:52:22.515-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Mãe da Divina Graça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOE7IfvDZ5I/AAAAAAAAAJk/ZFmo24KfeGM/s1600-h/008-Mater+Divinae+gratiae.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251543657634555794" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOE7IfvDZ5I/AAAAAAAAAJk/ZFmo24KfeGM/s320/008-Mater+Divinae+gratiae.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Assim como anunciou o Arcanjo Gabriel, Maria, mesmo antes do nascimento, e ainda mesmo antes da concepção de Cristo, estava repleta de graças (“cheia de graça, o Senhor é convosco”). Vemos que no latim é expresso de forma mais completa o significado da saudação do anjo, pois dela é dito ter “grátia plena” (plena de graça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Livre das más inclinações acarretadas pelo pecado original ela continuou a crescer em graças enquanto viveu, pois não trazia por si amor algum, assim como para o mundo, tendo suas atenções apenas em Deus. Ela alcançou uma graça que nenhum outro ser alcançou, de ter o próprio Deus em si. Maria não só abundava em graças, como dela nasceu Aquele que é autor das graças. Os santos recebem graças suficiente para ajudar na salvação de um certo número de almas, ela, no entanto, recebeu graças para ajudar na salvação de toda humanidade, é por isso comumente considerada a medianeira de todas as graças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3169744843588473070?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3169744843588473070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3169744843588473070&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3169744843588473070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3169744843588473070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/09/ladainha-lauretana-me-da-divina-graa.html' title='LADAINHA LAURETANA - Mãe da Divina Graça'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SOE7IfvDZ5I/AAAAAAAAAJk/ZFmo24KfeGM/s72-c/008-Mater+Divinae+gratiae.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8422006118550374983</id><published>2008-09-28T18:03:00.007-03:00</published><updated>2009-01-31T16:07:31.566-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>O Pecado; Machado de Assis; a política e o interior</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SN_yLCf2pKI/AAAAAAAAAJc/a4iTKHn9Rt4/s1600-h/machado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251181962000245922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SN_yLCf2pKI/AAAAAAAAAJc/a4iTKHn9Rt4/s320/machado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não há nada mais triste que uma alma que vive apartada de Deus. Debalde tenta sorrir e nisto apenas mostra os dentes amarelecidos por marcas indeléveis donde só a graça divina pode limpar e fazer o purpúreo tornar-se branco como a neve, como preconizava o profeta em tempos imemoriais. Não há nada mais pavoroso que uma cidade repleta de almas que tateiam na escuridão de vícios dos mais diversos matizes. A expressão dos indivíduos ganha um contorno misteriosamente estranho. O olhar se torna vidrado. Os movimentos denunciam que algo imperceptível faz comunhão com cada ato e pensamento que se manifesta. Em geral os homens ficam flácidos e seu olhar só fala arrogância. A situação é pavorosa e não há precedentes a que ponto se decaiu a natureza humana. Parece que nos esquecemos de nós mesmos e a virtude se tornou algo tão banal, tão desprezível que é cansativo só de pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis é caracterizado pelo acentuado cepticismo em relação ao homem. Seu pessimismo talvez fosse além de Pirro e nesses cem anos de sua morte não há como não lembrar de alguns de seus livros nesses tempos modernos. Sempre ouvia de uma tia que é espírita e bem apegada a vaidades que estamos evoluindo. Ó evolução, parece que não chegaste a mim nem a meus pares do mundo moderno. Balela de espírita! Essa conversa de evolução espiritual é um dos maiores conformismo em relação à moral que se ensina descaradamente. Machado, que era espírita, cansou de falar da decadência moral do homem e nada propunha. Parece que o homem é podre até chegar o momento do “plus quântico”, quando teremos os tempos melhores. Esse conformismo budista é tão assassino quanto a atividade danosa dos maus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns homens se apercebem do valor moral. A política se torna um instrumento dos mais valiosos para se implementar uma forma de congregar os valores de um povo e traduzir os anseios populares através de trabalhos que enriqueçam a sociedade mediante a promoção de valores minimante éticos. É interessante como surgem abnegados aptos a solucionarem os problemas de uma cidade. A política deveria ser um fardo. Os governantes não deveriam perceber vencimentos. Os agentes políticos deveriam agir de maneira a gerir a administração pública só sendo custeado seus gastos básicos. Talvez, dessa forma, possamos antever não uma a parcimoniosa evolução, mas um progresso pelo menos na forma de governar. Infelizmente o sistema atual de representação é uma fabriqueta de gerar canalhas e patifes que se penduram na máquina pública. É um absurdo e causa revolta assistirmos de forma descarada como os assessores, secretários e puxa-sacos vêem a administração como catapulta de suas realizações personalíssimas enquanto a maioria da população fica à míngua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No interior há graves pecados (sic); sorrisos amarelos; expressões faciais diabólicas. No período eleitoral músicas agonizam a cidade com palavras ofensivas; palavras desrespeitosas e de uma duvidosa qualidade. Perdemos totalmente o senso do ridículo. Mulheres se prostituem e a bacante é regada a álcool e drogas. Enquanto isso a bandeira na gávea tripudia e lançamos ao céu este borrão. Não temos machados pra cortamos esse mal pela raiz; nem Machado para rirmos da situação. A situação não tem graça e não sei até onde vai chegar. Ó Deus, tende piedade, nós não sabemos o que fazemos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Antônio Manuel da Silva Filho&lt;br /&gt;Catende, 27/09/2008&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8422006118550374983?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8422006118550374983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8422006118550374983&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8422006118550374983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8422006118550374983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/09/o-pecado-machado-de-assis-poltica-e-o.html' title='O Pecado; Machado de Assis; a política e o interior'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SN_yLCf2pKI/AAAAAAAAAJc/a4iTKHn9Rt4/s72-c/machado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-7868494074890100705</id><published>2008-09-28T15:11:00.005-03:00</published><updated>2009-01-31T16:02:56.978-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>Defesa da Catedral de Neuquén</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No dia 17 de agosto, na cidade de Neuquén, Argentina, uma passeata teve lugar. Uma marcha ligada ao "Encuentro Nacional de Mujeres", movimento de cunho feminista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como em manifestações similares houve ataques a igrejas localizadas no percurso das passeatas, um grupo de jovens católicos decidiu colocar-se em frente a uma Catedral pela qual passaria a tal marcha, querendo assim evitar qualquer tipo de ataque. Mesmo desaconselhados pelo bispo local os jovens seguiram adiante em seu intento, e se uniram para rezar o rosário. Eis o resultado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FK40LwQfy7c&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FK40LwQfy7c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-7868494074890100705?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/7868494074890100705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=7868494074890100705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7868494074890100705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7868494074890100705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/09/defesa-da-catedral-de-neuqun_28.html' title='Defesa da Catedral de Neuquén'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4884517624379080101</id><published>2008-09-25T13:42:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T15:52:41.967-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Mãe de Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SNu_7-gPTHI/AAAAAAAAAJU/K4MMjoSdWHU/s1600-h/007-Mater+Christi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250000827741850738" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SNu_7-gPTHI/AAAAAAAAAJU/K4MMjoSdWHU/s320/007-Mater+Christi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos com essa avocação Maria como Mãe de Cristo, e por essa via a ação de Jesus sobre a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria é Mãe de Cristo, Nosso Profeta. Ele veio ao mundo anunciar a Boa-Nova, e não havia uma vez sequer que Se pronunciasse que não fosse para tratar dos caminhos para a Salvação, que Ele, como Deus, veio para trazer-nos. Houve mesmo entre os judeus quem o reconhecesse como profeta: “Este é mesmo o profeta que devia vir ao mundo” (Jo 6, 14). As coisas que ensinava foram para todos, pois havia ordenado aos apóstolos "Ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria é Mãe de Cristo, Nosso Rei. Rei de um Reino que não é deste mundo, assim como disse a Pilatos. A Igreja por Ele estabelecida haverá de durar até o fim dos tempos, sem que os portões do inferno sobre ela prevaleçam. É então nosso dever agir na Esperança desse Reino, (uma Esperança não só “informativa”, mas “perfomativa”, como nos ensina o Santo Padre Bento XVI, na Encíclica Spe Salvi) como súditos desse Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria é Mãe de Cristo, Nosso Sumo Sacerdote. Nosso Sacerdote, que também enquanto vítima ofereceu a si mesmo pela expiação de nossos pecados. Ele continua a Si entregar diariamente por nós na Missa, de forma incruenta, pelas mãos do padre (In Persona Christi). E assim será enquanto durar sua Igreja, ou seja, até o fim dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Missa segundo o chamado Rito Tridentino (forma extraordinária do Rito Romano), orações são proclamadas em três línguas: o grego, o latim e o hebraico; assim como nessas três línguas estava escrita a sentença de Jesus no alto da cruz. O grego é referente à ação de Cristo como Profeta, pois o grego era, em seu tempo, a língua tida por “universal”, algo como o inglês é dito ser hoje; O latim era a língua do Império Romano e, portanto, referente à ação de Cristo como Rei, pois é a língua dos súditos, ou cidadãos do Império; E o hebraico era a língua utilizada para a oração pelos judeus, contemplando assim à ação de Cristo como Sacerdote. É talvez justo, realmente, que a língua que mais ocupe espaço na liturgia seja o latim, pois sendo Jesus Rei exerce soberania sobre o restante, a língua que melhor expressa isso deveria ser a mais presente. Alguém poderia questionar se não seria assim o poder temporal superior ao espiritual, mas basta recordar que o Reino de Cristo é propriamente espiritual, portanto não há contradição. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4884517624379080101?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4884517624379080101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4884517624379080101&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4884517624379080101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4884517624379080101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/09/ladainha-lauretana-me-de-jesus-cristo.html' title='LADAINHA LAURETANA - Mãe de Jesus Cristo'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SNu_7-gPTHI/AAAAAAAAAJU/K4MMjoSdWHU/s72-c/007-Mater+Christi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1504188274583072294</id><published>2008-08-29T08:44:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T21:13:24.423-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>São Míticos os Evangelhos? - Parte Final</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-INDENT: 0cm"&gt;Por René Girard(continuação)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;O Cristianismo, no entanto, não é redutível a um esquema lógico. A revelação da vitimização unânime não pode envolver uma comunidade por inteiro – caso contrário não haveria ninguém para revelá-la. Pode apenas ser a conquista de uma ousada minoria que desafia a verdade oficial, e ainda pequena demais para que prevenir a um quase unânime episódio de vitimização ocorra. Tal minoria é, entretanto, extremamente vulnerável e tende normalmente a ser engolida pelo contágio mimético. Humanamente falando, a revelação é uma impossibilidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Na maioria dos textos bíblicos, a minoria dissidente permanece invisível, mas no Evangelho coincide com o grupo dos primeiros Cristãos. Os Evangelhos dramatizam a incapacidade humana ao insistir na inabilidade dos discípulos em resistir à multidão durante a Paixão (especialmente Pedro, que nega Jesus três vezes no pátio dos Sumos Sacerdotes). Ainda assim, após a Crucifixão – que deveria ter piorado a situação – esse patético punhado de fracos subitamente passam a fazer o que eram incapazes enquanto Cristo ainda estava lá para ajudá-los: corajosamente proclamam a inocência da vítima em clara afronta a seus algozes, tornam-se os destemidos apóstolos e missionários da Igreja primitiva.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;A Ressurreição é responsável por essa mudança, claro, mas mesmo esse extraordinário milagre não seria suficiente para transformar esses homens completamente se tivesse sido uma maravilha isolada, ao invés da primeira manifestação do poder redentor da Cruz. Uma análise antropológica nos permite afirma isso, assim como a revelação da vítima Cristã difere das revelações míticas porque não se enraíza na ilusão de um bode-expiatório culpado, então a Ressurreição Cristã difere das míticas já que suas testemunhas são as pessoas que no final superam o contágio de vitimização (assim como Pedro e Paulo), e não as pessoas que se entregam a ele (como Herodes e Pilatos). A Ressurreição Cristã é indispensável para a simples revelação antropológica de vitimização unânime e da desmistificação das ressurreições míticas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;A morte de Cristo não é fonte de graça porque o Pai foi “vingado” por ela, mas porque Jesus viveu e morreu de forma que, se adotado por todos, iria espantar os escândalos e a vitimização decorrente desses escândalos. Jesus viveu de modo como todos os homens devem viver visando a união com um Deus Cuja natureza ele revelou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Obedecendo perfeitamente às prescrições anti-miméticas que recomendou, Jesus não tem a menor tendência à rivalidade mimética e à vitimização. E ele morre, paradoxalmente, devido a essa perfeita inocência. Ele torna-se vítima do processo do qual libertará a humanidade. Quando um homem sozinho segue às prescrições do Reino de Deus parece uma provocação intolerável a todos aqueles que não seguem, e esse homem automaticamente designa-se como vítima de todos os homens. Esse paradoxo revela por completo “o pecado do mundo”, a incapacidade do homem em livrar-se de seus modos violentos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Durante a vida de Cristo a dissidência minoritária daqueles que resistem ao contágio mimético limitava-se a um só homem, o próprio Cristo – que é simultaneamente a mais arbitrária das vítima (porque ele merece sua morte violenta menos do que todos) e a vítima menos arbitrária (porque sua perfeição é um insulto imperdoável à violência do mundo). Ele é o bode-expiatório da escolha, o cordeiro de Deus que todos escolhemos inconscientemente mesmo quando não sabendo estar escolhendo vítima alguma.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Quando Cristo morre só, abandonado pelos apóstolos, os perseguidores são unânimes mais uma vez. Se os Evangelhos estivessem tentando revelar um mito, a verdade que Jesus havia tentado revelar seria enterrada de uma vez por todas e o palco estaria armado para a triunfal revelação da vítima mitológica como a fonte divina da reordenação social através da “boa” violência do bode-expiatório que põe fim a toda má violência mimética que ameaçou a sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Se tal mito de morte e ressurreição não ocorre dessa vez – se Satanás no final é derrotado – a causa imediata é uma súbita coragem nos discípulos. Mas essa força não veio deles mesmos. Ela claramente é emanada da morte de Cristo, que havia antes anunciado que após sua morte eles seriam auxiliados pelo Espírito Santo da verdade. Essa é uma razão, creio eu, o Evangelho de João chama o Espírito de Deus de &lt;i&gt;Paráclito&lt;/i&gt;, uma palavra do grego que simplesmente significa o advogado de defesa, o defensor de um acusado perante um tribunal. O Paráclito é, entre outras coisas, aquele que faz oposição ao Acusador: O Espírito de Verdade que dá a refutação definitiva às mentiras de Satanás. É por isso que Paulo escreve, em Corítinos 2, versículos 7 e 8: “Ensinamos uma coisa misteriosa e escondida: a sabedoria de Deus, aquela que ele projetou desde o princípio do mundo para nos levar à sua glória. Nenhuma autoridade do mundo conheceu tal sabedoria, pois se a tivessem conhecido não teriam crucificado o Senhor da glória”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;A verdadeira Ressurreição é baseada nas mentiras míticas da vítima culpada que merece morrer, mas sim na retificação dessa mentira, que vem do verdadeiro Deus e que reabre canais de comunicação que a própria humanidade fechou em seu auto-aprisionamento nas suas culturas violentas. Só a Graça Divina pode explicar porque, após a Ressurreição, os discípulos puderam transformar-se em uma minoria dissidente em um oceano de vitimização – pudera, entender o que antes não compreendiam: a inocência não só de Jesus, mas de todas as vítimas de assassinatos análogos à Paixão desde a fundação do mundo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1504188274583072294?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1504188274583072294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1504188274583072294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1504188274583072294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1504188274583072294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/so-mticos-os-evangelhos-parte-final.html' title='São Míticos os Evangelhos? - Parte Final'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-5239243709104054787</id><published>2008-08-28T09:29:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T15:53:02.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Santa Virgem das Virgens</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SLaa0I4D4SI/AAAAAAAAAJM/iTZTMPQnpS4/s1600-h/006-Sancta+Virgo+virginum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239545437018644770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SLaa0I4D4SI/AAAAAAAAAJM/iTZTMPQnpS4/s320/006-Sancta+Virgo+virginum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Com a formação da Nova Aliança, a pureza representada pela virgindade foi elevada. E em decreto do Concílio de Trento, temos como Dogma de Fé que a virgindade é um estado superior ao que proporcione à união carnal. A maternidade entre as mulheres judias era preferida à virgindade, tanto que era grande desgraça a infertilidade, desde antes da Anunciação vemos, no entanto, delinear-se os princípios da Nova Aliança tendo Maria optado pela castidade e assim permanecendo por toda vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Sua pureza como virgem resplandeceu, e de Deus era precioso tesouro, “Como açucena entre espinhos/ é a minha amada entre as donzelas” (Ct 2,2). E sua pureza a fez exemplo: “É melhor não ter filhos e possuir a virtude, porque a memória da virtude é imortal, e tanto Deus como os homens a conhecem” (Sb 4,1).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-5239243709104054787?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/5239243709104054787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=5239243709104054787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/5239243709104054787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/5239243709104054787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/ladainha-lauretana-santa-virgem-das_28.html' title='LADAINHA LAURETANA - Santa Virgem das Virgens'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SLaa0I4D4SI/AAAAAAAAAJM/iTZTMPQnpS4/s72-c/006-Sancta+Virgo+virginum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1822225714624478306</id><published>2008-08-27T07:35:00.002-03:00</published><updated>2009-03-11T21:13:47.618-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>São Míticos os Evangelhos? - Parte IV</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&gt; &lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyTextIndent, li.MsoBodyTextIndent, div.MsoBodyTextIndent  {margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  text-indent:35.4pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt;&lt;/style&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Por René Girard(continuação)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;No lugar de culpar as vítimas, os Evangelhos culpam os algozes. O que os mitos sistematicamente escondem, a Bíblia revela.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;A diferença não é meramente “moralística” (como acreditava Nietzsche) ou questão de escolha subjetiva; é uma questão de veracidade. Quando a Bíblia e os Evangelhos dizem que a vítima deveria ser poupada, eles não “têm pena” deles simplesmente. Eles furam a ilusão da vitimização unânime dos mitos fundacionais usados como uma solução para crises e instrumento de reorganização das comunidades humanas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Quando examinamos os mitos a luz dos Evangelhos, até mesmo suas características mais enigmáticas fazem-se inteligíveis. Consideremos, por exemplo, as deficiências e anormalidades que parecem sempre se infligirem sobre os heróis míticos. Édipo manca, assim como boa parte dos heróis e divindades. Outros possuem uma só perna, ou um braço, ou um olho, ou são cegos, corcundas, etc. Outros são estranhamente altos ou estranhamente baixos. Alguns têm uma asquerosa doença cutânea, ou odores corporais tão intensos que afligem seus vizinhos. Em uma multidão, mesmo as menores deficiências e singularidades vão causar desconforto e, problemas devem aparecer, seus possuidores são passíveis de serem selecionados como vítimas. A preponderância de aleijados e portadores de anomalias entre os heróis míticos deve ser uma conseqüência estatística do tipo de vitimização que gera mitologia. Assim como a preponderância de “estranhos”: em todos os grupos isolados, estrangeiros produzem uma curiosidade que pode rapidamente transformar-se em hostilidade durante um pânico. A violência mimética é essencialmente desorientada; desprovida de causas válidas, ela seleciona vítimas de acordo com minúsculos sinais ou pseudocausas que podemos identificar como sinais preferenciais de vitimização.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Na Bíblia, as falsas ou insignificantes causas de violência mítica são efetivamente na simples e contundente afirmação, &lt;i&gt;Odiaram-me sem motivo&lt;/i&gt; (João 15, 25), na qual Jesus cita e praticamente resume o Salmo 35 – um dos “salmos de bode-expiatório” que literalmente vira às avessas as justificações das turbas enfurecidas. Ao invés da multidão pronunciar-se justificando a violência com suas causas que a legitimam, a vítima fala denunciando que tais causas não existem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Para explicar mitos arcaicos, precisamos apenas seguir o método que Jesus recomenda e substituir esse &lt;i&gt;sem motivo&lt;/i&gt; pelas falsas causas míticas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;No Império Bizantino, pelo que parece, a tragédia de Édipo era lida como uma analogia a Paixão Cristã.&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;Se verdade, aqueles primeiros antropólogos estavam aproximando-se do real problema pelo fim errado. Sua redução dos Evangelhos a mitos comuns apagou a luz dos Evangelhos com mitologia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Em ordem de bem suceder, devemos iluminar a obscuridade dos mitos com a inteligência dos Evangelhos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Se vitimização unânime reconcilia e reordena sociedades em proporção direta a sua ocultação, então deve perder a efetividade em direta proporção a sua revelação. Quando a mentira mítica é denunciada publicamente, a polarização dos escândalos deixa de ser unânime e a catarse social enfraquece e desaparece. No lugar de reconciliar a comunidade, a vitimização deve intensificar as divisões e dissidências.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Essas perturbadoras conseqüências deveriam ser sentidas nos Evangelhos, e, de fato, são. No Evangelho de João, por exemplo, tudo que Cristo faz ou diz possui um efeito divisório. O autor ao contrário de nos ocultar esse fato, repetidamente nos chama a atenção para ele. Assim como em Mateus 10, versículo 34, Jesus diz, “Eu não vim para trazer a paz, mas sim a espada”. Se a paz que a humanidade experimentou foi sempre fruto da vitimização inconsciente, a consciência que trazem os Evangelhos para o mundo pode apenas destruí-la.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;A imagem de Satanás – “um mentiroso e o pai da mentira” (João 8, 44) – também expressa essa oposição entre a obscuridade mítica e a revelação evangélica da vitimização. A Crucifixão como derrota de Satanás, e a predição de Jesus de que Satanás “será destruído” (Marcos 3, 26), implica menos um mundo ordenado que um em que Satanás esteja a solta. Ao contrário de concluir com a tranqüilidade harmoniosa dos mitos, o Novo Testamento abre uma perspectiva apocalíptica, tanto na conclusão dos Evangelhos como no Livro da Revelação (Apocalipse). Para alcançar “a paz que supera todo entendimento”, a humanidade deve abrir mão de sua velha, paz parcial fundada na vitimização – e um grande distúrbio pode ser esperado. A dimensão apocalíptica não é um elemento estranho que deve ser extirpado do Novo Testamento no intuito de “melhorar” o Cristianismo, é parte integrante da revelação.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Satanás tenta silenciar Cristo com o mesmo processo que Jesus subverte. Ele tem razões para acreditar que seu antigo truque mimético deveria produzir, tendo Jesus como vítima, o que sempre produziu no passado: mais um mito ordinário, um sistema fechado de mentiras míticas. Ele tem boas razões para acreditar que o contágio mimético contra Cristo mostrar-se-á mais uma vez irresistível e a revelação será enterrada. As expectativas de Satanás não se cumprem. Os Evangelhos fazem o mesmo que a Bíblia fez anteriormente, reabilitando um profeta vitimizado, uma vítima falsamente acusada. Mas eles também universalizam essa reabilitação. Eles mostram que desde a fundação do mundo as vítimas de assassinatos análogas a Paixão foram vítimas do mesmo contágio mimético que Jesus. Os Evangelhos fazem a revelação completa. Eles dão a denúncia bíblica da idolatria uma concreta demonstração de como falsos deuses e seus violentos sistemas culturais são engendrados. &lt;i&gt;Essa&lt;/i&gt; é a verdade que falta a mitologia, a verdade que subverte o violento sistema desse mundo. Se os Evangelhos fossem míticos eles mesmos, não poderiam prover o conhecimento que desmistifica a mitologia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1822225714624478306?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1822225714624478306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1822225714624478306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1822225714624478306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1822225714624478306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/so-mticos-os-evangelhos-parte-iv.html' title='São Míticos os Evangelhos? - Parte IV'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-7759060704474963693</id><published>2008-08-26T19:37:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T15:53:28.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Santa Mãe de Deus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SLSHRYBEiWI/AAAAAAAAAHc/VQxOp09tx_M/s1600-h/005-Sancta+Dei+Genetrix.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238960999113197922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SLSHRYBEiWI/AAAAAAAAAHc/VQxOp09tx_M/s320/005-Sancta+Dei+Genetrix.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na tradução para o português somos levados a crer que tal título não está em lugar adequado, pois sendo Mãe de Deus, faria mais sentido encontrar-se na segunda parte da ladainha na qual são destacadas as qualidades maternais de Maria. Porém, temos que o sentido advindo da avocação no latim, &lt;em&gt;Sancta Dei Genitrix&lt;/em&gt;, não é tanto de mãe no como se expressa na segunda parte, mas de Genitora, ou Genetriz de Deus, pois a essa avocação não é referido o princípio maternal propriamente, mas mais diretamente a qualidade de formadora, ou seja, a descendência de Cristo, Deus humanado, do ventre de Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se passa que Deus tenha sido formado no seio de Maria, pois Deus é eterno. Vemos, no entanto, O anjo dizer a Maria que “O Espírito Santo virá sobre você, e a força do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). Assim como ao visitar St. Isabel, sua prima, Maria ouve dela “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,43). Dessa forma ao dizermos ser Maria a Mãe de Deus, estamos em verdade afirmando a divindade de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos então não que a divindade tenha sido gerada no ventre de Maria, mas dela nasceu Cristo que é o próprio Deus. Através dessa avocação percebemos como a dignidade dela é totalmente dependente da dignidade de Deus, e sendo ela a criatura com união mais próxima do Bem, é sua dignidade próxima do infinito. Mas ainda criatura é também próxima de nós, e dessa maneira atua como perfeita medianeira entre Deus e os homens; Nossa perfeita intercessora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-7759060704474963693?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/7759060704474963693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=7759060704474963693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7759060704474963693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7759060704474963693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/ladainha-lauretana-santa-me-de-deus.html' title='LADAINHA LAURETANA - Santa Mãe de Deus'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SLSHRYBEiWI/AAAAAAAAAHc/VQxOp09tx_M/s72-c/005-Sancta+Dei+Genetrix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1025012417584696664</id><published>2008-08-21T08:42:00.004-03:00</published><updated>2009-03-11T21:14:18.303-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>São Míticos os Evangelhos? - Parte III</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Por René Girard&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;(continuação)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 9" name="Generator"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 9" name="Originator"&gt;&lt;link href="file:///C:/DOCUME%7E1/GUGA%7E1.GUS/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyTextIndent, li.MsoBodyTextIndent, div.MsoBodyTextIndent 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	text-indent:35.4pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O papel de Satanás, a personificação dos escândalos, nos ajuda a compreender a conc&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;epção mimética dos Evangelhos. Para a pergunta &lt;i&gt;Como é que Satanás pode expulsar Satanás?&lt;/i&gt; (Marcos 3, 23), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a resposta é a vitimização unânime.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por um lado, Satanás é o instigador de escândalo, a força que desintegra as comunidades; por outro, ele é a resolução de escândalo por meio da vitimização unânime. Essa habilidade de última instância permite ao príncipe desse mundo resgatar suas possessões no último momento, quando estão extremamente ameaçados por sua desordem. Sendo ao mesmo tempo um princípio de desordem e um princípio de o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;rdem, Satanás estás &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;realmente dividido contra si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SK1VlP8LtxI/AAAAAAAAAHU/sYPM8FPNFVM/s1600-h/Caravaggio3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236936040124233490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SK1VlP8LtxI/AAAAAAAAAHU/sYPM8FPNFVM/s320/Caravaggio3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A famosa representação do assassinato mimético de João Batista ocorre – em Marcos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e Mateus – como um curioso flashback. Começando com o relato de Herodes ávido por controlar o rumor da re&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ssurreição de João, e apenas depois voltando no tempo para narrar a morte de João, Marcos e Mateus revelam a origem a compulsiva crença de Herodes em sua própria participação no assassinato. Os evangelistas dão um passageiro, mas precioso, exemplo de &lt;i&gt;gênesis mimético&lt;/i&gt; – do poder ordenador da violência, de sua habilidade de fundar cultura. A Crença de Herodes é vestigial, com certeza, mas o fato de dois Evangelhos mencionarem o fato confirma, em minha opinião, a autenticidade evangélica da doutrina que liga mitologia à vitimização mimética.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os Cristãos modernos ficam habitualmente desconfortáveis com essa falsa ressur&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;reição que parece assemelhar-se à verdadeira, mas Marcos e Mateus obviamente não compartilham desse embaraço. Ao invés de minimizar essas similaridades, eles atraem nossa atenção para elas, assim como Lucas atrai nossa atenção à semelhança entre a comunhão Cristã e a profana reconciliação de Herodes e Pilatos como resultado da morte de Cristo. Os evangelistas vêem algo muito simples e fundamental que nós mesmos deveríamos ver. Assim que compreendemos a semelhança da violência na Bíblia e nos mitos, podemos então entender como a Bíblia &lt;i&gt;não é&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; mítica – como a reação à violência exposta na Bíblia difere radicalmente da reação exposta pelos mitos.&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Começando pela história de Caim e Abel, a Bíblia proclama a inocência da vítima mítica e a culpa de seus algozes. Vivendo após a anunciação dos Evangelhos, nós achamos isso natural e nunca paramos para analisar que nos mitos clássicos o oposto é verdadeiro: os perseguidores parecem sempre ter uma causa válida para perseguir suas vítimas. Os mitos Dionisíacos relata até mesmo os mais cruéis linchamentos como legítimos. Penteu é morto legitimamente por sua mãe e irmãs, nas &lt;i&gt;Bacantes&lt;/i&gt;, já que seu desprezo pelo deus Dionísio é falta grave o suficiente para penalizá-lo com a morte. Édipo também mereceu seu destino. De acordo com o mito, ele realmente matou seu pai e se casou com sua mãe, e é de fato responsável pela praga que assolou Tebes. Expulsá-lo não era apenas um ato permitido, mas um dever religioso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo que não sendo acusados de crime algum, as vítima míticas são ainda supostas de morrer por uma boa causa, e sua inocência não torna suas mortes menos legítimas. No mito Védico de Purusha, por exemplo, não há menção a ação errada alguma – mas o despedaçamento da vítima não deixa de ser um ato divino. Os pedaços do corpo de Purusha são necessários para criar as três grandes castas, o esteio da sociedade Indiana. No mito, a morte violenta é sempre justificada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se a violência dos mitos é puramente mimética – se é como a Paixão, como diz Jesus – todas essas justificativas são falsas. E mais, como são sistematicamente reversas à verdadeira distribuição de inocência e culpa, esses mitos não podem ser meramente ficcionais. São mentiras certamente, mas a mentira especifica atraída pelo contágio mimético – a falsa acusação que se espalha mimeticamente entre uma comunidade humana perturbada no clímax, quando escândalos polarizam-se contra um só bode-expiatório cuja morte reúne a comunidade. A máquina fabricante de mitos é o contágio mimético que desaparece por trás do mito gerado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não há nada de secreto a respeito das justificações abraçadas pelos mitos; a acusação estereotipada de uma turba violenta está sempre disponível quando se busca um bode-expiatório. Nos Evangelhos, entretanto, o maquinário do bode-expiatório faz-se completamente visível porque encontra oposição e não mais opera eficientemente. A resistência ao contágio mimético evita o mito de tomar forma. A conclusão à luz dos Evangelhos é inescapável: mitos são a voz das comunidades que unanimemente rendem-se ao contágio mimético de vitimização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Essa interpretação é reforçada pelos otimistas encerramentos dos mitos. A conjunção da culpa da vítima e da reconciliação da comunidade é freqüente demais para ser fortuito. A única explicação possível é a distorcida representação da vitimização unânime. O processo violenta não é efetivo se não engana a todas as testemunhas, e a prova de que o é, no caso dos mitos, é a harmoniosa e catártica conclusão, enraizada no perfeitamente unânime assassinato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Escutamos atualmente, que, por trás de cada texto e cada evento, há um infinito número de interpretações, todas mais ou menos equivalentes. A vitimização mimética faz a absurdidade dessa visão manifesta. Apenas duas reações possíveis existem ao contágio mimético, e elas fazem uma assombrosa diferença. Ou nos rendemos à multidão perseguidora, ou resistimos e restamos sozinhos. A primeira opção é uma unânime auto-engano que chamamos mitologia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="FONT-FAMILY: times new roman; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:times new roman;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A segunda é o caminho para a verdade seguido pela Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1025012417584696664?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1025012417584696664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1025012417584696664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1025012417584696664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1025012417584696664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/so-mticos-os-evangelhos-parte-iii.html' title='São Míticos os Evangelhos? - Parte III'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SK1VlP8LtxI/AAAAAAAAAHU/sYPM8FPNFVM/s72-c/Caravaggio3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4680452232101524359</id><published>2008-08-20T08:17:00.007-03:00</published><updated>2009-01-31T15:53:49.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Santa Maria</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O nome da Santíssima Virgem, evocado nesse primeiro título, guarda em si já um número de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;qualidades admiráveis. Vejamos os significados de tão belo nome:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;1.Seu nome significa “Senhora”, que curiosamente é uma outra palavra a qual vemos ter perdido com o tempo certo sentido inicial. Hoje muitas mulheres por uma vaidade boba não gostam de ser chamadas de senhoras, um título que expressa grande cordialidade, assim como em tempos já longínquos os homens em mostra de cavalheirismo ao apresentar-se emendavam ao seu próprio nome o adjetivo de “humilde servo”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;, ou então apresentavam-se “a seu serviço”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Senhora, no caso, é referente ao poder senhorial, ou seja, assim como existiam senhores feudais e senhores de engenho cujo poder de mando cobria toda a terra a eles pertencente, Maria exerce sobre os homens soberania. Do francês podemos ver que a expressão de cordialidade referente às mulheres é madame, formado pela junção de duas palavras distintas, ma que significa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;minha, e dame que significa senhora, ou seja, é sinal distintivo de etiqueta a sujeição de chamar às mulheres de “minhas senhoras”. Cristo, porém, ainda preso à cruz, deu-nos Maria por Mãe, e assim fazendo, sujeitou o mundo a seu sublime senhoril. E eis, portanto, a grandeza de reconhece-la como Nossa Senhora, posto que é grande sinal de amor a Deus e de humildade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKv9njrrM3I/AAAAAAAAAHM/CURHC_fJtgQ/s1600-h/004-Sancta+Maria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236557847783486322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKv9njrrM3I/AAAAAAAAAHM/CURHC_fJtgQ/s320/004-Sancta+Maria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;2.O segundo significado que vemos trazer em tão doce nome é o de “Estrela do Mar”. Era costume daqueles que se aventuravam no mar guiarem-se pelas estrelas; através delas viam seu caminho no céu. Jesus, pois, fez dos apóstolos “pescadores de homens” e a Sua Igreja edificou sobre a pedra, que era Pedro. É fácil encontrarmos relatos a chamar a Igreja de “Barca de Pedro”, que segue guiada pela Estrela que brilha sobre o mar, a Estrela que revela o Caminho. Essa Estrela é Maria a servir-nos de exemplo, a guiar-nos na tribulação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Desde a profecia de Simeão fez-se a vida de Maria um mar de amargura, sua alma transpassada por sete espadas, sete dores das mais profundas. Ela que atravessou esse mar com candura, sem nunca pecar, há de nos guiar em também atravessá-lo em direção à Vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Seu nome é tão doce e poderoso que alegra os anjos e atormenta os demônios, pois nem mesmo eles podem negar sua majestade.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4680452232101524359?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4680452232101524359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4680452232101524359&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4680452232101524359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4680452232101524359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/ladainha-lauretana-santa-maria_9603.html' title='LADAINHA LAURETANA - Santa Maria'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKv9njrrM3I/AAAAAAAAAHM/CURHC_fJtgQ/s72-c/004-Sancta+Maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8013801983034342595</id><published>2008-08-19T07:59:00.004-03:00</published><updated>2009-03-11T21:14:52.350-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>São Míticos os Evangelhos? - Parte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por René Girard (continuação)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  A tradicional tradução inglesa de &lt;em&gt;stumblig block&lt;/em&gt; (pedra de tropeço) é muito superior às tímidas traduções recentes, pois do grego &lt;em&gt;skandalon&lt;/em&gt; designa um obstáculo incontornável que de alguma forma torna-se mais atrativo (assim como repulsivo) cada vez que nela tropeçamos. A primeira vez que Jesus predisse sua violenta morte (Mateus 16, 21-23), sua resignação horroriza Pedro, que tenta incutir alguma ambição mundana em seu mestre: Ao invés de imitar a Cristo, Pedro quer ser imitado por ele. Se dois amigos imitam as ambições um ao outro, ambos desejam o mesmo. E se não podem dividir esse objeto de desejo, competirão por ele, cada um transformando-se simultaneamente em modelo e obstáculo do outro. O desejo competitivo intensifica-se enquanto modelo e obstáculo se reforçam mutuamente, e segue uma escalada de rivalidade mimética; admiração dá vazão para indignação, ciúmes, inveja, ódio, e, por último, violência e vingança. Se Jesus houvesse imitado a ambição de Pedro, os dois começariam assim uma competição pela liderança por um politizado “movimento de Jesus”. Sentindo o perigo, Jesus veementemente interrompe Pedro: “Fique longe de mim, Santanás! Você é pedra de tropeço (&lt;em&gt;skandalon&lt;/em&gt;) para mim”.&lt;br /&gt;  O quão mais nossos modelos impedem nossos desejos, mais fascinantes eles se tornam enquanto modelos. Escândalos podem ser sexuais, sem dúvida, porém não são mais uma questão de sexo do que ambição mundana. Devem ser definidos em termos não de seus objetos, mas da intensificação de seus obstáculos/modelos – sua rivalidade mimética que é a pecaminosa dinâmica do conflito humano e sua miséria psíquica. Se o problema da rivalidade mimética nos escapa, podemos confundir as prescrições de Cristo com uma utopia social. A verdade é que escândalos são uma ameaça tamanha que nada deveria ser poupado em evitá-los. Com a primeira deixa, nós deveríamos abandonar o objeto disputado para nossos rivais e consentir com suas mais ultrajantes exigências; nós deveríamos “oferecer a outra face”.&lt;br /&gt;  Se escolhemos Jesus como modelo, simultaneamente escolhemos seu próprio modelo, Deus Pai. Não possuindo desejo de apropriação algum, Jesus proclama a possibilidade de liberdade dos escândalos. Mas se escolhemos modelos possessivos nos achamos em escândalos intermináveis, porque nosso real modelo é &lt;em&gt;Satanás&lt;/em&gt;. Um sedutor que nos tenta com desejos mais passíveis de gerar rivalidades, Satanás nos impede de alcançar o que simultaneamente nos incita a querer. Ele se transforma em um &lt;em&gt;diabolos&lt;/em&gt; (outra palavra que designa o obstáculo/modelo da rivalidade mimética). Satanás é &lt;em&gt;skandalon&lt;/em&gt; personificado, assim como explicita Jesus em sua repreensão a Pedro.&lt;br /&gt;  Já que a maioria dos seres humanos não segue Jesus, escândalos devem acontecer (Matues 18, 17), proliferando de modos que deveria por em risco a sobrevivência coletiva da humanidade – entendemos enfim o terrível poder da intensificação do desejo mimético, nenhuma sociedade parece capaz de enfrentá-lo. E ainda, apesar de muitas sociedades padecerem, novas sociedades conseguem nascer, e algumas poucas estabelecidas conseguem encontrar meios de sobreviver ou regenerar-se. Alguma força de resistência parece operar, não poderosa o bastante para acabar com os escândalos de uma vez por todas, mas ainda sim suficiente para amenizar seu impacto e mantê-los sobre algum controle.&lt;br /&gt;  Essa força de resistência é, acredito eu, o bode-expiatório mitológico – a vítima sacrifical do mito. Quando proliferam os escândalos, os homens se tornam tão obcecados por seus rivais que perdem de vista os objetos pelo qual competem e passam a focar-se ferozmente uns nos outros. Assim como o empréstimo do objeto do modelo muda para o empréstimo do ódio do rival, a mimese aquisitiva transforma-se em uma mimese de antagonistas. Mais e mais indivíduos polarizam contra cada vez menos inimigos até, que no fim, reste apenas um. Como todos acreditam na culpa da última vítima, todos voltam-se contra ele – e como essa vítima está agora isolada e indefesa, podem assim agir sem perigo de retaliação. Como resultado, nenhum inimigo existe mais para ninguém da comunidade. Escândalos evaporam e a paz retorna – por um tempo.&lt;br /&gt;  A preservação social contra a violência ilimitada de escândalos se sustenta na coalizão contra uma única vítima e sua violência limitada. A violenta morte de Jesus é, humanamente falando, um exemplo desse estranho processo. Antes que comece, Jesus adverte seus discípulos (e especialmente Pedro) que eles irão “escandalizar-se” por ele (Marcos 14, 27). Esse uso de &lt;em&gt;skandalizein&lt;/em&gt; sugere que a força mimética em ação na violência de todos-contra-um é a mesma violência que ocorre na rivalidade mimética entre indivíduos. Ao prevenir uma revolta e dispersar a multidão, a Crucifixão é um exemplo de uma vitimização catártica. Um fascinante detalhe nos Evangelhos deixa claro os efeitos catárticos do assassinato mimético – e nos permite a distinção dos efeitos da Crucifixão Cristã.&lt;br /&gt;  Ao fim de sua narração da Paixão, Lucas escreve, “Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois antes eram inimigos” (23, 12). Essa reconciliação externamente assemelha-se a comunhão Cristã – como originou-se na morte de Cristo – e mesmo assim não tem nada a ver com ela. É um efeito catártico enraizado no contágio mimético.&lt;br /&gt;  Os perseguidores de Jesus percebem que influenciam uns aos outros mimeticamente. A ignorância deles não anula sua responsabilidade, mas a diminui: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo!” (Lucas 23, 34). Uma declaração paralela em Atos 3, versículo 17 que isso deve ser interpretado literalmente. Pedro atribui à ignorância o comportamento da multidão e de seus líderes. Sua experiência pessoal da mimética compulsiva que possuí as massas o previne de ver-se como imune à violência contagiosa da vitimização.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8013801983034342595?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8013801983034342595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8013801983034342595&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8013801983034342595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8013801983034342595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/so-mticos-os-evangelhos-parte-ii.html' title='São Míticos os Evangelhos? - Parte II'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4443426622823522512</id><published>2008-08-18T14:07:00.006-03:00</published><updated>2009-01-31T15:54:06.376-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladainha Lauretana'/><title type='text'>LADAINHA LAURETANA - Introdução</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKmssRtqAVI/AAAAAAAAAG0/Mvzsb6X6Pmw/s1600-h/001-Litaniae+Lauretanae.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235905918464033106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKmssRtqAVI/AAAAAAAAAG0/Mvzsb6X6Pmw/s320/001-Litaniae+Lauretanae.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Escancarando de uma vez por todas o viés católico do blog gostaria de iniciar paralelamente à apresentação do texto “São Míticos os Evangelhos?” um pequeno estudo a respeito da Ladainha Lauretana. Aos ateus, agnósticos e comunistas esotéricos que por ventura acessarem o “Lumen et Dulcedo”, paciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;O passar do tempo é por vezes impiedoso. São poucos os de muita idade que dão graças à sabedoria, preferindo queixar-se dos joelhos e das costas que doem com o frio. Não são poupados sequer os significados das coisas sagradas, e assim veio o tempo para desnaturar o entender das ladainhas. Uma oração digníssima e de louvor grandioso, cujo nome transformou-se sinônimo de algo enfadonho e cansativo. A palavra ladainha vem de litania, que significa oração de invocação ou intercessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reto entendimento das coisas nos faz amar àquelas que nos mostram ser boas. Assim sendo faz-se mister a compreensão das vontades expressas na oração, nesse caso específico da ladainha, a Ladainha Lauretana. Percebendo a honra que trazem os títulos que dirigimos à Santíssima Virgem, seu entendimento transforma o dito marasmo do que se habituou chamar por ladainha em uma movimentação de graciosidade da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ladainha Lauretana ou Ladainha da Santíssima Virgem foi composta quando há pouco se encerrava a Idade Média. Guarda esse nome devido à aprovação do Papa Sixto V, no ano de 1587, dada à ladainha habitualmente utilizada pelos fiéis que freqüentavam a Santa Casa, na cidade de Loreto. Com essa aprovação, as demais ladainhas acabaram por ser suprimidas. Alguns dos títulos que constam atualmente foram acrescentados solenemente à ladainha original por uma série de Papas ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ladainha da Santíssima Virgem segue a seguinte estrutura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A santidade de Maria: Primeira parte é composta por três avocações, que destacam: a santidade de Maria como pessoa, seu papel como Mãe (genitora) de Jesus Cristo e sua vocação como virgem.&lt;br /&gt;2. Maria, a Mãe: Segunda parte composta por doze avocações referentes à maternidade de Maria.&lt;br /&gt;3. Maria, a Virgem: Terceira parte formada por seis títulos honra Maria como virgem, tratando não só de seus méritos como tal, mas também da eficácia de sua virgindade.&lt;br /&gt;4. Símbolos de Maria: Depois se seguem treze avocações simbólicas, em sua maioria retirados do Antigo Testamento e referentes a N.Sra, evidenciando suas virtudes e seu papel como co-redentora da humanidade.&lt;br /&gt;5. Maria, a Intercessora: Os quatros títulos seguintes exaltam o papel de Maria como intercessora nas obras de misericórdia espirituais e corporais.&lt;br /&gt;6. Maria, a Rainha: E no último trecho da ladainha exaltamos por meio de treze títulos Maria como Rainha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;Eis a oração na integra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor, tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Jesus Cristo, tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Senhor, tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Jesus Cristo, ouvi-nos.&lt;br /&gt;Jesus Cristo, atendei-nos.&lt;br /&gt;Pai celeste que sois Deus,&lt;br /&gt;tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,&lt;br /&gt;tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Espírito Santo, que sois Deus,&lt;br /&gt;tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Santíssima Trindade, que sois um só Deus,&lt;br /&gt;tende piedade de nós.&lt;br /&gt;Santa Maria, rogai por nós.&lt;br /&gt;Santa Mãe de Deus,&lt;br /&gt;Santa Virgem das Virgens,&lt;br /&gt;Mãe de Jesus Cristo,&lt;br /&gt;Mãe da divina graça,&lt;br /&gt;Mãe puríssima,&lt;br /&gt;Mãe castíssima,&lt;br /&gt;Mãe imaculada,&lt;br /&gt;Mãe intacta,&lt;br /&gt;Mãe amável,&lt;br /&gt;Mãe admirável,&lt;br /&gt;Mãe do bom conselho,&lt;br /&gt;Mãe do Criador,&lt;br /&gt;Mãe do Salvador,&lt;br /&gt;Virgem prudentíssima,&lt;br /&gt;Virgem venerável,&lt;br /&gt;Virgem louvável,&lt;br /&gt;Virgem poderosa,&lt;br /&gt;Virgem clemente,&lt;br /&gt;Virgem fiel,&lt;br /&gt;Espelho de justiça,&lt;br /&gt;Sede de sabedoria,&lt;br /&gt;Causa da nossa alegria,&lt;br /&gt;Vaso espiritual,&lt;br /&gt;Vaso honorífico,&lt;br /&gt;Vaso insígne de devoção,&lt;br /&gt;Rosa mística,&lt;br /&gt;Torre de David,&lt;br /&gt;Torre de marfim,&lt;br /&gt;Casa de ouro,&lt;br /&gt;Arca da aliança,&lt;br /&gt;Porta do céu,&lt;br /&gt;Estrela da manhã,&lt;br /&gt;Saúde dos enfermos,&lt;br /&gt;Refúgio dos pecadores,&lt;br /&gt;Consoladora dos aflitos,&lt;br /&gt;Auxílio dos cristãos,&lt;br /&gt;Rainha dos anjos,&lt;br /&gt;Rainha dos patriarcas,&lt;br /&gt;Rainha dos profetas,&lt;br /&gt;Rainha dos apóstolos,&lt;br /&gt;Rainha dos mártires,&lt;br /&gt;Rainha dos confessores,&lt;br /&gt;Rainha das virgens,&lt;br /&gt;Rainha de todos os santos,&lt;br /&gt;Rainha concebida sem pecado original,&lt;br /&gt;Rainha elevada ao céu,&lt;br /&gt;Rainha do sacratíssimo Rosário,&lt;br /&gt;Rainha da paz,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,&lt;br /&gt;perdoai-nos Senhor.&lt;br /&gt;Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,&lt;br /&gt;ouvi-nos Senhor.&lt;br /&gt;Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,&lt;br /&gt;tende piedade de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,&lt;br /&gt;R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oremos.&lt;br /&gt;Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria.&lt;br /&gt;Por Cristo Nosso Senhor.&lt;br /&gt;Amém. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Veremos um pouco do significado das avocações nas próximas postagens &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4443426622823522512?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4443426622823522512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4443426622823522512&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4443426622823522512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4443426622823522512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/ladainha-lauretana-introduo_18.html' title='LADAINHA LAURETANA - Introdução'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKmssRtqAVI/AAAAAAAAAG0/Mvzsb6X6Pmw/s72-c/001-Litaniae+Lauretanae.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-5928417153140794926</id><published>2008-08-17T22:48:00.008-03:00</published><updated>2009-03-11T21:15:29.273-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>São Míticos os Evangelhos? - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Numa tentativa de retomar as atividades, há já certo tempo inexistentes do "Lumen et Dulcedo", gostaria de oferecer algo um tanto diferente. No caso uma tradução de próprio cunho de um pequeno artigo intitulado "São Míticos os Evangelhos?", de autoria do antropólogo René Girard, professor emérito de língua francesa, literatura e civilização na Universidade de Stanford, tem entre suas principais obras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; A Violência e o Sagrado &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Um longo argumento do princípio ao fim&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Por questões práticas apresentarei o texto dividido em partes por meio de múltiplas postagens. O texto pode ser encontrado na integra em inglês no seguinte&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt; endereço:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="http://www.leaderu.com/ftissues/ft9604/girard.html"&gt;http://www.leaderu.com/ftissues/ft9604/girard.html&lt;/a&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 9" name="Generator"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 9" name="Originator"&gt;&lt;link style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="file:///C:/DOCUME%7E1/GUGA%7E1.GUS/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyTextIndent, li.MsoBodyTextIndent, div.MsoBodyTextIndent 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	text-indent:35.4pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:12;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por R&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:12;"&gt;ené Girard&lt;/span&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 9" name="Generator"&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 9" name="Originator"&gt;&lt;link style="FONT-FAMILY: trebuchet ms" href="file:///C:/DOCUME%7E1/GUGA%7E1.GUS/CONFIG%7E1/Temp/msoclip1/01/clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText, li.MsoBodyText, div.MsoBodyText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyTextIndent, li.MsoBodyTextIndent, div.MsoBodyTextIndent 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	text-indent:35.4pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKjX995zc3I/AAAAAAAAAGk/EztoTWRaQ_4/s1600-h/rene-girard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235672026407203698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKjX995zc3I/AAAAAAAAAGk/EztoTWRaQ_4/s200/rene-girard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Desde os primórdios do Cristianismo, semelhanças dos Evangelhos a certos mitos foram utilizadas como argumento contra a fé Cristã. Quando os apologetas pagãos a serviço do panteísmo oficial do Império Romano negaram que o mito da morte e ressurreição de Jesus diferia significantemente dos mitos de Dionísio, Osíris, Adonis, Attis etc., eles falharam em conter a crescente maré Cristã. Nos últimos duzentos anos, no entanto, como os antropólogos descobriram por todo o mundo mitos fundacionais que demonstravam similaridades à Paixão e Ressurreição de Cristo, a noção de Cristianismo enquanto mito parece ter se alastrado – mesmo entre os que se dizem cristãos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="FONT-FAMILY: trebuchet ms"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Começando por alguma violenta crise cósmica ou social, e culminando no sofrimento de uma misteriosa vítima (comumente pelas mãos de uma multidão furiosa), todos esses mitos encerram com o triunfal retorno do sofredor, assim revelado como uma divindade. O tipo de pesquisa antropológica corrente antes da II Guerra Mundial – na qual teóricos esforçavam-se em contabilizar as semelhanças entre mitos – é lembrado como um desiludido fracasso “metafísico” pela maioria dos antropólogos hodiernos. Esse fracasso não parece, no entanto, ter enfraquecido o espírito cético cientificista, mas sim ter enfraquecido, de alguma forma misteriosa, a plausibilidade dos clamores dogmáticos da religião que os antigos teóricos esperavam suplantar: se a ciência ela mesma não pode formular verdades a respeito da natureza humana, então a religião – sendo manifestamente inferior à ciência – deve ter ainda menos valor do que tínhamos suposto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Esse é o estado intelectual que o pensador cristão contemporâneo tem que enfrentar quando lê as Escrituras. A Cruz é incomparável até onde sua vítima é o Filho de Deus, mas em todos os outros aspectos é um evento humano. Uma análise daquele evento – explorando os aspectos antropológicos da Paixão, que não podemos negligenciar se temos por sério o dogma da Encarnação – não apenas revela a falsidade do ceticismo antropológico contemporâneo sobre a natureza humana. Como também descredita completamente a noção de que o Cristianismo é, em algum sentido, mitológico. Os mitos do mundo não revelam um modo de interpretar os Evangelhos, mas exatamente o inverso: os Evangelhos revelam a nós o modo de interpretar os mitos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Jesus, obviamente, compara sua própria história a outras quando diz que sua morte será como a dos profetas: “a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário” (Lucas 11, 50-51). O que devemos nos questionar é o que realmente quer dizer a palavra &lt;i&gt;como&lt;/i&gt; nesse caso? Na morte que de forma mais impressionante se assemelha à Paixão – o sofrimento do servo em Isáias, capítulos 52 e 53 – uma turba une-se contra uma única vítima, assim como uma turba similar une-se contra Jeremias, Jó, o narrador dos salmos penitencias, etc. No livro do Gênesis, José é expulso pela invejosa turba formada por irmãos seus. Todos esses episódios de violência possuem a mesma estrutura todos-contra-um.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Como João Batista é um profeta, podemos esperar que sua morte violenta no Novo Testamento seja similar, e de fato João morre porque os convidados de Herodes transformam-se numa massa enfurecida. Herodes propriamente está inclinado a poupar a vida de João, assim como Pilatos a de Jesus – mas líderes que não opõem-se violentamente contra multidões enraivecidas acabam por juntar-se a elas, e assim unem-se Herodes e Pilatos. Os povos antigos tipicamente viam a dança ritual como a mais &lt;i&gt;mimética &lt;/i&gt;das artes, solidificando os participantes de um sacrifício contra a vítima que brevemente será imolada. A hostil polarização contra João resulta da dança de Salomé – um resultado previsto e sabiamente arquitetado por Herodias com esse exato propósito.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;Não há equivalente à dança de Salomé na Paixão de Cristo, mas é claramente presente uma dimensão mimética ou imitativa. A multidão que se une contra Jesus é a mesma que entusiasmadamente o recepcionou em Jerusalém poucos dias antes. A reversão súbita é típica de multidões instáveis em todo canto: ao invés de um ódio arraigado pela vítima, isso sugere uma onda contagiosa de violência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Pedro espetacularmente ilustra esse contagio mimético. Quando cercado por pessoas hostis a Jesus, ele imita sua hostilidade. Ele obedece à mesma força mimética, por fim, como Pilatos e Herodes. Mesmo os ladrões crucificados com Jesus obedecem essa força e sentem-se compelidos a unir-se à multidão. E ainda, penso eu, os Evangelhos não buscam estigmatizar Pedro, ou os ladrões, ou a multidão como um todo, ou judeus como povo, mas revelar o enorme poder do contágio mimético – uma revelação válida para a cadeia inteira de assassinatos que se estendem retroativamente da Paixão até a “fundação do mundo”. Os Evangelhos possuem uma poderosa razão para suas constantes referências a esses assassinatos, e concerne a duas essenciais e ainda negligenciadas palavras, &lt;/span&gt;&lt;i style="FONT-FAMILY: times new roman"&gt;skandalon&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Satanás.&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-5928417153140794926?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/5928417153140794926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=5928417153140794926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/5928417153140794926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/5928417153140794926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/08/so-mticos-os-evangelhos-parte-i.html' title='São Míticos os Evangelhos? - Parte I'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SKjX995zc3I/AAAAAAAAAGk/EztoTWRaQ_4/s72-c/rene-girard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8103590766869320227</id><published>2008-06-11T14:13:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T16:07:59.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Da argila à imagem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SFAIZFhorwI/AAAAAAAAAGc/4FOM3eU7Cv8/s1600-h/mater-bonii-consilii1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SFAIZFhorwI/AAAAAAAAAGc/4FOM3eU7Cv8/s200/mater-bonii-consilii1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210673995940671234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Entronizada inicialmente no séc.XIX como padroeira da Facvldade de Direito do Recife por alunos e professores, N.Sra. do Bom Conselho, retorna hoje a seu lugar de direito, graças a disposição do Círculo Católico e a ação do Movimento Centenarista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Apresento agora um pequeno texto em comemoração ao fato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Da argila à imagem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic; text-align: right;" class="MsoBodyText"&gt;“Então Javé Deus, modelou o homem com a argila do solo, soprou-lhe nas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente”. (Gênesis 2, 7)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Da terra feita a vida do homem, não tardou pra que o mesmo, saído da argila, mergulhasse na lama de seus pecados. Assim como levanta poeira a terra batida, nebula o existir o torpor de nosso estado, a natureza decaída. Amamos a sujeira que cobre a Terra como porcos que não erguem olhos ao firmamento, que firme sempre há de durar, apesar da imundice que abaixo assola e nos envolve. Do pó viemos e ao pó não tardará nosso regresso, sempre a mais pisar no lamaçal, a nos sujar e nos sujar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Na pedra cresce o musgo e da chuva as videiras fazem firmes raízes, dando alimento ao homem. Da terra nasce o trigo, a papoula e a sequóia, na terra faz a toca o tatu e no galho o ninho o João-de-barro. Da terra fez-se a vida, que da terra hoje ainda mesmo se tira. Da terra tira o homem à arte. Seja barro, gesso ou pedra, ou quem sabe ainda árvore, ganha forma a beleza trabalhada, esculpida lasca a lasca. Um pensar feito em matéria. Ensinando-nos o Deus na Terra usamos o que de belo se fazia para louvar a Deus então. Fez-nos Ele a Sua imagem e semelhança, fazemos nós pedaço de contemplação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Os ignorantes às imagens querem soprar nas narinas e dar-lhes também vida; os humildes, ao contrário, da imagem aprendem, eles mesmos, a ter vida, e vivem então a dar frutos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Medianeira primeira, flor-de-lis esplendorosa, a mais bela já nascida desde a terra, é a mais bela ainda que apenas feita em pedra. Da sua imagem só zombam insensatos, homens ingratos, de fato, e perante seu olhar não há quem se diga sério sem se envergonhar de suas próprias manchas, e ver naquela pedra refletida a sapiência eterna, espelho de Justiça, um clarão de misericórdia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O Bom Conselho é em verdade maternal – maternos os olhos a vigiar – e filial é o adorar a Deus por meio dela, rainha bela deste lar. Que da terra, sempre ela, a máxima beleza alcançada seja polida, pra dar vida aos que mesmo na lama almejam ao sol. E como imagem que somos nós, saibamos também aprender pela imagem a ter vida. E ainda apenas simples imagens, peçamos então que rogue por nós a Santa Mãe do Bom Conselho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Mater Boni Consilii, ora pro nobis!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8103590766869320227?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8103590766869320227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8103590766869320227&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8103590766869320227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8103590766869320227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/06/da-argila-imagem.html' title='Da argila à imagem'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SFAIZFhorwI/AAAAAAAAAGc/4FOM3eU7Cv8/s72-c/mater-bonii-consilii1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-7016203866510272642</id><published>2008-05-24T18:11:00.003-03:00</published><updated>2009-01-31T16:00:28.332-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>VOZ DE BRONZE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SDiEtypdn3I/AAAAAAAAAGU/AwFbHj4Q1BY/s1600-h/bell-leaning-tower-pisa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SDiEtypdn3I/AAAAAAAAAGU/AwFbHj4Q1BY/s320/bell-leaning-tower-pisa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204055291651268466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rouca a voz da torre se esparge&lt;br /&gt;E torna viva e alegre a mesma voz&lt;br /&gt;Do frio rotundo corpo brônzeo forte lento&lt;br /&gt;Que dança no ar qual palmas de outono&lt;br /&gt;A dança das auroras e crepúsculos&lt;br /&gt;Da cor de outono evelhecido e voz de céus&lt;br /&gt;Suave como as nuvens em suas formas&lt;br /&gt;E viva como os ventos e alegre como os homens&lt;br /&gt;Do alto da garganta de pedra em cada torre&lt;br /&gt;Tocando pontiaguda o céu sublime&lt;br /&gt;Sonando do alto um a um após o outro&lt;br /&gt;Em prece alegre e muito viva voz sem fim&lt;br /&gt;A oração dos sinos aos centos de homens vivos&lt;br /&gt;E homens findos filhos da voz dos séculos, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Geraldo Vasconcelos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-7016203866510272642?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/7016203866510272642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=7016203866510272642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7016203866510272642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/7016203866510272642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/05/voz-de-bronze.html' title='VOZ DE BRONZE'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/SDiEtypdn3I/AAAAAAAAAGU/AwFbHj4Q1BY/s72-c/bell-leaning-tower-pisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4314418904925436686</id><published>2008-04-23T20:30:00.005-03:00</published><updated>2009-01-31T16:08:25.339-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>O passar do tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pode ser neológico o tiquetaquear do relógio, mas do tempo o passar foi desde o princípio assim, sem volta. E a cada acumular de segundos e somar de minutos segue o mundo o seu existir. O agravar do tempo, então, parece só nos restar patente com os vincos da testa e o pesar das dores nas juntas, mesmo que quando moços não tenhamos ouvido de alguém de face marcada e dobras doídas que “o tempo voa”. Quando movido na euforia da vida ainda pouca é não raro formar-se na cabeça de alguém a indistinção entre aproveitar a vida e vivê-la como espetáculo hedonista. E gastas as horas e gastos os dias, reclamam muitos do urgir do tempo, não percebendo estes que em verdade antes do tempo urge a Sabedoria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gasta-se o tempo com nada ou pouca coisa, achando ser isso tudo que há. Mas que pressa há em gastar?&lt;br /&gt;O tempo é só agora; uma sucessão de agoras. E sendo então agora, o tempo não passa, quem passa somos nós nesse mundo passageiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4314418904925436686?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4314418904925436686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4314418904925436686&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4314418904925436686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4314418904925436686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/04/o-passar-do-tempo.html' title='O passar do tempo'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1375884272559898133</id><published>2008-02-21T11:40:00.008-03:00</published><updated>2009-01-31T16:08:44.815-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Ladrões pobres morrem ao furtar</title><content type='html'>&lt;h6 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:12;" &gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;Por Maria José Miranda Pereira, Promotora de Justiça do Distrito Federal (Correio Braziliense)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;  &lt;h6 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:12;" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;O título acima é propositadamente cômico. Imagine que abaixo dele houvesse um artigo desse conceituado jornal lamentando que a morte atinja sobretudo os ladrões menos abastados, vez que os de sofisticadas quadrilhas, a exemplo dos navalheiros, mensaleiros, sempre conseguem escapar da condenação criminal. Com a liberdade que a Justiça tão agilmente lhes concede, podem usufruir a fortuna surrupiada e destruir provas do crime. Imagine ainda que houvesse estatísticas de quantos ladrões pobres morrem por roubar em “condições inseguras”. E, chegando ao cúmulo, imagine que o articulista propusesse a legalização do furto como solução para promover a isonomia entre ricos e pobres, e para acabar com a injusta morte dos larápios menos favorecidos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Seria total absurdo. Mas não é menos absurdo do que artigos e reportagens que temos lido nessa feroz campanha para legalização do aborto. Um deles com o título “Mulheres pobres morrem ao abortar”, em vez de propor que as mulheres, ricas ou pobres, deixem de abortar para deixar de morrer (como seria normal propor aos ladrões que deixassem de furtar para evitar risco de morte), propõe que as mulheres tenham o direito de exterminar seus filhos “em condições seguras”. E lamenta que a morte atinja sobretudo as gestantes pobres, uma vez que as ricas podem cometer esse crime em “clínicas particulares”, que oferecem “melhor atendimento”. Em nenhum momento o articulista se refere à vítima do aborto, o bebê, que é sempre morto, não só quando o aborto é praticado em “clínicas clandestinas” e com “métodos caseiros”, mas também quando é feito em sofisticados ambientes dotados de potentes máquinas de aspiração e de afiadas curetas para esquartejamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O texto refere-se a dados publicados pela maior rede privada de abortos do mundo, a IPPF, conhecida pelo cognome “A multinacional da morte”, com filiais em 180 países (no Brasil, com o nome de Bemfam). A nefanda organização, segundo o artigo, publicou relatório intitulado “Morte e negação: abortamento inseguro e pobreza”. Além de todas as falácias denunciadas, o documento prima por fraudar dados e manipular informações, como é praxe no meio abortista. Baseando-se em uma bola de cristal, “estima-se” que, no Brasil, sejam realizados 1,4 milhão de abortos e “calcula-se” que 31% das gravidezes terminam em abortamento. Esses dados, baseados na mais científica chutometria, podem ser mudados de acordo com a conveniência do panfletador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em 1990, um jornal do Rio de Janeiro dizia que, segundo a ONU, o Brasil era recordista mundial de abortos, com uma taxa anual de 3 milhões. Afinal, são 3 milhões ou 1,4 milhão? Ou seriam 100 mil? Talvez 10 mil? A dra. Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança, assustada com a quantidade de abortos que se diziam praticar no Brasil “segundo pesquisas da ONU”, foi consultar a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, repartição regional da OMS) e recebeu a seguinte resposta em 1993: “Lamentavelmente, não é a primeira vez que, levianamente, se toma o nome da Organização Mundial de Saúde e/ou da Organização Pan-Americana de Saúde para dar informações que não emanam dessas instituições”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quanto às mortes maternas, faltou ao documento honestidade para dizer que seu número permanece estável ao longo dos anos em nosso país: 1.577 mortes em 2001, 1.655 em 2002, 1.584 em 2003 e 1.641 em 2004. Desse número, a quantidade de mortes maternas em gravidez que terminou em aborto nunca passou de 200. Seu ponto máximo foi 163 mortes, em 1997. Em 2001, 148 mortes; em 2002, 115 mortes; em 2003, 152; em 2004, 156. Detalhe importante: essa cifra engloba não só a morte materna devida a abortos provocados, mas também gravidez ectópica, mola hidatiforme, outros produtos anormais da concepção, aborto espontâneo, aborto não especificado, outros tipos de aborto e falhas na tentativa de aborto. Com uma gama tão abrangente, a cifra não chega a duas centenas, para tristeza dos abortistas (dados disponíveis na página do Departamento de Informação e Informática do SUS — Datasus).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;No entanto, é possível também reduzir a zero esse baixo índice de mortes maternas por aborto. O caminho é exatamente o contrário ao proposto pela “multinacional da morte”: combater a lucrativa indústria do aborto, punir os aborteiros, fazer campanha de valorização da maternidade e da vida intra-uterina, dar assistência material e moral às gestantes em desespero e aos seus filhos nascituros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;É lamentável que governo e IPPF estejam unidos e usando os meios de comunicação social com argumentos falaciosos e falsas estatísticas para impor à população brasileira a aceitação do mais covarde de todos os assassinatos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1375884272559898133?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1375884272559898133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1375884272559898133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1375884272559898133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1375884272559898133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/02/ladres-pobres-morrem-ao-furtar.html' title='Ladrões pobres morrem ao furtar'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-6178566237497461861</id><published>2008-01-23T21:02:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T16:09:00.962-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>St.Agostinho de Hipona</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R5fV6ElqTSI/AAAAAAAAAGA/ZkJ1jB77wnU/s1600-h/santoagostinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158827091817024802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R5fV6ElqTSI/AAAAAAAAAGA/ZkJ1jB77wnU/s320/santoagostinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Júpiter derrotado deu vazão aos godos e os pagãos amargurados culpavam àqueles que por Roma entendiam o Primado. Era o fim do império que em vãs lucubrações haveria de durar eternamente. Filho de Mônica e Patrício nasceria aquele que por virtude e sabedoria triunfaria em meio a Patrística. Nascia como todos, com nefasta mancha. Se do vizinho roubava pêra era para saciar a ânsia de pelo mal, bem viver, e não bastando a natureza decaída fez da queda uma “amiga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na queda que desceu ao abismo. Da fruta quis o doce, e do doce o que restou? Gosto amargo do torpor. Pequeno verme que se fez a mastigar as entranhas da terra. Estranhas carnes que provou, pareciam exalar suave fragrância, um adorável odor. Mas apenas pareciam, pois no fundo escondiam terrível armadilha: havia sem saber provado da morte, pensando bem viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de verme se fez homem. Tendo seguido exemplo de sua mãe Mônica, sua Mãe maior o resgatou. De Numídia a Cartago, de Cartago a Milão, em nenhum outro lugar, porém, fez-se tão bom como em Hipona. A Deus e ao mundo fez ouvir os horrores do tempo de verme e sobre a vida de homem tampouco se calou, revelando as belezas que encontrara. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Já havia visto no mal uma verdade e vendo após o bem que não percebia, humilhou-se e em verdade agora via. À Verdade obedecia, submisso que ficava, quando de jovem anjo escutava: “Mais fácil colocar todas águas em tão pequeno buraco, que tua mente conhecer os segredos do infinito”. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Dos bons frutos que Platão semeou colheu todos, limpando a sujeira que guardavam quando por terra caíram, após ver também Ambrósio com os bons frutos que colhera. “O homem não tem razão para filosofar, exceto para atingir a felicidade” assim dizia, e de outra forma não foi, pois feliz ele estava quando a cidade dos homens deixou para adentrar a cidade que a Deus pertencia.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Por&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-6178566237497461861?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/6178566237497461861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=6178566237497461861&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6178566237497461861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/6178566237497461861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/01/agostinho-de-hipona.html' title='St.Agostinho de Hipona'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R5fV6ElqTSI/AAAAAAAAAGA/ZkJ1jB77wnU/s72-c/santoagostinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3038773331269783305</id><published>2008-01-18T11:59:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:09:18.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>Da Perfeição</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Digo sempre tentar ser, falo dos que não são, esquecendo não ser eu também, e no meu erro tento, por vezes, pensar ser. Eis minha relação com a perfeição, imperfeita como d’outra forma não caberia, pois imperfeito sou mesmo sem querer, e mesmo não querendo, para minha desgraça, sigo amando a imperfeição. Ignomínia singular de ser humano; é dos tempos mais remotos nossa mais triste tradição.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Perfeito do latim, por completo feito, é quase bem completo em nos mostrar o entendimento, pois que se buscamos algo estamos longe de estarmos inteiros. Se sendo somos todos feitos, o que mais nos falta seria sermos por inteiro, e, assim sendo, do que é completo queremos nos fazer de espelhos. Já que somos imperfeitos, ainda que espelhos, somos incompletos, e o que é inteiro mostramos refletido apenas parte. Sabendo, no entanto, que a Perfeição é maior que o perfeito, mesmo se fossemos inteiros, do que é de fato completo não mostraríamos sequer meio. Ah, mas se fossemos completos, a parte que nos é todo seria por certo pedaço do infinito e nosso mais rico tesouro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Disse desde a Grécia o Estagirita: “Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado, é um hábito”. Logo, sendo sempre aos poucos, faz-se o alívio do sufoco de não ver-me no fim sendo perfeito. E com a luta de cada dia me proponho a vencer meus vazios dizeres, dou graças a quem é Mais que Perfeito, e me contento em ser simples espelho. Perfeitíssimo, sede meu alento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyText"&gt;Por&lt;br /&gt;Gustavo V. de Andrade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3038773331269783305?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3038773331269783305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3038773331269783305&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3038773331269783305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3038773331269783305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/01/da-perfeio.html' title='Da Perfeição'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-178341633525617561</id><published>2008-01-11T11:45:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T16:00:55.457-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>PERFUME DO ORVALHO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R4eCDrRXCJI/AAAAAAAAAF4/2MhcRPdIkaY/s1600-h/orvalho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R4eCDrRXCJI/AAAAAAAAAF4/2MhcRPdIkaY/s200/orvalho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154231298215577746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o tempo é consumido pelo tempo&lt;br /&gt;como as distâncias submissas ao espaço&lt;br /&gt;os caminhos consumidos pelo andar&lt;br /&gt;as sandálias testemunham caminhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As noites, as estrelas e as trilhas&lt;br /&gt;todas ao mesmo tempo submissas&lt;br /&gt;às sandálias perfumadas de orvalho&lt;br /&gt;testemunhas derradeiras do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       Andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Verbo andando andou além do tempo&lt;br /&gt;as distâncias submissas às sandálias&lt;br /&gt;testemunhas derradeiras do perfume&lt;br /&gt;do orvalho consumido no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a distância das noites foi de um raio&lt;br /&gt;quando a estrela foi a trilha no espaço&lt;br /&gt;da distância entre o perfume e o orvalho&lt;br /&gt;quando o tempo consumia o próprio tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sandálias submissas consumidas&lt;br /&gt;e a distância derradeira consumada&lt;br /&gt;à luz da estrela trilha e submissa&lt;br /&gt;ao Verbo de orvalho e perfume conjugados&lt;br /&gt;quando o tempo não foi mais que testemunha&lt;br /&gt;quando o espaço não foi mais que sua distância&lt;br /&gt;o tempo foi a distância entre as noites&lt;br /&gt;testemunhas do perfume do orvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por&lt;br /&gt;Geraldo Vasconcelos&lt;br /&gt;Recife-PE, 12.XII.06&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-178341633525617561?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/178341633525617561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=178341633525617561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/178341633525617561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/178341633525617561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/01/perfume-do-orvalho.html' title='PERFUME DO ORVALHO'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R4eCDrRXCJI/AAAAAAAAAF4/2MhcRPdIkaY/s72-c/orvalho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-2939712347576643806</id><published>2008-01-10T20:32:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:09:36.638-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>A saudade e a dor da morte e da partida</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;    Para os que sabem sofrer por amor a Deus a saudade que nos ofertam os que não perto estão é grande presente e a serenidade dos que a sentem é gratidão. A perda é sempre um tanto morte; é costume dizer que os que nos cercam “fazem parte de nossas vidas”, da vida, seja toda ou seja parte, perder é sempre morte, e então que se um amado&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;parte morremos um pouco nós. A dor da perda é egoísta e por isso muito humana. Não choramos na verdade pelo outro, mas pelo outro não estar conosco. As lágrimas nos pesam e vencem nossas consciências, nosso raso entendimento dos desígnios divinos. Queremos o outro que faz parte de nossa vida, queremos o outro que é nossa parte. Melhor seria compreendermos os caminhos que seguimos em sua completude e não precisarmos sofrer (alto estado seria esse de perfeição), mas o natural é que sejamos fracos, a saudade, então, que nos aperta o coração, essa nossa pequena morte, soframos pela Vida, por Nosso Redentor.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa mensagem dedico a meus tios e meu avô.&lt;br /&gt;Réquiem aetérnam dona eis, Dómine: et lux perpétua lúceat eis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;Gustavo V. de Andrade &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-2939712347576643806?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/2939712347576643806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=2939712347576643806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2939712347576643806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2939712347576643806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2008/01/saudade-e-dor-da-morte-e-da-partida.html' title='A saudade e a dor da morte e da partida'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4234656475551945484</id><published>2007-12-30T18:44:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:03:42.003-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>Um Rostropovich de presente (Feliz Natal)</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Como não poderia deixar de fazer, trago um pequeno presente aos escassos leitores e visitantes desse blog em vista do Natal, já em atraso, e do novo ano que se inicia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A beleza é boa. É evidente. Portanto não é necessário dar justificativa a essa sentença. Mas o que é bom, enquanto característica de adjetivação é porque reflete o Bem, que é sujeito. O Bem cujo nascimento entre os homens é celebrado todo 25 de dezembro, todo santo ano. Logo, apreciarmos o que é belo e bom é sempre razão para nos maravilharmos, nos conscientizando do Bem refletido.&lt;br /&gt;Enfim, o que vos trago é uma apresentação de Mstislav Rostropovich, que refletia bondade por meio de sua bela música. Falecido nesse superado ano de 2007 aparece no vídeo executando o Prelúdio da Suíte No. 1 para Violoncelo de Bach.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d86c1623fd98ef27" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v24.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd86c1623fd98ef27%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329945807%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D75A5B27F21BE2AD22B6E634D002E0BEB1B621F20.64D82CD4A7C6AE14B4A7BB36732D6C7F50A64C92%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd86c1623fd98ef27%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DA4lRZuJQ_5tN5l8N-eggJo_II3E&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v24.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd86c1623fd98ef27%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329945807%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D75A5B27F21BE2AD22B6E634D002E0BEB1B621F20.64D82CD4A7C6AE14B4A7BB36732D6C7F50A64C92%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd86c1623fd98ef27%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DA4lRZuJQ_5tN5l8N-eggJo_II3E&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por&lt;br /&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4234656475551945484?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=d86c1623fd98ef27&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4234656475551945484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4234656475551945484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4234656475551945484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4234656475551945484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/12/um-rostropovich-de-presente-feliz-natal.html' title='Um Rostropovich de presente (Feliz Natal)'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1219049555084161302</id><published>2007-12-30T16:31:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:09:54.057-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>É triste, mas é verdade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R3f07rRXCFI/AAAAAAAAAFY/u3B0Uu3V-mA/s1600-h/jack+nicholson.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R3f07rRXCFI/AAAAAAAAAFY/u3B0Uu3V-mA/s200/jack+nicholson.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149854004986447954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A mediocridade da unanimidade é geral. As pessoas na falta do que pensar, ou talvez na simples falta de personalidade, repetem àqueles que parecem pensar, ou ter personalidade. E assim se manifesta o hodierno pensamento politicamente-correto, boca a boca, mente a mente, claro, sempre unânimes em apontar dedos simplesmente porque alguém no começo da fila desse enorme telefone sem-fio público disse para ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Está se levantando uma ditadura intelectual não declarada, aos olhos de todos. Para ser moralista é preciso ser falso, para ser contra o aborto é preciso ser obscurantista, não votar em um determinado candidato é impedir a “democracia”, afinal de contas se ele quer trabalhar, deixa o homem trabalhar, oras! O incrível é ver que as pessoas mais simples e humildes são as que parecem mais imunes a tal epidemia, mas não estão a salvos, pois esse tipo de peste é de se alastrar rápido. Essa doença é acadêmica. É de magistrados, bacharéis e doutores. É de jornalistas, não de jornaleiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Uma das verdades declaradas desses enfermos, e provavelmente a mais esdrúxula, é de que não existe verdade. Valha-me Santo Deus! Tudo é então mentira? O que fiz em minha vida até hoje sem saber disso? É verdade então que existe mentira? E como se faz pra saber que algo é mentira? É... De fato a vida é bem mais fácil sem a verdade, sendo assim é verdade o que eu quero, toda mentira é verdade. Mas me ensinaram que a verdade não existe e como fica a mentira verdadeira?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Cada um constrói sua verdade. Que bonito isso! E eu que pensava mal das pessoas que se acham donas da verdade. Quem diria, o comunismo chegou até na metafísica. Verdade pra todo mundo! Viva!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  E eu que aprendi que o céu era azul... Só pode ser opressão das elites! Mas se é mentira que o céu é azul é verdade que o céu não é azul? Isso é meio confuso, mas se me ensinaram assim é porque deve ser verdade, né? Ou será que é mentira?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Há quem até date a verdade, pessoas letradas, claro. A verdade é uma construção da história, o que se achava verdade, hoje não mais se acha. E eu pensava que se algo não era verdade é porque era mentira. Era tudo verdade, só que ficou fora de moda, a verdade agora é outra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  Será que é mentira que eu existo? Que loucura! Se eu não existo estou gastando meu tempo à toa escrevendo esse texto, que ninguém vai ler, nesse blog que não sei nem ao certo se é verdade que existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por&lt;br /&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1219049555084161302?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1219049555084161302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1219049555084161302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1219049555084161302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1219049555084161302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/12/triste-mas-verdade.html' title='É triste, mas é verdade.'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R3f07rRXCFI/AAAAAAAAAFY/u3B0Uu3V-mA/s72-c/jack+nicholson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-559111829257179698</id><published>2007-12-16T18:49:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:01:25.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Confiteor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Behold me at Thy feet again, O Lord!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Humbly to kneel, -- how can I dare to pray,&lt;br /&gt;Or thank Thee for this grace Thou dost accord?&lt;br /&gt;I can but wonder that Thou dost not slay.&lt;br /&gt;My weight of infamy doth press me down,&lt;br /&gt;The load of guilt that I can bear no more;&lt;br /&gt;Prostrate in bitter shame before Thy frown,&lt;br /&gt;I can but murmur low:  Confiteor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Black is the record of the rebel soul&lt;br /&gt;That openly contemns Thy law divine,&lt;br /&gt;Proclaiming earthly joy its only goal&lt;br /&gt;Throughout this life.  But blacker still is mine;&lt;br /&gt;For unto me the Tree of Life was shown,&lt;br /&gt;And I have lived amid the fruits it bore;&lt;br /&gt;The Treasure of Thy temple I have known&lt;br /&gt;Thankless, indifferent, -- Confiteor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In deepest shame bowed down before Thy Face,&lt;br /&gt;The wretch to whom Thy mercy still allows&lt;br /&gt;The gift of life and many a greater grace,&lt;br /&gt;Recalls the treachery, the broken vows.&lt;br /&gt;My presence doth Thy temple but defile,--&lt;br /&gt;How shall the traitor knock upon Thy door?&lt;br /&gt;Basely, unworthy, vilest of the vile;&lt;br /&gt;Confiteor, O Lord, -- Confiteor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        B. O'B. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Source:  The Ave Maria, August 26, 1905.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-559111829257179698?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/559111829257179698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=559111829257179698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/559111829257179698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/559111829257179698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/12/confiteor.html' title='Confiteor'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-1518461790380750811</id><published>2007-12-10T17:05:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:10:12.126-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>A força de vontade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por&lt;br /&gt;Jaime Balmes&lt;br /&gt;(Excerto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Critério&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A FORÇA DA VONTADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre há no homem uma grande soma de forças que ele deixa inativas. O conhecer-se acertadamente é um maravilhoso segredo para fazer muitas e grandes coisas. Ficamos impressionados diante de certos trabalhos realizados pela necessidade. Em situações de necessidade, o homem transforma-se e muda, por assim dizer, de natureza. A inteligência se engrandece, adquire uma penetração, uma lucidez e uma precisão maravilhosas; o coração se dilata, nada assombra a sua audácia; até o corpo adquire mais vigor. E por quê? Criaram-se por ventura novas faculdades no homem? Não, mas as faculdades que dormiam foram despertadas. Onde tudo era repouso, tudo se tornou movimento, tudo convergiu para um fim determinado. Aguilhoada pelo perigo, a vontade se desenvolve em sua irresistível potência; ordena imperiosamente a todas as faculdades que concorram para a ação comum; presta-lhe sua energia e sua decisão. Espanta-se o homem ao sentir-se inteiramente mudado; o que apenas ousaria imaginar, o impossível de ontem, torna-se o fato realizado do presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que praticamos nas circunstâncias extremas e sob o império da necessidade nos deixa ver o que podemos no curso ordinário da vida. Para obter, é mister &lt;i&gt;querer&lt;/i&gt;; mas querer com vontade decidida, resoluta, inconcussa; com vontade que caminha para o fim sem desanimar com os obstáculos ou fadigas. Mas às vezes parece-nos ter vontade, quando só temos veleidades. Quereríamos, mas não queremos. Quereríamos, se não fora preciso romper com nossa preguiça, afrontar certos perigos, vencer certas dificuldades. Escasseando de energia a nossa vontade, molemente desenvolveremos nossas faculdades e cairemos desfalecidos a meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FIRMEZA DA VONTADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer com firmeza! Esta firmeza assegura o sucesso nas empresas difíceis; por meio dela nos dominamos a nós mesmos, condição indispensável para dominar as coisas. Há dois homens em cada homem: um, inteligente, ativo, elevado, nobre em seus pensamentos e em seus desejos, submetido às leis da razão, cheio de ousadia e generosidade; outro inteligente, sem arrojo, sem expediente, não se atrevendo a levantar nem a cabeça nem o coração acima do pó da terra, envolvido inteiramente nos instintos e nos interesses materiais. O último é um ser de sensações e de gozos; nem lembrança de ontem, nem previsão de amanhã; para ele, a hora presente, o gozo presente é que constituem a felicidade; tudo o mais é nada. Em contrapartida, o primeiro instrui-se com as lições do passado, sabe ler no futuro, há para ele outros interesses que os de momento; não circunscreve em tão estreito círculo o que se chama a vida, a aspiração da alma imortal. Sabe que o homem é uma criatura formada à imagem de Deus; levanta o pensamento e o coração para o céu; conhece a sua dignidade; compenetra-se da nobreza da sua origem e de seus destinos, paira acima da região dos sentidos. Que direi ainda? Ao gozo prefere o dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum progresso sólido e permanente é possível se não favorecemos a parte nobre da alma, sujeitando-lhe o homem inferior. O que se domina a si mesmo, facilmente domina as circunstâncias. Uma vontade firme e perseverante, além de outras qualidades, liga ou subjuga as vontades mais fracas, e lhes impõe naturalmente e sem esforço a sua superioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obstinação é um defeito gravíssimo, pois que fecha nossos ouvidos aos conselhos; porque, a despeito de toda a consideração de prudência ou de justiça, nos encadeia a nossos sentimentos, pensamentos e resoluções: planta vivaz cuja raiz é o orgulho. Entretanto, os perigos da obstinação são talvez menores que os da inconstância: se a obstinação nos cega concentrando nossas faculdades em um só ponto, às vezes em um erro, a inconstância enfraquece estas faculdades, ora deixando-as ociosas, ora aplicando-as, com mobilidade sem repouso, a mil diversos objetos. A inconstância torna-nos incapazes de terminar qualquer empresa; colhe o fruto antes da maturidade, recua diante dos mais insignificantes obstáculos: uma leve fadiga, um leve perigo a amedronta; deixa-nos à mercê de todas as paixões, de todo o sucesso, de todo o homem que possa ter interesse em nos dominar; finalmente fecha os ouvidos aos conselhos da justiça, da razão e do dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quereis adquirir vontade perseverante e firme e premunir-vos contra a inconstância? Formai convicções firmes, traçai-vos um sistema de vida, e nada confieis ao acaso do que lho puderdes subtrair. Os sucessos, as circunstâncias, a vossa previdência de curto alcance não raro vos obrigarão a modificar os planos que houverdes concebido; não importa: não deve esse ser motivo para de novo os não formar; isto não vos autoriza a vos entregardes cegamente ao curso das coisas e a caminhar à ventura. Pois não nos foi dada a razão como guia e apoio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traçar de antemão uma linha de atuação e só agir depois de maduras reflexões, é proceder com notável superioridade sobre os que se conduzem ao acaso. O homem que se guiar por estes princípios, ouso afirmá-lo, levará incontestável vantagem sobre os que se portem de outro modo. Se estes são seus auxiliares, naturalmente os porá debaixo de suas ordens, e se verá constituído seu chefe sem que eles o pensem nem ele próprio o pretenda; se são seus adversários ou inimigos, os desbaratará, ainda que com menos recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciência reta e tranqüila, vontade firme, plano bem concebido, eis os meios para levar a bom termo as empresas difíceis. Isto pede-nos alguns sacrifícios, concordo; supõe trabalho interior, enérgico e perseverante, pois que é mister começar por se vencer a si próprio; mas, assim na ordem intelectual e moral, como na física, nas coisas do tempo, como nas da eternidade, só merece e obtém a coroa o que sabe na luta afrontar as fadigas e os perigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.quadrante.com.br"&gt;www.quadrante.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-1518461790380750811?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/1518461790380750811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=1518461790380750811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1518461790380750811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/1518461790380750811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/12/fora-de-vontade.html' title='A força de vontade'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-2517452420630865555</id><published>2007-12-07T08:12:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:10:31.571-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>A desocupação do ocupar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;“Todo poder necessita de um inimigo e de uma ameaça, pois sua mais segura justificação é a proteção &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;que ele oferece contra tal perigo”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1kriwiY7wI/AAAAAAAAAFI/YIwdVSD3QRY/s1600-h/abaixo+a+ditadura.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1kriwiY7wI/AAAAAAAAAFI/YIwdVSD3QRY/s320/abaixo+a+ditadura.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141188325764820738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;A citação pela qual come&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;ço o &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;texto foi proferida pelo historiador francês Jerôme Baschet, em entrevista no ano passado (2006) ao Instituto Humanitas Unisinos. O extrato é em verdade uma análise do posicionamento dos EE.UU. perante os islamitas, tratando da necessidade que surgiu à nação americana de direcionar suas atenções a um novo “bode-expiatório”&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; após o fim da Guerra Fria, e da aniquilação de sua antagonista, a URSS. Acredito, no entanto, que é um diagnóstico de uso universal e que pode aplicar-se mesmo ao canhestro &lt;i&gt;mo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;i&gt;dus op&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;i&gt;erandi&lt;/i&gt; dos grupos políticos universitários da atualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;Sem sombra de dúvidas uma das maiores causas da atual situação do panorama político brasileiro, como um todo, foi a existência e extinção da ditadura militar. Lula deve sua presidência à ditadura. A suposta identidade direitista dos militares parece ter vacinado o Brasil, ou pelo menos a classe “pensante” do Brasil, contra todas as posições políticas que de alguma forma se alinhem ou se aproximem ao pensamento de direita, seja uma defesa da moral ou da economia liberal. Enquanto figura política, Lula nasceu nos movimentos sindicalistas que ousavam levantar suas vozes contra a ditadura, seu discurso era inegavelmente mais inflamado do que hoje, nunca deixando de ser, no entanto, um esquerdista, conseguiu ascender ao poder. Ele não caiu nas graças do povo por pregar o socialismo, o povo brasileiro é ainda não muito amigado desse tipo de discurso. Os que nele votaram foi por identificação com sua imagem e não com suas idéias, apesar de que as idéias dele serviram para comprar a simpatia dos “pensantes” e dos ditos formadores de opinião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;Assim como Dom Quixote via nos moinhos, gigantes, Lula diz ver na farinha de seu mesmo saco, a elite predadora. Assim como nosso presidente precisou que o Brasil fosse vacinado contra o “direitismo”, os movimentos estudantis parecem apenas existir com auxílio dessa mesmíssima premissa. Em defesa da democracia invadem prédios públicos, como se 1964 estivesse novamente começando. Nas suas ações ecoa o grito de “Abaixo a ditadura!”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;Ter permanecido durante tanto tempo como centro de tantas articulações políticas, fez o meio acadêmico cansar-se dessa lengalenga. Não percebem os jovens em suas camisas de Che Guevara o ridículo que há muito se tornou essa sua inclinação revolucionária? Dizem lutar contra a opressão e as posturas antidemocráticas, no entanto, oprimido sinto-me eu representado por esses grupos que em nada me relaciono.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;Os grupos estudantis vivem por conta dos fantasmas ditatoriais, enxotam os fantasmas para cima dos que deles discordam, aqueles que por eles são “insultados” de reacionários e conservadores, e mesmo fascistas. São eles, entretanto, que parecem esforçar-se em manter vivos esses fantasmas. Há nessa lógica um pequeno problema, todos os que restam do lado de fora desses movimentos parecem não possuir a mesma “perspicácia”, que os nobres politizados e esclarecidos dos D.A.s da vida, em enxergar esses fantasmas. Essas alucinações frutos de algum tipo de iniciação, em verdade, fazem parte deles mesmos, são eles os infestos, os possuídos pelos fantasmas ditatoriais. “Abaixo a ditadura!”, faz-se necessário que eles mesmos escutem seus gritos, pela voz de outros, dos “alienados”. Abaixo a ditadura!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;Possuídos então, pelos assombros da ditadura, alguns jovens estudantes parecem ter visto na contestação ao REUNI a necessidade de ocupar a reitoria da Universidade Federal de Pernambuco. Com direito até a slogan de campanha: “Ocupe a reitoria dentro de você!”. Singelo, não é mesmo? Entre uma discussão de assembléia e outra, encontravam tempo ainda para oficinas de tapioca e artesanato, assistir filmes do Godard, feijoadas e a apoteótica festa da ocupação. Isso claro sempre visando combater o autoritarismo do reitor, que tardou, receoso que ficou, em dar aos estudantes o que eles esperavam: o uso da força na desocupação. Parece haver um desejo inato de sofrimento aos marxistas, de algo que possa ser identificado como opressão. É certo que o Paraíso para eles deve cumprir-se aqui na Terra, mas precisam desse pequeno martírio para se justificar. Estudantes que são da, ainda considerada, melhor universidade pernambucana, ocupando gratuitamente um espaço público, onde realizam abertamente festas, anunciadas em seu blog, precisam ser vitimizados para se identificarem com seu próprio discurso, para fazerem jus ao que pregam. Precisam dizer que são excluídos, nem que seja da reitoria, mas precisam ser excluídos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;E assim permanece a mobilização estudantil, relegada à inércia histórica, presa nos grilhões do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; tupiniquim. Faço meu o clamor de muitos: menos política e mais estudo! Não desejo fazer aqui apologia ao REUNI, de forma alguma, reconheço as falhas lógicas da perpetração desse projeto, mas as respostas dadas parecem por demais desproporcionadas às causas. Pelos clamores democráticos do grupo representativo dos estudantes, foram interrompidas muitas das práticas necessárias ao bom funcionamento da Universidade, até mesmo bolsistas viram-se sem seu auxílio de custo mensal. Talvez enquanto ingeriam a feijoada os ocupantes, e se atormentavam os bolsistas, tudo o que desejavam os arquitetos dessa mobilização toda fosse realmente a melhoria dos cursos, disso não duvido, mas o princípio de que os fins, de alguma forma, justificam os meios foi antes deles utilizado por ditadores sanguinários. É... os estudantes fazem a Universidade, enquanto Hitler faz escola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;A principal bandeira levantada desse “auê” todo foi uma suposta falta de consulta em relação ao corpo discente na implementação do REUNI. É triste, entretanto, constatar que o próprio corpo discente, dotado de algum consentimento messiânico, usa do querer de alguns para fazer valer seus ideais em nome de todos. A política é um assunto extremamente instigante, a maneira infantil como é tratada, porém, nos meios acadêmicos, torna-a insuportável. Se o movimento estudantil se esforçasse em buscar novos meios de articulação garanto que a perspectiva de uma juventude sadiamente politizada seria outra, e nos livraríamos desse marasmo ditatorial que nos empurra a um sentimento apolítico. Por isso se não ocorre mudança interna no modo de agir dos movimentos estudantis, se a política é vista nessa única perspectiva, não temo em dizer que não a desejo. Diante dela posso apenas dizer: Menos política e mais estudo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;P.S: Democraticamente disponibilizo aqui o endereço eletrônico do blog da ocupação, para que não venham a contestar nenhum tipo de direito de resposta:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://ocupaufpe.blogspot.com/"&gt;http://ocupaufpe.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-2517452420630865555?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/2517452420630865555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=2517452420630865555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2517452420630865555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2517452420630865555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/12/desocupao-do-ocupar.html' title='A desocupação do ocupar'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1kriwiY7wI/AAAAAAAAAFI/YIwdVSD3QRY/s72-c/abaixo+a+ditadura.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-511726147476510555</id><published>2007-12-03T07:22:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T16:02:00.615-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>O Romance da Pastora Linda</title><content type='html'>Por&lt;br /&gt;António Feijó&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1PamgiY7tI/AAAAAAAAAEw/90Fumigoz1I/s1600-R/pomba.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1PchAiY7uI/AAAAAAAAAE4/OuAKOKQXsr8/s1600-R/pomba.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1PchAiY7uI/AAAAAAAAAE4/MQzSHifV5-s/s200/pomba.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139694059397902050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linda Pastora, guardando o seu gado,&lt;br /&gt;Andava esquecida num alto montado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="poem"&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;E o Rei, que voltava, sombrio, da caça,&lt;br /&gt;Com seus falcoeiros e galgos de raça,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detem-se, pensando, de subito, ao vê-la,&lt;br /&gt;Em ermo tão alto, que fôsse uma estrella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— «Oh linda Pastora dos olhos castanhos,&lt;br /&gt;Que passas a vida guardando rebanhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua belleza deslumbra os meus olhos,&lt;br /&gt;Como uma tulípa no meio de abrolhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus labios parecem cerejas vermelhas,&lt;br /&gt;E a pelle é mais fina que a lã das ovelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o oiro das tranças, tuas faces tão puras&lt;br /&gt;São duas papoilas em searas maduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrella ou Pastora, se queres ser minha,&lt;br /&gt;Terás as riquezas que tem a Rainha!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— «A flôr dos vallados é sempre modesta&lt;br /&gt;E a humilde zagalla presume de honesta.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— «Terás equipagens, palacios, castellos,&lt;br /&gt;E joias a arderem nos fulvos cabellos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um throno de esmaltes em oiros massiços,&lt;br /&gt;Lacaios, escravos, fidalgos submissos!...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— «Ás vossas riquezas, perdidas nos montes,&lt;br /&gt;Prefiro mirar-me no espelho das fontes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As joias, que valem, se eu guardo o meu gado,&lt;br /&gt;Com rubras papoilas a arder no toucado?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada me servem fidalgos, escravos,&lt;br /&gt;Pois tenho as abelhas e o mel dos meus favos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui vosso rumo, que a tarde caminha;&lt;br /&gt;Guardae as riquezas que são da Rainha».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— «Não rias, vaidosa, das minhas promessas,&lt;br /&gt;Que a forca tem visto mais lindas cabeças...»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— «Talvez que mais lindas já visse pender,&lt;br /&gt;Mas nunca tão firme nenhuma ha-de ver,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a Virgem Santissima, a Virgem clemente,&lt;br /&gt;Ampara, sorrindo, quem morre innocente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anjos, descendo do ceu a voar,&lt;br /&gt;Á forca viriam minh'alma buscar!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a linda Pastora, que a ser ultrajada&lt;br /&gt;A morte prefere,--vae ser enforcada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levaram-na, á força, das suas ovelhas,&lt;br /&gt;Pendendo-lhe ás tranças papoilas vermelhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com gritos de escarneo, no meio da turba...&lt;br /&gt;Mas nada os seus olhos serenos perturba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda inundada na luz que irradia,&lt;br /&gt;Sorrindo, os estrados da forca subia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, n'um relance, do azul transparente,&lt;br /&gt;Surgindo mais alvas que a lua nascente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas pombas que descem e voam a par,&lt;br /&gt;Nos braços da forca vieram poisar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a linda Pastora dos olhos castanhos,&lt;br /&gt;Tão longe da serra, cercada de estranhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter um gemido, sem ter um lamento,&lt;br /&gt;Expira na forca... Mas n'esse momento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No grande silencio que a morte causara,&lt;br /&gt;Aos olhos de todos que attonitos viram&lt;br /&gt;Tão grande prodigio, coragem tão rara,&lt;br /&gt;Dos braços da forca--três pombas partiram!&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-511726147476510555?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/511726147476510555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=511726147476510555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/511726147476510555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/511726147476510555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/12/o-romance-da-pastora-linda.html' title='O Romance da Pastora Linda'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R1PchAiY7uI/AAAAAAAAAE4/MQzSHifV5-s/s72-c/pomba.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3006871985204447428</id><published>2007-11-30T07:54:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T14:14:01.869-03:00</updated><title type='text'>Lógica breve da mentira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0_saStSy3I/AAAAAAAAAEQ/Es23Ol8IDnA/s1600-R/voltaire.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0_saStSy3I/AAAAAAAAAEQ/tqNndMoJRrM/s200/voltaire.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138585636295592818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Iluminismo advoga o Realismo, o Racionalismo e o Antropocentrismo. O Realismo é a afirmação dos universais como Realidade Objetiva e insondável. O Racionalismo é a afirmação da razão subjetiva como Realidade subjetivadora da Realidade Objetiva, ou seja, é real o que está ao alcance do idear humano. O Antropocentrismo é a afirmação do sujeito humano como medida da Realidade Objetiva, ou seja, é real o que está ao alcance do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Iluminismo é irrealista porque nega a Realidade Objetiva do que é sondável. O Iluminismo é irracionalista porque ignora a objetividade do que é real e referenda a realidade do que é ideal. O Iluminismo, considerando a Realidade Objetiva como insondável e o homem como medida da Realidade Objetiva, ou é anti-humano, porque refuta a realidade sondável do homem, ou é louco, porque advoga as afirmativas cujos pressupostos, ao mesmo tempo, rechaça. Ou, simplesmente, o Iluminismo é mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por&lt;br /&gt;Geraldo Vasconcelos&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3006871985204447428?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3006871985204447428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3006871985204447428&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3006871985204447428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3006871985204447428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/11/lgica-breve-da-mentira.html' title='Lógica breve da mentira'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0_saStSy3I/AAAAAAAAAEQ/tqNndMoJRrM/s72-c/voltaire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-3497207960851138486</id><published>2007-11-26T17:52:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:04:11.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Músicas e vídeos'/><title type='text'>Unser Liebe Fraue - Nossa Gentil Senhora</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-6843b59e2291d015" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6843b59e2291d015%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329945807%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3AE2AF9419745055F26659542F085DA2374B383F.63B02196314C88052E210FAD4E945B860F6A186D%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6843b59e2291d015%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DuzGnhR6cCVM3oGAfitJj5d2vYuw&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v16.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D6843b59e2291d015%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329945807%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3AE2AF9419745055F26659542F085DA2374B383F.63B02196314C88052E210FAD4E945B860F6A186D%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6843b59e2291d015%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DuzGnhR6cCVM3oGAfitJj5d2vYuw&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nossa gentil Senhora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De fresca fonte,&lt;br /&gt;Aos pobres lansquenetes&lt;br /&gt;Dai um sol quente! &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;Não nos deixeis congelar,&lt;br /&gt;Sejamos acolhidos numa estalagem&lt;br /&gt;Onde entremos com bolsas cheias&lt;br /&gt;E ao sair as tenhamos vazias. &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;E os tambores,&lt;br /&gt;Que troem, que troem, avante,&lt;br /&gt;Lansquenetes avante!&lt;br /&gt;Lansquenetes avante!&lt;/blockquote&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tambor marca a marcha,&lt;br /&gt;Ao vento estalam as bandeiras de seda.&lt;br /&gt;É preciso entregar-se à sorte e à graça de Deus.&lt;br /&gt;Para entrar em campanha. &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;O trigo amadurece nos campos,&lt;br /&gt;A solha salta n'água corrente,&lt;br /&gt;E o vento traz o rumor dos ducados,&lt;br /&gt;Ele se levanta e monta em direção a Berg op Zoon. &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;Refrão &lt;/blockquote&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nós comemos a poeira da estrada,&lt;br /&gt;E nossa bolsa está oca.&lt;br /&gt;O imperador devora os Flandres,&lt;br /&gt;À sua saúde todos os dias! &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele não pensa senão em regalar-se de suas conquistas,&lt;br /&gt;Em dominar o mundo.&lt;br /&gt;Em minha casa está meu amor,&lt;br /&gt;Que chorará se eu morrer.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; Refrão&lt;/blockquote&gt;    &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;*Lansquenetes, assim eram chamados certos mercenários alemães dos séculos XV a XVII. Em alemão são chamados Landsknecht (Land significa terra ou país, e Knecht, servidor).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-3497207960851138486?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=6843b59e2291d015&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/3497207960851138486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=3497207960851138486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3497207960851138486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/3497207960851138486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/11/unser-liebe-fraue-nossa-gentil-senhora.html' title='Unser Liebe Fraue - Nossa Gentil Senhora'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-4794043947542735089</id><published>2007-11-23T08:37:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:11:21.282-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>A “Cantiga de Guarvaya” ou “Cantiga Ribeirinha”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0a8MCtSyxI/AAAAAAAAADM/cd5VxFL7UfU/s1600-h/SanchoI-P.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0a8MCtSyxI/AAAAAAAAADM/cd5VxFL7UfU/s200/SanchoI-P.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135999340133927698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acorriam estrangeiros aos portos de Portugal, acolhia-os o Rei no intuito de aumentar a população, fazer fértil aquelas terras após os findos tempos das trevas bárbaras. Conhecido tal senhor, combatente dos mouros, ficou por Povoador. Dom Sancho I, o Povoador, segundo a subir no trono lusitano, quarto filho do monarca Afonso Henriques. Batizado fora de Martinho em honra ao santo do dia de seu nascimento, mas tendo seu irmão mais velho falecido recebeu alcunha um tanto mais monárquica, chamado ficou Sancho Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;À infanta de Aragão e Catalunha, Dulce de Barcelona, teve por esposa, e com ela uma prole de onze filhos e filhas. Desses valem menção três de suas filhas, Dona Mafalda, Dona Sancha e Dona Teresa que se tornaram freiras, e por suas vidas fizeram-se beatas. O Rei não era, no entanto, tão santo, teve outros tantos filhos bastardos. Seis desses filhos ilegítimos teve com Dona Maria Pais Ribeiro, conhecida como a “Ribeirinha”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O texto que agora apresento, escrito pelo poeta trovador Paio Soares de Taveirós, é dito ter por inspiração a Ribeirinha, e por muito foi considerado o texto literário mais antigo que se tem registro em língua portuguesa. Muitos dizem datar de 1189 ou 1198, mas parece já provar-se ter sido escrito apenas no início do século XIII, não sendo mais o mais antigo. Sendo d’antes ou depois, ter por tanto tempo sido, pois, o texto mais antigo de nossa língua-mãe, trago-o por sua importância histórica de hoje ou de outrora. Devido ao arcaísmo da escrita do chamado galego-português, trago também notas a desvendar o dito. Eis, por fim, a “Cantiga de Guarvaya” ou “Cantiga Ribeirinha”:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;"&lt;i&gt;No mundo non me sei parelha,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;mentre me for' como me uay&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;ca ia moiro por uos e ay!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;mha senhor branca e uermelha,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;queredes que uos retraya&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;quando uos eu ui en saya!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Mao dia me leuantei,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;que uos enton non ui fea!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;E, mha senhor, des aquel di' ay!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;me foi a mi muyn mal,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;e uos, filha de don Paay&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Moniz, e ben uus semelha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;d' auer eu por uos guaruaya&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;pois eu, mha senhor, d' alfaya&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;nunca de uos ouue nem ei&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;ualia d' üa correa.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;" &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(por limitações técnicas é posto &lt;b&gt;ü&lt;/b&gt; ao invés de &lt;b&gt;u&lt;/b&gt; com &lt;i&gt;til&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[VOCABULÁRIO: &lt;b&gt;parelha&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;semelhante&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;igual&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;mentre&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;enquanto&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;entrementes&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;ca&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;pois&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;porque&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;moiro&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;morro&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;senhor&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;senhor(a)&lt;/i&gt;;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;queredes&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;quereis&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;retraya&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;retrate&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;evoque&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;que uos enton non ui fea&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;que então vos vi linda&lt;/i&gt; (por litote); &lt;b&gt;mi&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;mim&lt;/i&gt;; &lt;b&gt;semelha&lt;/b&gt; = parece; &lt;b&gt;guaruaya&lt;/b&gt; = &lt;i&gt;manto escarlate próprio dos reis&lt;/i&gt;.]&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-4794043947542735089?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/4794043947542735089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=4794043947542735089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4794043947542735089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/4794043947542735089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/11/cantiga-de-guarvaya-ou-cantiga.html' title='A “Cantiga de Guarvaya” ou “Cantiga Ribeirinha”'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0a8MCtSyxI/AAAAAAAAADM/cd5VxFL7UfU/s72-c/SanchoI-P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-8276587763091969595</id><published>2007-11-19T23:58:00.002-03:00</published><updated>2009-01-31T16:11:04.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>A las 6 de la mañana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JOMCtSyhI/AAAAAAAAAAg/DLjDOIZh3bA/s1600-h/cristeros_misa_amp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JOMCtSyhI/AAAAAAAAAAg/DLjDOIZh3bA/s320/cristeros_misa_amp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134752493948029458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;        Um grito forte e resoluto cortava o ar soturno do México naqueles tristes anos de perseguição atroz: Viva Cristo Rey! Sem direito a julgamento fora condenado ao fuzil o Pe. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;José Augustín Pro. &lt;/span&gt;Sua face serena, sua expressão decisiva, seus olhos fixos no céu. A arma que carregava na algibeira era modesta, porém poderosa: um rosário. Palavras de devoção se elevavam de sua boca... "venha a nós o Vosso Reino e seja feita a Vossa vontade". Pareço ouvir daquele jesuíta as mesmas assertivas de Cyrano diante da proximidade da morte; “Não aqui! Sentado, não! Assim! Não me ampareis! Não quero! Venha! Quero esperá-la em pé, de &lt;i&gt;rosário&lt;/i&gt; em punho!”. Morria Augustín Pro. Diante dele os algozes, os velhos algozes, os inúmeros algozes sempre prontos para perpetrar o assassínio contra os que testemunham a Fé verdadeira. O que era para ser uma demonstração de opróbrio público na espera que o mártir se desesperasse perante a morte, Augustín demonstra fortaleza diante do seu destino e caminha lentamente para o lugar da glória do martírio. Pede para rezar! Ajoelha-se e beija o crucifixo, estende os braços em cruz e diz: ”Dios mío, ten misericordia de ellos. &lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Dios mío, bendícelos. Señor, tu sabes que soy inocente. Con todo mi corazón perdono a mis enemigos". &lt;/span&gt;Tiros secos e tristes, mais tiros. O corpo do mártir estende-se exangue no chão do México, do México de Nossa Senhora de Guadalupe. Antes de morrer porém, um grito forte, claro e resoluto cortara o céu soturno daqueles tristes anos de perseguição atroz: Viva Cristo Rey! O brado seria entoado por mais e mais homens; o governo de Elías Calles cortaria a língua dos futuros mártires para que eles não confessassem o amor a Nosso Senhor e a Nossa Mãe Guadalupana.   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;    Foi assim que se iniciou no México uma epopéia de perseguição das mais intensas contra a Igreja, digna dos primeiros mártires da época dos césares, mas que fez a Fé daqueles católicos, quase sempre pessoas humildes, brilharem com intenso fulgor testemunhando a Religião verdadeira diante de Deus, dos homens e da história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Se la Iglesia verdadeira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;La mi vida me pidiera,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Yo diez mil le ofreciera&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Por guardar la Fe entera&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Diez mil vidas yo las diera&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Por la Iglesia e su bandera!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0K2AStSynI/AAAAAAAAABQ/4jQb80Xm0ug/s1600-h/pro3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0K2AStSynI/AAAAAAAAABQ/4jQb80Xm0ug/s320/pro3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134866641293855346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    A conspiração que urdia na perseguição da Igreja se arrastava desde o século XIX, mas somente em 1926 que se culminaria em investidas mais acintosas. Sobe ao poder o maçom socialista Plutarco Calles e logo que pôde começou a executar um plano de ação tendente a destruir o catolicismo no México. No mesmo ano aprova a Reforma do Código Penal (lei Calles), expulsando os sacerdotes estrangeiros, penalizando com multas e prisões os que dêem ensino religioso ou estabeleçam escolas primárias, os que se vestiam como clérigo ou religioso, ou realizassem atos de culto fora dos templos. Em Guadalajara quem confessasse a Fé em Cristo Nosso Senhor perderia o emprego, e aconteceu de 389 funcionários perderem suas funções. As leis contra a Igreja foram em grande número... Logo mais, no dia 31 de julho de 1926 se suspendia o culto público na República do México. Eis as leis fraternas trazidas pela república... as leis da compreensão e da democracia. Se suspedia o culto público??!! &lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Jamás! Calles não triunfará!! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;    Calles não triunfará! Logo se ouve às seis da manhã em Jalisco, em Guanajuata e Zatecas o grito dos camponeses, dos devotos e dos padres, das mulheres que rezavam os rosários, armas mais poderosas, e lutavam . Viva a coragem dos católicos que combatiam bravamente contra o laicismo infligido pelo assassino Calles que sempre dizia: só estamos impondo a lei. Mesmo sabendo da inferioridade numérica, eles lutavam; mesmo sabendo da inferioridade das armas, eles rezavam; mesmo sabendo da inexorabilidade da morte, eles cantavam:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;El martes me fusilan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;A las 6 de la mañana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Por creer en Dios etern&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Y en la gran Guadalupana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Me encontraron una estampa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;De Jesús en el sombrero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Por eso me sentenciaron&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Porque yo soy un crister&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JRbStSymI/AAAAAAAAABI/WyTqVIQICpM/s1600-h/jose_luis_sanchez_del_rio_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JRbStSymI/AAAAAAAAABI/WyTqVIQICpM/s320/jose_luis_sanchez_del_rio_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134756054475917922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyTextIndent"&gt;    Encanecidos combates singraram os solos mexicanos. Batalhas, demonstrações de Fé como a do jovem José Sanchez del Río de 13 anos que ao perceber que a morte cruenta se aproximava escreveu para sua mãezinha: “Minha mamãezinha. Fui apanhado e vão matar-me. Estou contente. A única coisa que me inquieta é que vais chorar. Não chores, nós nos encontraremos. José, morto por Cristo Rei”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Es por eso me fusilan&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;El martes por la mañana&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Mataran mi cuerpo débil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Pero&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt; nunca nunca mi alma&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;    A história dos cristeros não é sabida por muitos. Não lembro de tê-la estudado nos cursinhos de história que fiz por aí. Poucos conhecem a história dos mexicanos que saiam de sombreiros e ponchos e retornavam milagrosamente de combates em que a superioridade do inimigo era atestada pelo número e pelas armas. Foi mais um capítulo nobre dos Atos dos Apóstolos, como já disseram, escrito nas terras americanas. Na terra de Nossa Senhora de Guadalupe. A cristiada, como ficara conhecido o levante, não se acabou no México. A luta dos cristeros é a mesma luta de todos os católicos em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo: render culto público a Deus! Apesar de render o ódio do mundo não devemos temer, pois Cristo disse: Se eles me perseguiram, perseguirão a vós também. E é uma grande honra ser odiado por quem odeia Nosso Senhor. &lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Por isso, pueden matarme, pero no si acaba la creencia en Dios eterno. &lt;/span&gt;Nenhum crime ficará impune. Os sangues dos mártires clamam por vingança. Deus vingará, Deus fará justiça!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;Meus inimigos voltam atrás,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;tropeçam e somem à Tua presença,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;pois defendeste minha causa e direito:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;sentaste em Teu trono como justo juiz. (Sl, 9,4 e 5)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;    Dedico o texto a todos os meus amigos católicos, a todos meus verdadeiros amigos que rezam pelo triunfo da Santa Igreja, contra quem as nações se enraiveceram e os povos meditaram coisas vãs (Salmo 2,1). Viva Cristo Rey!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por&lt;br /&gt;Antônio Manuel da Silva Filho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-8276587763091969595?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/8276587763091969595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=8276587763091969595&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8276587763091969595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/8276587763091969595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/11/las-6-de-la-maana.html' title='A las 6 de la mañana'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JOMCtSyhI/AAAAAAAAAAg/DLjDOIZh3bA/s72-c/cristeros_misa_amp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1848011429330610133.post-2246137179699782505</id><published>2007-11-19T23:30:00.001-03:00</published><updated>2009-01-31T16:10:47.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Opinião'/><title type='text'>O Estado Religioso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JMIStSygI/AAAAAAAAAAY/itiBocYmHgI/s1600-h/church_and_state.sized.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JMIStSygI/AAAAAAAAAAY/itiBocYmHgI/s320/church_and_state.sized.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134750230500264450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No campo das idéias a contradição é uma figura tenebrosa, uma enfermidade. Contradizer-se é, não raro, motivo suficiente para a ridicularização do pronunciante e funciona apenas para o seu descrédito. Antes de desejarmos não nos contradizermos com medo das opiniões alheias, o fazemos pelo bem da sustentação de nossas idéias. Exigimos de nós mesmos um encadeamento lógico das mesmas, pelo bem de nossa própria saúde mental.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Visando a não contradição nossos pensamentos acomodam-se em nossas cabeças, por vezes a grande custo, de modo que haja espaço para todos e que fiquem perfeitamente alojados. Mesmo as mais excêntricas das idéias não podem conflitar-se pelo bem de seu defensor, posto que é difícil respeitar às idéias de alguém que não respeita à própria consciência. É comum que a maturidade nos sirva para a coesão das idéias, a proximidade que elas passam a apresentar, tornam-nas polidas e espelho umas para as outras. Os pensamentos passam a ser tão complementares uns aos outros que ao se expor um, outros parecem visíveis pela dedução, ou mesmo pela intuição, e se seguem fluentemente. Há uma idéia, porém, que consegue revelar as outras com maior grandeza, parece refletir a própria essência de nossa formação intelectual, esta idéia é a que fazemos de Deus. Um velho halterofilista barbado ou o sol que traz a colheita. A Verdade ou uma mentira. Não é o caso de que todas as idéias se desprendam dessa, mas o fato é que a partir dela a exposição de ideologias parece bem mais clara. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As linhas doutrinárias de um partido político estabelecem determinados parâmetros ideológicos, que se aplicam sobre diferentes áreas. Embora no Brasil os partidos se misturem numa única e invariável malha putrefata de imoralidade, ainda permeia o idealismo de que os partidos carregam bandeiras representativas de seus objetivos. É no que tangencia a ideologia pessoal com a partidária que os políticos definem sua direção, escolhem qual “bandeira” erguerão. É dito então que dentro dos partidos se supõe linhas ideológicas gerais a serem seguidas, interdependentes, que se organizam no estatuto assim como as idéias em nossa mente. Assim como nossa consciência estabelece limites éticos e morais para as nossas ações, o partido estabelece normas e objetivos gerais, explícitos ou implícitos, a serem obedecidos por seus membros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O deputado federal Luiz Bassuma (PT/BA), presidente da Frente Parlamentar Contra o Aborto, sofreu represálias do presidente do PT da Bahia, Marcelino Galo por defender idéias que seriam contrárias à posição do partido a respeito do tema aborto, mesmo que, como tenha respondido, Bassuma não tenha ferido nenhum ponto programático do PT. Vê-se no caso do deputado baiano que os partidos têm sim proposições morais determinadas e que invariavelmente se relacionam a um direcionamento da religiosidade, mesmo que se acredite ser esta inexistente na política atual. Assim como é a idéia que fazemos da divindade a que melhor reflete nossas opiniões sobre outros assuntos diversos, assim também podemos perceber qual a visão que determinados partidos revelam de Deus. No livro-debate “No que crêem os que não crêem”, o progressista cardeal Carlo Maria Martini questiona a seu interlocutor, Umberto Eco, de onde proviria a moral daqueles que não acreditam em Deus, posto que não via como poderia esta existir sem Ele. Eco prontamente respondeu explicando que a moral não depende da crença em Deus. O cardeal Martini estava errado (não pela primeira e nem pela última vez). A moral pode não prescindir da crença em Deus, mas está intrinsecamente relacionada à divindade e, portanto, a religiosidade do indivíduo. Do materialismo supõe-se o ateísmo, visto que tem como valor apenas o que é sensível; neste sentido se expõe a confusão gerada pelo deputado baiano, pois mesmo que o PT tenha, aos olhos da mídia, tentado se “endireitar” continua a ser um partido formado nas bases do comunismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Quando sob a alegação da existência do Estado laico justificar o desmerecimento das propostas da Igreja, tenta-se instituir ações de uma moral mais liberal, não é uma exposição de indiferentismo religioso, mas sim uma proclamação descarada da fé do governo. A legalização do aborto com o pretexto de que ninguém além da mulher poderia legislar sobre o “seu” corpo, não se trata de uma mera determinação de uma liberdade pessoal, é antes disso uma negação estatal da existência de uma verdade que transpasse os limites do individualismo e do subjetivismo. Fé abrange todo um depósito de confiança quanto a uma pessoa é possível fazer, ela assim como a moral prescinde da crença na existência de Deus. O ateísmo é também um credo. É necessário não acreditar na existência da divindade para expandir os limites da “moral”, para acreditar na inconseqüência de nossas ações, ou ao menos, nas conseqüências apenas temporais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O Estado laico inexiste. Mesmo que não dependa de uma religião organizada, é impossível a um Estado ser irreligioso. As determinações governamentais frutos da moral estatal, são como uma cortina aberta para a exposição do papel que Deus desempenha na sociedade. Não há para onde correr. Além de nossas próprias consciências, somos forçados na tentativa de assimilação da consciência partidária a conviver com as novas regras da moral social. Fazer uma crítica histórica da participação da Igreja Católica nas decisões estatais, em defesa de um Estado laico é senão estúpido, no mínimo inócuo. A religiosidade estará sempre presente enquanto seres humanos regerem as nações. Trata-se apenas de uma questão de saber a quem relegar a autoridade religiosa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por&lt;br /&gt;Gustavo V. de Andrade&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1848011429330610133-2246137179699782505?l=lumendulcedo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/feeds/2246137179699782505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1848011429330610133&amp;postID=2246137179699782505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2246137179699782505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1848011429330610133/posts/default/2246137179699782505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lumendulcedo.blogspot.com/2007/11/o-estado-religioso.html' title='O Estado Religioso'/><author><name>Gustavo V. Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00399233314208005484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nbrM7qeg_Y8/R0JMIStSygI/AAAAAAAAAAY/itiBocYmHgI/s72-c/church_and_state.sized.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
